Goste-se ou não, deve-se admitir: impagável!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Sobre a imprensa e os blogs - parte 2
Na última semana escrevi aqui sobre o impacto do blog “Fatos e Dados”, da Petrobras, no debate sobre a relação institucional entre imprensa, empresas e governos no Brasil hoje. A mim, sobretudo interessa discutir o papel dos blogs e das “mídias alternativas” neste novo cenário da comunicação e as possibilidades que esses novos canais de informação e opinião constituem não apenas para uma mega corporação como a Petrobrás, mas para indivíduos, movimentos sociais, homens públicos e jornalistas interessados em produzir de forma independente com relação à linha editorial e eventuais interesses das empresas jornalísticas, sejam eles econômicos ou de outra natureza.
Foi esse interesse que me levou há quase dois anos a criar um blog pessoal. Não apenas para repercutir minha militância e ampliar contatos com interlocutores afins. Mas também, e principalmente, para ter a garantia de emitir opinião de maneira independente. O exercício da autonomia, no entanto, não me tornou um outsider na mídia. Pelo contrário, abriu espaços regulares, como esta colaboração semanal na Folha e rendeu inúmeras referências a notas e opiniões publicadas no blog.
Mas não se trata aqui de promover o blog do Fábio, e sim de trazer para a conjuntura local o debate provocado pelo oportunismo da oposição e do PIG no contexto da ofensiva contra a Petrobrás, e pela reação da empresa via um blog.
Há gente do meio que afirma o que também já se ouve no Boulevard, e que, independente de sua veracidade, já se tornou tese corrente na opinião pública campista: a imprensa local não se pauta exclusivamente pelos interesses públicos. Raciocínio similar ao que Pedro Dória – em texto citado aqui no último artigo – identifica na opinião pública nacional.
A REDE BLOG campista – forjada a partir das formidáveis experiências dos seus decanos, em curso há cerca de 5 anos – se afirmou em 2008, sobretudo no período eleitoral, como expressão local do fenômeno dos blogs, que ora a Petrobrás põe sob holofotes. Em que pese minhas dúvidas sobre o nosso alcance no universo da sociedade local – onde o radio continua a ser o veículo vital para uma comunicação de massa – em nossa heterogênea composição há grandes entusiastas do potencial da rede no que se refere a promover transformações políticas na planície, dentre outras possibilidades semelhantes à desencadeada pela Petrobrás. “Sigamos em frente.”
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Foi esse interesse que me levou há quase dois anos a criar um blog pessoal. Não apenas para repercutir minha militância e ampliar contatos com interlocutores afins. Mas também, e principalmente, para ter a garantia de emitir opinião de maneira independente. O exercício da autonomia, no entanto, não me tornou um outsider na mídia. Pelo contrário, abriu espaços regulares, como esta colaboração semanal na Folha e rendeu inúmeras referências a notas e opiniões publicadas no blog.
Mas não se trata aqui de promover o blog do Fábio, e sim de trazer para a conjuntura local o debate provocado pelo oportunismo da oposição e do PIG no contexto da ofensiva contra a Petrobrás, e pela reação da empresa via um blog.
Há gente do meio que afirma o que também já se ouve no Boulevard, e que, independente de sua veracidade, já se tornou tese corrente na opinião pública campista: a imprensa local não se pauta exclusivamente pelos interesses públicos. Raciocínio similar ao que Pedro Dória – em texto citado aqui no último artigo – identifica na opinião pública nacional.
A REDE BLOG campista – forjada a partir das formidáveis experiências dos seus decanos, em curso há cerca de 5 anos – se afirmou em 2008, sobretudo no período eleitoral, como expressão local do fenômeno dos blogs, que ora a Petrobrás põe sob holofotes. Em que pese minhas dúvidas sobre o nosso alcance no universo da sociedade local – onde o radio continua a ser o veículo vital para uma comunicação de massa – em nossa heterogênea composição há grandes entusiastas do potencial da rede no que se refere a promover transformações políticas na planície, dentre outras possibilidades semelhantes à desencadeada pela Petrobrás. “Sigamos em frente.”
