sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Adeus Felipe!

Apesar do atraso - algo que o Vitor Menezes tenta explicar hoje, postando no Urgente texto com o qual este blogueiro, apesar de não ser jornalista, se identificou (veja aqui) - vou me sujeitar às críticas de dois amigos que me cobraram, um no anonimato e outro sob marcante pseudônimo, quando me habilitei a tratar do assunto BBB aqui!
É que além das justas críticas dos criteriosos amigos, o post foi recordista de comentários, e rendeu nota do Saulo Pessanha, na primeira página da FOLHA DA MANHÃ... e um atencioso torpedo de uma velha amiga na madrugada de quarta-feira!
Ela registrou que minha tese se confirmara em mais uma versão. Eu já dormia quando o celular acusou o recebimento da mensagem, mas graças a ela pude, pela manhã, satisfazer a curiosidade de meus familiares que, ao contrário de mim, gostam do programa, mas se renderam a Morfeu. Anunciei com pesar que, enquanto dormíamos (voluntariamente no meu caso), Felipe era mais um negro a ser eliminado sem pegar ninguém na Casa, nem levar a bolada!
Na mesma manhã, a informação ainda me rendeu um momento de integração com meus alunos do ALPHA. Como o assunto faz parte do imaginário deles, pudemos discutir hipóteses. Falei um pouco pra eles sobre George Orwell e sobre a origem literária do termo Big Brother, do caráter político da obra e da contradição entre o Grande Irmão de Orwell e o Big Brother da Endemol e da Globo. Especulamos também sobre a possibilidade de manipulação nas eliminações dos participantes do BBB. Para minha surpresa, eles, apesar de assistirem o programa, acreditam que há manipulação em função da perspectiva de audiência do reality show. Aliás, avancei na constatação de que muitos telespectadores do Programa não participam das votações por não acreditarem na lisura das mesmas. Meus familiares também pensam assim.
Por fim, traçamos um perfil do hipotético Big Brother manipulador, ou do público que participa das votações, em caso de serem legítimas as votações. Ou de ambos, se for mesmo o interesse dos telespectadores que motive manipulação de olho na audiência.
Concluí que, seja ele quem for, o Grande Irmão brasileiro é racista, e contrariando a tendência nacional de solidariedade com os cornos, que rende até votos a alguns políticos, foi implacável com o Fernando, e conciliador com a leviana Natalia, que recebeu várias manifestações de solidariedade à sua estupidez no Faustão, domingo. Felizmente, uma outra faceta "do contra" do personagem em sua versão nacional é positiva: ele não é homofóbico. Já premiou o Jean e mantem na disputa o Dr. Marcelo - embora o Marcos, funcionário do SEPE que também assiste ao Programa, ache que as chances deste alcançar o prêmio são reduzidas.
O blog não mais voltará ao assunto, até que outro negro possa romper com a discriminação imposta pelo Grande Irmão e, ao menos mantenha um romance na Casa.
Por hoje é só. Peço desculpas ao meu dileto colaborador e ao implacável Xacal, mas todo mundo é - ao menos um pouco - narciso. E embora longe de ser um veículo de massa, o blog também gosta de provocar alguma polêmica!

Um comentário:

Xacal disse...

Caro Fábio,

Nenhuma manifestação cultural tem o monopólio da "verdade", ou é "mais pura" que as outras...
A crítca ao BBB (três bostas)não é para fixar uma hierarquia de saberes...
O problema é quando uma manifestação torna-se, a exaustão, hegomônica, e como tal assume o papel de "representar" toda a diversidade sócio-cultural...
Acredite, já é um avanço o Felipe não dormir no "quartinho de empregada" da Casa...
Quanto ao comentários...foram apenas para alimentar a polêmica...
O nosso "vício"...dentre outros...