sábado, 18 de julho de 2009
Acusando o golpe...
Este modesto blog não foge a regra, e paga o preço!
A caixa de comentários está cheia de referências à infeliz idéia da Prefeitura, anunciada na quarta-feira pela SMEC, de terceirizar a merenda escolar em Campos. Como são quase todos coments anônimos, liberamos os que continham simples provocações ao blogueiro ou textos assinados sobre o assunto, que, de fato, refere-se a um grave equívoco. Reproduções de textos sobre experiências concretas de terceirização de merenda, sem identificação da fonte, foram moderadas.
Voltarei ao assunto...
ATUALIZADO em 18/07 às 11:20, para correções no texto original, escrito por um blogueiro exausto.
Nota triste
Pior de tudo foi levar gol marcado pelo reserva do Obina! Em rápida pesquisa na internet pude constatar que este blogueiro não foi o único a perceber a semelhança entre o centroavante "falsificado" do porco e o legítimo e lendáro Coalhada, do Chico Anísio. Era melhor deixar o Anjo negro jogar.

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Do Arizão
Sou um eterno otimista, mas, como disse ontem pro gente boa Vitor Hugo ao final do Show do Moraes Moreira no SESI, já vi coisa muito pior numa estréia em Segundona no Arizão!O time azul esteve bem contra o certinho Aperibeense. A defesa formada por João Carlos e Max me pareceu sólida e bem protegida pelo sério Flávio Pinto, os laterais apoiam bem sem que isso comprometa a postura defensiva e Rondinelli, outro velho conhecido da torcido azul, comanda o meio-campo a contento. Boa estréia contra um adversário que podia complicar mas, a rigor, só ameaçou realmente em uma bola na trave, chutada de fora da área aos 14' do segundo tempo. Apesar da redonda ter sido maltratada em alguns momentos por ambos os escretes, o Goyta esteve bem, venceu (1X0) e podia ter feito mais um ou dois gols. A expectativa agora é para que o time possa evoluir ainda mais com o entrosamento, a sequencia de jogos e as estréias de Herivelton, Flavio Medina e Valdiran.
Dá-lhe Goyta!
Da Conferência Municipal de Educação
Destaque na cerimônia de abertura da Conferência Municipal de Educação, na manhã de ontem, no Trianon, foi o anúncio feito pela Secretária Municipal de Educação, Professora Maria Auxiliadora Freitas, de que, finalmente, vai ser convocado o grupo de trabalho responsável por sugerir mudanças no PCCS do magistério com vistas à efetiva implementação do mesmo, conforme acordado em audiência com o SEPE em 12 de maio. Segundo Auxiliadora, a Prefeita Rosinha decidiu que vai começar pela Educação o tão esperado enquadramento dos servidores municipais no PCCS aprovado em 2002.
Valorização salarial e democracia
Também merece destaque a palestra inicial da Conferência, onde o Professor Helio Coelho - pra quem não sabe fundador e ex-dirigente do SEPE - enfatizou a importância de temas tão antigos - na pauta há mais de 40 anos - como valorização salarial e democracia nas escolas para o desenvolvimento efetivo das políticas públicas voltadas para o setor em Campos hoje. As bandeiras da greve de 79 continuam na pauta atual do SEPE, apesar da rede municipal ter praticamente triplicado de tamanho, conforme constatou o veterano companheiro, do alto de seus 42 de experiência no chão da escola.
Monlevade discute com conferencistas
Os participantes da Conferência vão ter hoje a oportunidade de debater os eixos do CONAE com o experiente educador João Monlevade. Ele, que é um dos principais articuladores da Grande conferência nacional de Educação que acontecerá no próximo ano, circulará por todos os grupos de trabalho e deve participar ainda da plenária final.
A escola entre a multidão criança e ursos dançarinos
Existem alguns temas que por serem tão exaustivamente abordados se convertem em verdadeiras armadilhas para quem se aventura por suas searas, o risco de escrever mais do mesmo e desabar em redundâncias é uma ameaça constante. Entre tantos temas capturados por esta lógica identificamos os debates sobre as relações entre democracia e educação. Incontáveis ângulos analíticos, perspectivas teóricas e referenciais ideológicos já produziram pilhas de livros, teses e artigos que tornaram o estudo uma tarefa para uma vida inteira. Todos os teóricos que abordaram o tema da democracia se referiram de alguma forma ao papel que a educação deve desempenhar na construção de sistemas democráticos.