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Cornetada rubro-negra
Na última quinta-feira, um dos poucos dias em que almocei na última semana, encontrei casualmente o secretário de governo Roberto Henriques, sempre gentil e atencioso com esse blogueiro. E ele não perdeu a oportunidade de cornetar sobre assunto em que temos afinidade. Engana-se contudo quem pensa que o recado foi sobre política!
Roberto, outro rubro-negro de carteirinha, dava a receita para o Fla sair da crise: a escalação do veterano craque Petkovic. E parece que antes mesmo de repercutirmos sua cornetada ela já fez efeito, pois Cuca surpreendeu e lançou o sérvio ontem mesmo, na convincente vitória do Mengão sobre o time misto do colorado gaúcho.
Roberto, outro rubro-negro de carteirinha, dava a receita para o Fla sair da crise: a escalação do veterano craque Petkovic. E parece que antes mesmo de repercutirmos sua cornetada ela já fez efeito, pois Cuca surpreendeu e lançou o sérvio ontem mesmo, na convincente vitória do Mengão sobre o time misto do colorado gaúcho.
domingo, 21 de junho de 2009
Controle social sobre o governo local
Tendo sido o proponente do tema vitorioso na enquete mensal da REDE BLOG, mesmo nas últimas horas deste dia consagrado à postagem coletiva, após uma semana especialmente difícil, sinto-me obrigado a um breve post sobre o assunto, que estará na ordem do dia na próxima quarta, quando se realiza no IFF (ex-CEFET) a 1ª Conferência municipal de controle social.
Reflito sobre isto há alguns anos, desde que participei enquanto sociedade civil de algumas audiências públicas na Câmara Municipal sobre o Orçamento municipal, infelizmente sem qualquer consequencia. Hoje, as páginas policiais nos revelam o resultado da combinação bombástica entre as significativas receitas dos royalties e a falta de controle e fiscalização sobre sua gestão.
Reitero aqui meu entusiasmo pela iniciativa da Universidade - a partir do professor Hamilton Garcia - que sai de seus muros e provoca o movimento social a agir de forma pro-ativa no exercício da cidadania.
Ainda temos muito a discutir e sobretudo a transformar, mas essa oportunidade não é algo irrelevante. Estaremos firmes no debate sobre a legislação em vigor e o que mais puder ser feito para resguardar os interesses legítimos da sociedade local.
Ao debate. Todos à Conferência!! "Sigamos em frente".
ATUALIZAÇÃO em 22/06 às 07:25 para ajustes e correções no texto.
Reflito sobre isto há alguns anos, desde que participei enquanto sociedade civil de algumas audiências públicas na Câmara Municipal sobre o Orçamento municipal, infelizmente sem qualquer consequencia. Hoje, as páginas policiais nos revelam o resultado da combinação bombástica entre as significativas receitas dos royalties e a falta de controle e fiscalização sobre sua gestão.
Reitero aqui meu entusiasmo pela iniciativa da Universidade - a partir do professor Hamilton Garcia - que sai de seus muros e provoca o movimento social a agir de forma pro-ativa no exercício da cidadania.
Ainda temos muito a discutir e sobretudo a transformar, mas essa oportunidade não é algo irrelevante. Estaremos firmes no debate sobre a legislação em vigor e o que mais puder ser feito para resguardar os interesses legítimos da sociedade local.
Ao debate. Todos à Conferência!! "Sigamos em frente".
ATUALIZAÇÃO em 22/06 às 07:25 para ajustes e correções no texto.
Duelo comunista
Ainda sobre as eleições para o SEPE Campos, uma curiosidade sobre o duelo particular entre dua correntes herdeiras da tradição comunista no Brasil.
Entre os filiados ao SEPE em Campos, a Professora Odete Rocha não conseguiu repetir a bela performance obtida na última eleição municipal, no universo dos cidadãos. A chapa da CTB (10), liderada por ela, ficou em terceiro lugar na disputa, com cerca de 17,7% dos votos. Desta feita, foi superada pela Professora Graciete Santana - que também foi sua adversária no último pleito para a Prefeitura local. Ao menos entre a categoria dos profissionais da educação, a chapa Intersindical/Conlutas (4) - liderada aqui pela presidente do PCB local - demonstrou certo prestígio e obteve pequena vantagem sobre a chapa da CTB, alcançando cerca de 18,4% dos votos.
Entre os filiados ao SEPE em Campos, a Professora Odete Rocha não conseguiu repetir a bela performance obtida na última eleição municipal, no universo dos cidadãos. A chapa da CTB (10), liderada por ela, ficou em terceiro lugar na disputa, com cerca de 17,7% dos votos. Desta feita, foi superada pela Professora Graciete Santana - que também foi sua adversária no último pleito para a Prefeitura local. Ao menos entre a categoria dos profissionais da educação, a chapa Intersindical/Conlutas (4) - liderada aqui pela presidente do PCB local - demonstrou certo prestígio e obteve pequena vantagem sobre a chapa da CTB, alcançando cerca de 18,4% dos votos.
Parcial
Do Rio nos chegam as primeiras notícias da apuração dos votos das eleições do SEPE-RJ.
Em Campos, a Chapa 5 - maioria na atual gestão - deve permanecer à frente do núcleo local, tendo conquistado mais de 50% dos votos e, provavelmente, 9 vagas no colegiado de 17 diretores.
Já para a direção estadual as notícias não são boas. A tendência é a manutenção das Chapas 1 e 4 - responsáveis pela gestão temerária do sindicato ao longo da década, tanto no plano político quanto no plano administrativo - no controle da entidade.
Em Campos, a Chapa 5 - maioria na atual gestão - deve permanecer à frente do núcleo local, tendo conquistado mais de 50% dos votos e, provavelmente, 9 vagas no colegiado de 17 diretores.
Já para a direção estadual as notícias não são boas. A tendência é a manutenção das Chapas 1 e 4 - responsáveis pela gestão temerária do sindicato ao longo da década, tanto no plano político quanto no plano administrativo - no controle da entidade.
Beócio?
Quando, questionando Lindberg Farias, faz pela imprensa a seguinte questão: "Ele não está obedecendo à resolução nacional do partido, de que as candidaturas nos estados só serão definidas em fevereiro de 2010?" Alberto Cantalice está exercendo plenamente ou simulando o papel de idiota? Sim, porque o de "lambe botas" o Governador já sabe bem que ele gosta de fazer!A definição das candidaturas está prevista para fevereiro e ainda pode ser postergada até junho, conforme a legislação. Mas nada impede pré-candidatos de divulgar seus nomes e suas idéias.
O Presidente do PT-RJ, talvez por não ter qualquer expressão eleitoral, agarra-se as boquinhas que o partido mantem no governo Cabral, sem influenciar politicamente a péssima gestão. Retirar de Serra o apoio de Garotinho e isolar politicamente a frente DEM-PV-PSDB no estado é golpe de mestre. E, em que pese nossas dificultades históricas locais com a família Garotinho - revigoradas pelo mau começo de governo de Rosinha - não há problema algum na presença de três palanques para Dilma no Estado. Mesmo porque um seria próprio, petista, e, além disso, refletiria bem a desproporção de popularidade no Estado, onde o governo LULA tem o dobro da aprovação do de Cabral.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Boa da noite
Estarei entre urnas e formulários burocráticos com registros das eleições do SEPE...Mas para quem puder, a boa da noite de hoje em Campos é o show do rubro-negro Léo Jaime, no Teatro do SESI, à partir das 20:00.
Ingressos a R$ 15,00. Estudantes, idosos e sócios do SESI clube pagam meia.
Enquete da REDE BLOG
Termina hoje também a enquete que mensalmente o Urgente promove para escolher o tema mensal da REDE BLOG.
Esse blogueiro, na oportunidade da 1ª Conferência Municipal de Controle Social, a se realizar no IFF na próxima quarta-feira, sugeriu o tema para a postagem coletiva mensal.
Votem lá!!!
Esse blogueiro, na oportunidade da 1ª Conferência Municipal de Controle Social, a se realizar no IFF na próxima quarta-feira, sugeriu o tema para a postagem coletiva mensal.
Votem lá!!!
Eleições no SEPE, último dia.
Termina hoje a elição que vai escolher a direção do SEPE no próximo triênio.