O resultado foi um amplo leque de expectativas a cerca das potencialidades da educação que nos permitem navegar entre um ceticismo terminante e um otimismo onipotente. O economista e cientista político Tcheco, Joseph Schumpeter sustentou que a educação era incapaz de dotar o homem de meios para fazê-lo pensar por si mesmo em questões políticas: “o cidadão típico cai para um nível mais baixo de desempenho mental assim que entra no campo político. Argumenta e analisa de maneira infantil.” Na direção oposta o filosofo iluminista francês Helvétius acreditava que a educação tinha a capacidade ilimitada de moldar o homem e chegou mesmo a escrever no seu famoso livro “Do homem” que a “educação faz o que somos, nada é impossível para a educação: ela faz um urso dançar.”
No Brasil o estado realizou várias iniciativas no sentido de utilizar a educação como meio de influenciar a formação do cidadão, já em
Em 1993 durante o Governo Itamar Franco foi sancionada a lei que extinguia as disciplinas de Educação Moral e Cívica, de Organização Social e Política do Brasil e Estudos dos Problemas Brasileiros, nos currículos do ensino fundamental, médio e superior. A lei estabelecia que a carga horária respectiva e as funções daquelas disciplinas deveriam ser incorporadas, sob critério das instituições de ensino, às disciplinas de Ciências Humanas.
Existem hoje no congresso nacional pelo menos treze propostas de parlamentares, procurando reintroduzir nas escolas o estudo da educação moral e civismo, ou disciplina que contemple a ética e cidadania. Lembremos que a ética é um dos chamados temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais, mas não é uma disciplina obrigatória e sim parte de um conjunto de temas que devem ser abordados por diversas disciplinas.
A escola é hoje uma instituição soterrada de funções, houve uma enorme ampliação de suas atribuições e ao mesmo tempo não se realizou um investimento concreto na preparação dos professores para o exercício destes novos desafios. Entretanto é muito importante que a escola não se ausente desta tarefa tão urgente para o aprimoramento da democracia Brasileira. Já seria muito proveitoso um empenho no sentido de informar os estudantes a cerca da organização do Estado brasileiro; da Constituição; dos poderes da República e suas funções; dos processos democráticos e principalmente dos direitos políticos. Sempre me causou angústia assistir alunos concluindo o ensino médio e se espantando diante da descrição de seus direitos constitucionais. Não precisamos de novas disciplinas, a tarefa pode perfeitamente ser executada pela sociologia recentemente introduzida nos currículos escolares, afinal como afirmou o filósofo francês Rousseau: “formar cidadãos não é questão de dias, e para tê-los adultos é preciso educá-los desde crianças.”
Artigo publicado quarta feira, 15 de julho no Jornal Monitor Campista.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Democracia X Nepotismo
Não as conheço e não posso avaliar a competência e o envolvimento comunitário de cada uma delas, tampouco sei se toda são professoras efetivas e concursadas para a rede e se preenchem os critérios legais para ocupar tais cargos. Mas se a gestão democrática já vigorasse em Campos, regulamentada por Lei própria - tramita na Câmara projeto do vereador Renato Barbosa (PT) neste sentido - elas poderiam estar amparadas pela democracia para exercerem tais cargos, desde que respaldadas pelas comunidades escolares. Devem estar lamentando agora a ausência deste critério na rede!
Moraes Moreira hoje no SESI
Ele apresenta o show A HISTÓRIA DOS NOVOS BAIANOS E OUTROS VERSOS, que integra a programação do Circuito cultural do SESI-RJ, coordenado por aqui pelo Fernando Rossi, o do teatro.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Sem consistência
Além de repercutir nota da coluna Panorama Político, d'O GLOBO, publicada na edição de hoje, o professor Roberto Moraes apresenta números de recente pesquisa do Instituto Mapear que indicam a inconsistência do governo Cabral à partir da avaliação de sua gestão pela opinião pública, muito aquém do que se esperaria de quem controla a máquina e tenta o tempo todo pegar carona na popularidade do presidente, a quem não se cansa de bajular. Pois bem, os números do Mapear - veja aqui - confirmam o seguinte: o governador tem a metade da popularidade (avaliação positiva) de LULA, enquanto sua avaliação negativa é o dobro da do presidente!