Este blogueiro apóia a CHAPA 2 - OPOSIÇÃO. POR UM SEPE DE VITÓRIAS, para o SEPE/RJ e a CHAPA 5 - UNIDADE NA LUTA para o SEPE Campos.
15 urnas fixas estão colhendo votos até as 22:00 horas na sede do sindicato e nas maiores escolas do município, e outras 12, itinerantes, circularão até este horário nas demais escolas de Campos, São João da Barra, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, Cardoso Moreira e Italva.
Este blogueiro apóia a CHAPA 2 - OPOSIÇÃO. POR UM SEPE DE VITÓRIAS, para o SEPE/RJ e a CHAPA 5 - UNIDADE NA LUTA para o SEPE Campos.
15 urnas fixas estão colhendo votos até as 22:00 horas na sede do sindicato e nas maiores escolas do município, e outras 12, itinerantes, circularão até este horário nas demais escolas de Campos, São João da Barra, São Fidélis, São Francisco do Itabapoana, Cardoso Moreira e Italva.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Justificando...
Em função das eleições para a direção do SEPE/RJ - onde sou um dos responsáveis pela Comissão Eleitoral local, com trabalho das 07:00 às 23:00 - este lobo bobo, digo este blogueiro anda impossibilitado de manter o ritmo normal de postagens por aqui.
Mas o blog continua na ativa com a participação dos colaboradores!
Na próxima semana voltaremos à rotina.
Mas o blog continua na ativa com a participação dos colaboradores!
Na próxima semana voltaremos à rotina.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Se eles podem...

A partir de agosto deste ano o pequeno município de Piraí, no Estado do Rio, entrará para história como a primeira cidade do mundo a disponibilizar um computador para cada aluno, os PCs serão entregues a todos os 6.200 estudantes das vinte e uma escolas da rede municipal .
A iniciativa faz parte do projeto “Piraí digital”, aqui, iniciado em 2004 que já entregou 700 unidades portáteis e agora deverá oferecer outros 5,5 mil novos computadores. Trata-se do Classmate desenvolvido pela Intel especialmente para fins educacionais, o mini-notebook possui estrutura durável, resistência a quedas, capa protetora com alça para transporte, teclado resistente a água e software educacional integrado. Ao de custo R$ 700,00 a unidade possui ainda capacidade de armazenamento e wireless integrados, é muito parecido com o Asus Eee, sua versão para consumo.
O projeto Piraí digital também implantou a cobertura total do município com conexão banda larga sem cabo através de um projeto desenvolvido pela Universidade de Brasília, nesta fase inicial foram investidos cerca de R$ 5,2 milhões. A ousadia da iniciativa e seus resultados práticos rederam ao projeto o prêmio Top Seven Intelligent Communities de 2005, aqui, concedido pelo Intelligent Community Fórum. O IFC é uma organização não governamental Norte americana fundada por Guy Tozzoli – presidente e fundador do World Trade Centers Association que desenhou e construiu edifícios pelo mundo.
Um dos destaques do “Piraí digital” é a capacidade da prefeitura de coordenar uma grande articulação de parceiros que participam do projeto. Ao todos são vinte e quatro instituições, seis do governo federal, quatro do governo estadual além de empresas privadas e organizações não governamentais.
A iniciativa faz parte do projeto “Piraí digital”, aqui, iniciado em 2004 que já entregou 700 unidades portáteis e agora deverá oferecer outros 5,5 mil novos computadores. Trata-se do Classmate desenvolvido pela Intel especialmente para fins educacionais, o mini-notebook possui estrutura durável, resistência a quedas, capa protetora com alça para transporte, teclado resistente a água e software educacional integrado. Ao de custo R$ 700,00 a unidade possui ainda capacidade de armazenamento e wireless integrados, é muito parecido com o Asus Eee, sua versão para consumo.
O projeto Piraí digital também implantou a cobertura total do município com conexão banda larga sem cabo através de um projeto desenvolvido pela Universidade de Brasília, nesta fase inicial foram investidos cerca de R$ 5,2 milhões. A ousadia da iniciativa e seus resultados práticos rederam ao projeto o prêmio Top Seven Intelligent Communities de 2005, aqui, concedido pelo Intelligent Community Fórum. O IFC é uma organização não governamental Norte americana fundada por Guy Tozzoli – presidente e fundador do World Trade Centers Association que desenhou e construiu edifícios pelo mundo.
Um dos destaques do “Piraí digital” é a capacidade da prefeitura de coordenar uma grande articulação de parceiros que participam do projeto. Ao todos são vinte e quatro instituições, seis do governo federal, quatro do governo estadual além de empresas privadas e organizações não governamentais.
A aproximadamente 70 Km do Rio de janeiro Piraí é uma cidade pequena possui pouco mais de 24 mil habitantes e 500 Km². Foi governada pelo atual vice governador do estado Luiz Fernando Pezão, embora pequena, possui um considerável orçamento, segundo a secretaria do tesouro nacional Piraí contou com R$3.187,00 per capita em 2006, Campos ficou com R$ 2.907,00. A diferença não é impedimento para que nossa cidade desenvolva projetos com esta envergadura. Nós cidadãos da planície ficamos sempre com aquela impressão: “se eles podem, por que nós não podemos?”
terça-feira, 16 de junho de 2009
OPOSIÇÃO INFAME
O jornal O Globo, na edição do último domingo (14/06/09), nos presenteou com mais um exercício explícito de Partido da Imprensa Golpista (PIG para íntimos). A reportagem intitulada: "Programa de Escolas Técnicas Anda a Passos Lentos", a opinião publicada travestida de reportagem nos comunica que o plano de expansão do sistema de Escolas Técnicas Federais (atuais IFFs), garota dos olhos do Governo Lula, está sendo rigorosamente fiscalizado pelos "demos" (ex-pefelê da base dos governos FFHH). Nas palavras do prócer do liberalismo moreno, o filho do César Maia, haveria uma grande discrepância entre os valores estipulados no orçamento (R$ 629 milhões) e aqueles executados pelo governo (R$ 270 milhões). A mesma reportagem, com título insidioso, traz o argumento do MEC: " o cálculo de execução orçamentária não deve ter como referência o montante aprovado pelo Congresso, mas o valor efetivamente liberado pelo Ministério do Planejamento, o chamado financeiro." Assim, do total realmente disponibilizado (R$ 523 milhões), foram empenhados 96,7% (R$ 506 milhões). O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, sintetiza a polêmica: "É muito estranho que quem esteve oito anos no governo e não construiu nenhuma escola técnica e aprovou uma lei proibindo a criação de novas escolas, queira agora cobrar agilidade." Até o fim do Governo Lula, o investimento na ampliação da rede federal, deverá atingir R$ 1,1 bilhão e os repasses às redes estaduais deverá chegar a R$ 1 bilhão.
Pouca vergonha
Pode não ser a expressão mais elegante, mas não dá pra ser muito diferente o título de um post que denuncia que, em plena vigência da "passagem a R$ 1,00", a mesma empresa que, segundo o blog do Roberto Moraes, recebeu R$ 800 mil somente no primeiro repasse de subsídios pela Prefeitura, mantenha na linha IPS, sob sua concessão, na hora do rush, um micro-ônibus superlotado.
Já é hora da EMUT ser menos condescendente e cobrar contrapartidas pelos subsídios generosamente "investidos" no setor, garantindo mais conforto e qualidade aos usuários do transporte coletivo.
Já é hora da EMUT ser menos condescendente e cobrar contrapartidas pelos subsídios generosamente "investidos" no setor, garantindo mais conforto e qualidade aos usuários do transporte coletivo.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Ponto para Puyol
Se a fúria marcou 5X0 na Nova Zelândia em sua estréia na Copa das Confederações, com três gols de Torres, a seleção canarinho balançou as redes quatro vezes contra o Egito, com Kaka anotando dois tentos!A diferença contudo ficou por conta da defesa, com a zaga formada por Puyol - que apesar de não inspirar confiança no Gustavo Lemos, muito crítico em sua apreciação, é para mim um grande zagueiro - e Albiol tendo se mantido invicta na primeira rodada, enquanto o Brasil, apesar da segurança que passam Julio César, Juan e Lucio, ter sofrido três gols. É bem verdade que o time de Vicente del Bosque jogou contra um time praticamente amador enquanto o Egito jogou bem e justificou o título da Copa da África onde superou boas e experientes seleções como Camarões, Nigéria, Gana e Costa do Marfim.