Por isso, apesar de o jornalista Ilimar Franco ainda afirmar que o PT nacional insiste no apoio a Cabral - o que é questionável se considerarmos a acolhida autorizada de Garotinho no PR, partido da base governista - ele já considera a hipótese de Dilma ter três palanques no Rio, também destacada por outro pré-candidato, o ex-Prefeito do Rio César Maia em seu ex-blog.
A propósito
Está confirmado o encontro político do próximo sábado, com o pré-candidato do PT ao governo do Estado, Lindberg Farias.A organização da reunião - que se realizará às 14:30 no auditório da ACIC - inicialmente articulada por este blogueiro, pelo professor Luciano D'Angelo e pelo mandato do Vereador Renato Barbosa, ganhou ontem a chancela do Diretório local do partido, representado por seu Presidente Hugo Diniz.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Apocalypse Now
Rumo à gestão democrática
A audiência – que contou com a efetiva participação do Presidente da Câmara, Vereador Nelson Nahin (PMDB), responsável pela condução dos trabalhos – foi prestigiada por sete vereadores no total, que foram unânimes quanto ao apoio à proposta.
A representante da SMEC ponderou no sentido da sua disposição de, enquanto representante da Secretária, ouvir as considerações dos representantes da categoria dos profissionais da educação e dos Vereadores e esclarecer sobre as ações preliminares no sentido da reivindicação em curso na SMEC, qual sejam, estudos e discussões. Salientou ainda preocupações com o aspecto legal da implementação da gestão democrática sem contrariar a Constituição, e com a hipótese de “abuso de poder” por parte de gestoras eleitas. Nesse ponto, foi aparteada pelo Presidente da Casa que afirmou que tal comportamento, mesmo em caso de indicação, justifica a exoneração do cargo.
Esse articulista insistiu na tese de que, antes de possibilitar tais “abusos” – efetiva e constantemente verificados nos últimos anos em pleno vigor da prática das nomeações por indicações políticas – as eleições criam um envolvimento com as comunidades que, para além dos nossos interesses corporativos, gera compromissos fundamentais para o bom desenvolvimento das políticas públicas de Educação em Campos. Todos ganham com isso; além dos trabalhadores, a própria gestão da SMEC e, sobretudo, as crianças matriculadas na rede.
O tom dos discursos me deixou animado. O compromisso manifestado pelos membros do Legislativo presentes – incluindo a hipótese de transformar o projeto de Lei em trâmite em uma indicação autorizativa, agilizando a iniciativa da prefeita – fortalece nossa luta e inclui definitivamente o poder legislativo no debate. O modelo sugerido na oportunidade para avançar rumo as “diretas já”, evitando problemas relativos à legislação ou à gestão, converge com os entendimentos prévios entre SEPE Campos e SMEC. Ele orienta a constituição de um grupo de trabalho, envolvendo poder público e sociedade civil, para encaminhar de forma responsável o processo. A tarefa da nova direção do SEPE Campos é ampliar a mobilização nesse sentido.
Artigo publicado na edição de ontem (13/07) da Folha da Manhã.
ATUALIZAÇÃO às 07:47
Retificando: a audiência pública comentada no artigo reproduzido neste post foi realizada na última quinta-feira (09/02).
Manual de jornalismo
A agência Britânica Reuters disponibilizou seu manual de jornalismo na internet, aqui, o editor mundial de inovações e padrões de notícias, Dean Wright afirmou que o objetivo da divulgação é adotar uma atitude mais transparente com o leitor. É a primeira vez que a agência oferece gratuitamente este serviço.
O manual em inglês possui seis seções, entre elas: “padrões e valores”, “os dez mandamentos do jornalismo” e “orientação especializada”, que aborda questões como a atribuição de fontes, perigos legais, o uso da internet em reportagens, como lidar com free-lancers, e como agir diante de ameaças e reclamações.
Vale conferir...
sábado, 11 de julho de 2009
Agenda cultural
A Adriana Medeiros manda avisar que quem ainda não viu tem excelente oportunidade de conferir o excelente espetáculo O Auto do Ururau, e quem já viu pode rever a montagem, no palco do Trianon, hoje às 20:00 e amanhã às 19:00.