Por enquanto, vantagem para a defesa comandada pelo catalão Puyol.
O que eu gostaria de ter dito sobre o Irã...
É verdade que o sempre polêmico Xacal as vezes exagera... Mas isso faz parte de seu perfil, e se fosse diferente, para o bem ou para o mau não seria mais o irrascível personagem. O Xacal só existe como de fato é, e, como é, é imprescindível para essa planície cumprindo um papel que lhe cabe desempenhar na blogosfera local.
Mas também é verdade que as vezes, ao le-lo consigo observar num texto exatamente o que eu penso sobre um assunto de uma forma que nem eu mesmo seria capaz de sistematizar. Chame isso de afinidade se quiser. O fato é que, nestas ocasiões, não tenho como expressar melhor minha opinião do que o citando. Sobre o day after pós-eleitoral no Irã é o caso. Clique aqui e leia a brilhante análise no post "Bomba-relógio".
Mas também é verdade que as vezes, ao le-lo consigo observar num texto exatamente o que eu penso sobre um assunto de uma forma que nem eu mesmo seria capaz de sistematizar. Chame isso de afinidade se quiser. O fato é que, nestas ocasiões, não tenho como expressar melhor minha opinião do que o citando. Sobre o day after pós-eleitoral no Irã é o caso. Clique aqui e leia a brilhante análise no post "Bomba-relógio".
Sobre a imprensa e os blogs
A partir da criação do blog "Fatos e Dados", da Petrobrás (acesse clicando aqui), registrando diariamente a relação da empresa com grandes órgãos de imprensa, instalou-se nas principais tribunas de debate midiático do país a discussão sobre o papel dos blogs enquanto instrumentos independentes de divulgação de informação e de idéias, rompendo com a hegemonia da imprensa tradicional e democratizando a possibilidade de manifestação de versões e opiniões a um conjunto amplo de atores sociais.
Apenas nessa semana, tive acesso a textos de Pedro Dória e José Dirceu – blogueiros que recebem grande número de acessos diários na rede - sobre o assunto. A diversidade na visão de ambos permite uma análise rica e plural sobre o tema.
Pedro Dória (leia aqui), jornalista, um dos precursores dos blogs no Brasil, identifica na polêmica uma crise de credibilidade da imprensa brasileira, que ele compara com crise em curso na imprensa dos Estados Unidos, onde viveu até bem recentemente. Para ele, a discussão sobre a Petrobrás é pano de fundo para debate mais amplo sobre relações entre imprensa, empresas e instituições públicas. E a imprensa brasileira precisa se preocupar em retomar a confiança da opinião pública, que não está inerte e cuja parcela relevante acredita "(...) que o trabalho jornalístico está a serviço de interesses que não são, necessariamente, os do público."
Já José Dirceu (leia aqui) escrevendo no blog do Noblat, o mais lido do Brasil, cumpre um papel também mencionado por Dória, o de identificar na grande imprensa papel militante à serviço da oposição, inclusive denunciando a parcimônia na divulgação de controvérsias nos governos de Yeda Crusius e de José Serra em dois importantes Estados da União. E é contundente na denúncia de interesses da grande mídia em "(...) manter o monopólio da informação que detém de fato, e das verbas de publicidade do governo federal das quais recebeu a maior fatia durante décadas." Denuncia ainda "(...) o medo que a grande imprensa tem dos blogs e da internet que dão a todos os cidadãos e cidadãs, e às empresas, a oportunidade democrática de prestar informações, e divulgarem a sua versão dos fatos com dados e elementos para a cidadania julgar." O debate é rico e esclarecedor. Voltaremos ao assunto.
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Apenas nessa semana, tive acesso a textos de Pedro Dória e José Dirceu – blogueiros que recebem grande número de acessos diários na rede - sobre o assunto. A diversidade na visão de ambos permite uma análise rica e plural sobre o tema.
Pedro Dória (leia aqui), jornalista, um dos precursores dos blogs no Brasil, identifica na polêmica uma crise de credibilidade da imprensa brasileira, que ele compara com crise em curso na imprensa dos Estados Unidos, onde viveu até bem recentemente. Para ele, a discussão sobre a Petrobrás é pano de fundo para debate mais amplo sobre relações entre imprensa, empresas e instituições públicas. E a imprensa brasileira precisa se preocupar em retomar a confiança da opinião pública, que não está inerte e cuja parcela relevante acredita "(...) que o trabalho jornalístico está a serviço de interesses que não são, necessariamente, os do público."
Já José Dirceu (leia aqui) escrevendo no blog do Noblat, o mais lido do Brasil, cumpre um papel também mencionado por Dória, o de identificar na grande imprensa papel militante à serviço da oposição, inclusive denunciando a parcimônia na divulgação de controvérsias nos governos de Yeda Crusius e de José Serra em dois importantes Estados da União. E é contundente na denúncia de interesses da grande mídia em "(...) manter o monopólio da informação que detém de fato, e das verbas de publicidade do governo federal das quais recebeu a maior fatia durante décadas." Denuncia ainda "(...) o medo que a grande imprensa tem dos blogs e da internet que dão a todos os cidadãos e cidadãs, e às empresas, a oportunidade democrática de prestar informações, e divulgarem a sua versão dos fatos com dados e elementos para a cidadania julgar." O debate é rico e esclarecedor. Voltaremos ao assunto.
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
domingo, 14 de junho de 2009
Sobre as eleições no SEPE
Na próxima terça-feira começam as eleições para a nova direção do SEPE. Este blogueiro, responsável pela comissão eleitoral local, encarregada de organizar o pleito em Campos, evitou até aqui tratar o assunto publicamente.
Contudo, tendo recebido há pouco e-mail de meu amigo e companheiro Marco Tulio Paolino solicitando apoio à campanha da CHAPA 2 nessa reta final de campanha, e sabedor de que os membros da comissão eleitoral estadual não se constrangem em manifestar publicamente suas opções eleitorais, e que tal liberalidade também será facultada aos mesários responsáveis pelas urnas que circularão nas escolas - já que não há óbice algum previsto nesse sentido no regimento eleitoral, e tampouco a manifestações desta natureza - resolvi manifestar aqui meu apoio à CHAPA 2 - Oposição. Por um SEPE de vitórias. Chega de derrotas.
Esta chapa, de orientação cutista, é a única capaz de romper com os tristes rumos que caracterizam a direção estadual do SEPE/RJ nos últimos 10 anos e que me levaram a tomar a decisão de me afastar da direção deste sindicato após 8 anos compondo como minoria tal colegiado - para quem não sabe, no SEPE a composição da direção se dá por proporcionalidade eleitoral entre as chapas.
Neste período, a maioria da direção - composta por militantes da Conlutas e da Intersindical, que se agrupam no pleito em curso nas chapas 1 e 4 - se afastou progressivamente das bases e se mostrou incapaz de promover conquistas efetivas para a categoria, por meio de negociação com o governo do Estado. Além disso, rompeu com a frente única dos trabalhadores, propondo e encaminhando a desfiliação à CUT e chegou ao cúmulo de isolar nosso sindicato da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - e assim, das ações conjuntas dos demais sindicatos regionais/estaduais de trabalhadores na educação pública no Brasil. Há também fortes indícios de malversação de recursos da categoria, já que não há transparência na prestação de contas sobre um rombo contábil identificado entre 2004-2006, cuja auditoria não teve seu resultado divulgado nem mesmo para quem como eu compôs a direção do período - hegemonizada pelos mesmos grupos que hoje controlam o SEPE-RJ e se subdividem nas chapas 1 e 4. Numa assembleia ridícula e pouco concorrida, a maioria da direção atual pôs ponto final na discussão e se negou a divulgar o resultado da tal "auditoria" sob a alegação de "segredo de justiça", cabendo exclusivamente a uma ex-funcionária o papel de bode expiatório nas iregularidades na gestão financeira do sindicato, que envolvem recursos próximos a R$ 1 milhão, isto mesmo, R$1 milhão!
Por tudo isso, reafirmamos que só a vitória da CHAPA 2, com efetiva maioria percentual, será capaz de promover o reencontro do SEPE com a categoria, com as conquistas e com a luta pela educação pública de qualidade.