Sob a direção do craque Sisneiros, a peça foi contemplada em 2005 pelo conceituado Prêmio Shell, na categoria música, e conta com excelente elenco, onde pontificam a própria Adriana, Lucia Talabi, Toninho Ferreira e Alexandre Ferram, dentre outros talentos campistas.
Vale conferir!
Comemoração, samba e política
Parabéns para o jovem parlamentar petista, que reúne amigos e companheiros de luta na AABB macaense com promessa de samba e bom papo ao longo do sábado.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Verear, pero no mucho - parte 3
No último artigo que apresentamos neste espaço escrevemos sobre as razões que podem ser apontadas a fim de explicar a ampla maioria que os executivos desfrutam nos Legislativos locais em todo o Brasil, afirmamos que um conjunto de fatores institucionais e sociais devem ser considerados se quisermos avançar na compreensão de fenômenos políticos como este, sem nos rendermos a uma atitude simplista de condenar os atores políticos a priori.
Pretendermos hoje, refletir sobre a natureza da relação que se estabelece entre os parlamentares locais e seus eleitores, nosso interesse é buscar entender que tipo de vínculos são celebrados e de que modo tais vínculos devem ser interpretados tendo em vista as formulações que alicerçam o sistema democrático brasileiro.
Uma relação ideal presume um eleitor consciente e informado que vota de acordo com suas preferências programáticas e faz do voto um instrumento de aprovação e punição dos líderes políticos que são julgados de acordo com sua coerência e capacidade de cumprir compromissos. Na outra ponta representantes que são capazes de formular um leque de pacotes programáticos que concorrem entre si oferecendo ao eleitor diferentes opções políticas.
Este modelo teórico orienta estudos e discursos desde a década de 1950 e é conhecido como “Responsible party goverment”, sua viabilização prática prescinde de cinco condições primeiro: é preciso que eleitores possuam preferências a respeito da alocação dos recursos do estado; segundo candidatos e partidos devem apresentar seus programas e estes podem ser comparados e distribuídos em uma escala de preferências; terceiro eleitores devem escolhem os programas mais compatíveis com suas prioridades levando em conta a credibilidade dos postulantes; quarto; partidos eleitos colocam em prática promessas de campanha e por fim na eleição subseqüente eleitores são capazes de julgar retrospectivamente o desempenho dos representantes eleitos.
Devemos reconhecer que o mundo real está muito distante disso. O cientista político alemão radicado no EUA Herbert Kitschelt publicou em 2007 um interessante livro chamado “Patrons, clients end policies”, segundo ele, este modelo teórico de democracia representativa não dá conta - mesmo em países de democracia avançada - de compreender as ligações que se estabelecem entre eleitores e representantes.
Responsabilizar eleitos segue sendo um desafio ciclópico, primeiro porque isto implica em alto custo de informação, segundo porque muitos eleitores não se recordam dos candidatos que elegeram e terceiro porque no caso de eleições legislativas a maioria dos eleitores não elege seus candidatos. Para se ter uma idéia mais de 70% dos campistas que votaram em 2008 não elegeram seus vereadores.
Por outro lado é crescente o fenômeno da indiferenciação de candidatos, campanhas eleitorais estão ficando cada vez mais parecidas tornado ainda mais caótica a escolha dos eleitores. Em Campos, especialmente nas campanhas para a Câmara, o debate eleitoral é muito frágil e pouco ou nada contribui para o amadurecimento político do eleitorado que se vê envolto em um emaranhado de nomes e siglas que muitas vezes mais confundem que esclarecem, a política se despolitiza.
A despolitização da política produz, entre outras, duas graves conseqüências: primeiro eleva o favor a condição de principal elo entre eleitores e candidatos. Favores são, quase sempre, obtidos no balcão do governo, em decorrência produzem-se compromissos adesistas geradores de mandatos acríticos. O segundo efeito é mais dramático e avançou ameaçadoramente em Campos, trata-se da compra de votos. Ato criminoso de difícil apuração, mas que notoriamente se amplia na cidade em eleições recentes. Quem acompanha os bastidores da política sabe que é comum se avaliar o potencial de um candidato a partir da quantidade de dinheiro que presumivelmente ele dispõe. O risco para a democracia é grave, nos ronda o perigo da plutocracia, como afirmou o filósofo italiano Norberto Bobbio: “...é cada vez mais decisivo o papel do dinheiro na política, ele se transformou de fato em um dos fatores essenciais para se vencer eleições, o dinheiro pode corromper a república.”
Artigo publicado no Monitor Campista quarta feira, 8 de junho.
Agenda de mobilização política
Às 15:00, na Câmara Municipal, acontece Audiência Pública convocada pela Comissão de Educação do legislativo local. Na pauta, as eleições diretas para direção das escolas da rede municipal.
E às 19:00, na ACIC, acontece mais uma etapa da Conferência Municipal de Controle social - articulada pelo projeto de extensão da UENF Participação Política e Estado. Implementação institucional de ações para o controle social dos governos locais, coordenado pelo professor Hamilton Garcia - com com a presença da diretora executiva do ICF (Instituto da Cidadania Fiscal), Roni Enara, que não pode comparecer à primeira etapa da Conferência. Na oportunidade, além da fala da conferencista, serão discutidos os próximos passos na constituição do movimento Nossa Campos.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Eleições, internet e "títulos de aluguel"
Entre as novidades previstas no projeto esta a regulamentação da utilização da INTERNET em campanhas eleitorais:
"Poderão ser utilizados sites, blogs, e-mails, twitter e youtube. Fica permitida também a arrecadação pela web. Fica proibida, no entanto, o envio de mensagens em massa, conhecidas como spam. É vedada ainda a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga nos sites. O projeto estabelece também multas para quem descumprir esses dispositivos."
Também chama atenção o trecho do documento que diz: "Será exigido do eleitor a apresentação de documento com foto na sessão de votação para evitar fraudes."
Se aprovada, esta última exigência pode ter consequencias saudáveis nesta planície, complicando a ação de certos "cabos eleitorais" de políticos locais, que tem o hábito de "alugar" títulos às vésperas dos pleitos e contam com a leniência dos presidentes das seções, que não costumam solicitar tais documentos. Qualquer portador de um título de eleitor costuma votar tranquilamente, sem comprovar ser de fato o cidadão identificado no documento.
ATUALIZADO em 08/07, às 06:55
Educação na ordem do dia
Antes disso, na próxima quinta-feira, às quinze horas, a Comissão de Educação da Câmara Municipal promove audiência pública sobre uma das principais iniciativas neste sentido, a eleição dos diretores das escolas públicas. A discussão do tema foi promovida por projeto de Lei do Vereador Renato Barbosa (PT), que recolocou na ordem do dia a questão da gestão democrática das escolas da rede municipal, algo que já foi uma realidade em nossa cidade. O SEPE Campos, entusiasmado com o debate instalado no Legislativo, a partir de decisão de Assembleia da categoria, solicitou à referida Comissão a audiência que ora se realizará. A expectativa é a melhor possível, na medida em que vários vereadores – em que pese aparente contradição frente à tradição de parlamentares indicarem gestores para as escolas da rede municipal, muitas vezes sem qualquer preparo ou envolvimento com a comunidade – já se manifestaram publicamente sensíveis ao debate. Convocamos as comunidades escolares interessadas, inclusive os pais de alunos, a comparecerem às galerias da Casa do povo a fim de formar opinião e discutir tema tão relevante para a melhoria do quadro da educação em Campos.
É importante, contudo, que fique claro que nossa preocupação não se restringe a aspectos corporativos. Conforme salientamos nesta semana para a Secretária Auxiliadora Freitas, em outra entusiasmada defesa do método democrático na indicação de gestores das unidades, defendemos um processo transparente e que seja construído de forma serena, responsável e pautado em compromissos. Ninguém melhor que as comunidades, sobretudo os que dependem das políticas e equipamentos públicos, para cobrar eficiência na gestão, bem como para apoiar os representantes de suas expectativas nas cobranças relativas às condições estruturais e de recursos humanos que o Executivo deve garantir para o bom desenvolvimento do projeto político-pedagógico das escolas.
O calendário promete bons debates e oportunidade do diálogo entre todos os segmentos envolvidos. Ponto de partida fundamental para reconstruir aqui a educação pública de qualidade.
Artigo publicado na edição de segunda-feira (06/07) da Folha da Manhã.