Para o SEPE Campos, apóio a CHAPA 5 - Unidade na Luta.
Contudo, tendo recebido há pouco e-mail de meu amigo e companheiro Marco Tulio Paolino solicitando apoio à campanha da CHAPA 2 nessa reta final de campanha, e sabedor de que os membros da comissão eleitoral estadual não se constrangem em manifestar publicamente suas opções eleitorais, e que tal liberalidade também será facultada aos mesários responsáveis pelas urnas que circularão nas escolas - já que não há óbice algum previsto nesse sentido no regimento eleitoral, e tampouco a manifestações desta natureza - resolvi manifestar aqui meu apoio à CHAPA 2 - Oposição. Por um SEPE de vitórias. Chega de derrotas.
Esta chapa, de orientação cutista, é a única capaz de romper com os tristes rumos que caracterizam a direção estadual do SEPE/RJ nos últimos 10 anos e que me levaram a tomar a decisão de me afastar da direção deste sindicato após 8 anos compondo como minoria tal colegiado - para quem não sabe, no SEPE a composição da direção se dá por proporcionalidade eleitoral entre as chapas.
Neste período, a maioria da direção - composta por militantes da Conlutas e da Intersindical, que se agrupam no pleito em curso nas chapas 1 e 4 - se afastou progressivamente das bases e se mostrou incapaz de promover conquistas efetivas para a categoria, por meio de negociação com o governo do Estado. Além disso, rompeu com a frente única dos trabalhadores, propondo e encaminhando a desfiliação à CUT e chegou ao cúmulo de isolar nosso sindicato da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - e assim, das ações conjuntas dos demais sindicatos regionais/estaduais de trabalhadores na educação pública no Brasil. Há também fortes indícios de malversação de recursos da categoria, já que não há transparência na prestação de contas sobre um rombo contábil identificado entre 2004-2006, cuja auditoria não teve seu resultado divulgado nem mesmo para quem como eu compôs a direção do período - hegemonizada pelos mesmos grupos que hoje controlam o SEPE-RJ e se subdividem nas chapas 1 e 4. Numa assembleia ridícula e pouco concorrida, a maioria da direção atual pôs ponto final na discussão e se negou a divulgar o resultado da tal "auditoria" sob a alegação de "segredo de justiça", cabendo exclusivamente a uma ex-funcionária o papel de bode expiatório nas iregularidades na gestão financeira do sindicato, que envolvem recursos próximos a R$ 1 milhão, isto mesmo, R$1 milhão!
Por tudo isso, reafirmamos que só a vitória da CHAPA 2, com efetiva maioria percentual, será capaz de promover o reencontro do SEPE com a categoria, com as conquistas e com a luta pela educação pública de qualidade.
Para o SEPE Campos, apóio a CHAPA 5 - Unidade na Luta.
Assentamentos rurais e desenvolvimento em debate
A Professora Ana Maria Almeida, a Aninha, coordenadora de extensão da UFF em Campos, manda avisar e convida para uma mesa-redonda sobre tema de fundamental importância sócio-econômica para a região, na programação do Projeto "Segundas Debates":
Os Assentamentos Rurais e a Inclusão Produtiva: um caminho possível
Convidados:
David Barbosa – Coordenador Geral da COOPERPROCIC (Cooperativa de Produção e Comercialização dos Assentados de Ilha Grande e Che Guevara - Marreca);
Fábio Cunha Coelho – Professor e pesquisador da UENF-CCTA/LFIT;
Mineiro – Assentamento Antônio de Faria – Lagoa de Cima.
Amanhã (15/06) das 16:00 às 18:00 horas, no ESR/UFF - Campos – sala 01.
Os Assentamentos Rurais e a Inclusão Produtiva: um caminho possível
Convidados:
David Barbosa – Coordenador Geral da COOPERPROCIC (Cooperativa de Produção e Comercialização dos Assentados de Ilha Grande e Che Guevara - Marreca);
Fábio Cunha Coelho – Professor e pesquisador da UENF-CCTA/LFIT;
Mineiro – Assentamento Antônio de Faria – Lagoa de Cima.
Amanhã (15/06) das 16:00 às 18:00 horas, no ESR/UFF - Campos – sala 01.
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