1) Acabei não falando da vitória do Mengão na Libertadores, contra os falastrões do Cienciano. Após muito sofrimento, acabou ficando tudo bem. Se o Fla tivesse feito o primeiro gol antes dos 15', golearia. Mas o gol só foi sair aos 37' e aos 45' veio o empate em uma bobeira; desatenção fatal. Aí ficou mais complicado! Contudo, a vitória deixa o Mengão bem na tabela. Mais 7 ou 8 pontos em 12 a serem disputados e estamos na próxima fase. A outra vaga deve ficar entre Cienciano e Nacional, e o primeiro leva vantagem por ser favorecido pelos três jogos na altitude.
2) E o caso Leandro Amaral? Absurdo! Apesar da Lei Pelé, figuras abjetas como o ex-deputado ainda conseguem prejudicar atletas em favor de interesses financeiros escusos. A questão envolve a mesma diretoria que irritou Romário por interferir na escalação do time para "expor" um jogador que queria negociar! E a Justiça do Trabalho (?) Ainda acreditava que fosse um pouco mais eficiente em favor do trabalhador. Mas nesse caso foi bastante patronal. Vergonha. Nem os vascaínos aguentam mais esse persongem. Fora Eurico! Pede pra sair!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
"Clássico que não acaba."


Há uma tempestade em copo d'água na polêmica sobre o choro de Souza. Eu até acho que foi desnecessário, mas não dá pra comparar com a dancinha de Thiago Neves! Ali houve provocação acintosa frente a torcida adversária. A torcida botafoguense, a princípio, não estava no Maraca na quarta. O gesto do artilheiro me pareceu um excesso, mas não um desrespeito. O próprio Montenegro, geralmente desequilibrado, admitiu que foi dada munição à torcida rubro-negra. Esta sim deu show. A paródia do canto botafoguense é muito criativa... e, perdoem-me meus amigos alvi-negros, engraçada. No fundo, tudo é média com a galera. Souza, que tem empatia com facções organizadas e sempre interage com elas, quis repercutir a paródia da torcida rubro-negra. E Túlio reagiu de forma exgerada para agradar os botafoguenses e afirmar sua identificação com a torcida alvi-negra. Não dá pra dizer que a polêmica e as gozações determinam a violência. Torcedores violentos não precisam disso para promover brigas e desordens.
Já disse aqui que respeito o choro dos sofridos botafoguenses. Mas repelimos veementemente qualquer desqualificação da conquista do Mengão!
A propósito, o Xacal d'A TroLha indicou o Bebeto de Freitas - outro que realmente se exedeu - para a Trolhada da Semana (confira aqui).
No fim ds contas, tudo foi contorndo pela via diplomática. Após um telefonema de Kléber Leite para Bebeto, ao menos as relações institucionais entre os clubes foram preservadas. O resto é - bom - papo de botequim!
Semana Renata Fan, o fim!

Adeus Felipe!
Apesar do atraso - algo que o Vitor Menezes tenta explicar hoje, postando no Urgente texto com o qual este blogueiro, apesar de não ser jornalista, se identificou (veja aqui) - vou me sujeitar às críticas de dois amigos que me cobraram, um no anonimato e outro sob marcante pseudônimo, quando me habilitei a tratar do assunto BBB aqui!
É que além das justas críticas dos criteriosos amigos, o post foi recordista de comentários, e rendeu nota do Saulo Pessanha, na primeira página da FOLHA DA MANHÃ... e um atencioso torpedo de uma velha amiga na madrugada de quarta-feira!
Ela registrou que minha tese se confirmara em mais uma versão. Eu já dormia quando o celular acusou o recebimento da mensagem, mas graças a ela pude, pela manhã, satisfazer a curiosidade de meus familiares que, ao contrário de mim, gostam do programa, mas se renderam a Morfeu. Anunciei com pesar que, enquanto dormíamos (voluntariamente no meu caso), Felipe era mais um negro a ser eliminado sem pegar ninguém na Casa, nem levar a bolada!
Na mesma manhã, a informação ainda me rendeu um momento de integração com meus alunos do ALPHA. Como o assunto faz parte do imaginário deles, pudemos discutir hipóteses. Falei um pouco pra eles sobre George Orwell e sobre a origem literária do termo Big Brother, do caráter político da obra e da contradição entre o Grande Irmão de Orwell e o Big Brother da Endemol e da Globo. Especulamos também sobre a possibilidade de manipulação nas eliminações dos participantes do BBB. Para minha surpresa, eles, apesar de assistirem o programa, acreditam que há manipulação em função da perspectiva de audiência do reality show. Aliás, avancei na constatação de que muitos telespectadores do Programa não participam das votações por não acreditarem na lisura das mesmas. Meus familiares também pensam assim.
Por fim, traçamos um perfil do hipotético Big Brother manipulador, ou do público que participa das votações, em caso de serem legítimas as votações. Ou de ambos, se for mesmo o interesse dos telespectadores que motive manipulação de olho na audiência.
Concluí que, seja ele quem for, o Grande Irmão brasileiro é racista, e contrariando a tendência nacional de solidariedade com os cornos, que rende até votos a alguns políticos, foi implacável com o Fernando, e conciliador com a leviana Natalia, que recebeu várias manifestações de solidariedade à sua estupidez no Faustão, domingo. Felizmente, uma outra faceta "do contra" do personagem em sua versão nacional é positiva: ele não é homofóbico. Já premiou o Jean e mantem na disputa o Dr. Marcelo - embora o Marcos, funcionário do SEPE que também assiste ao Programa, ache que as chances deste alcançar o prêmio são reduzidas.
O blog não mais voltará ao assunto, até que outro negro possa romper com a discriminação imposta pelo Grande Irmão e, ao menos mantenha um romance na Casa.
Por hoje é só. Peço desculpas ao meu dileto colaborador e ao implacável Xacal, mas todo mundo é - ao menos um pouco - narciso. E embora longe de ser um veículo de massa, o blog também gosta de provocar alguma polêmica!
É que além das justas críticas dos criteriosos amigos, o post foi recordista de comentários, e rendeu nota do Saulo Pessanha, na primeira página da FOLHA DA MANHÃ... e um atencioso torpedo de uma velha amiga na madrugada de quarta-feira!
Ela registrou que minha tese se confirmara em mais uma versão. Eu já dormia quando o celular acusou o recebimento da mensagem, mas graças a ela pude, pela manhã, satisfazer a curiosidade de meus familiares que, ao contrário de mim, gostam do programa, mas se renderam a Morfeu. Anunciei com pesar que, enquanto dormíamos (voluntariamente no meu caso), Felipe era mais um negro a ser eliminado sem pegar ninguém na Casa, nem levar a bolada!
Na mesma manhã, a informação ainda me rendeu um momento de integração com meus alunos do ALPHA. Como o assunto faz parte do imaginário deles, pudemos discutir hipóteses. Falei um pouco pra eles sobre George Orwell e sobre a origem literária do termo Big Brother, do caráter político da obra e da contradição entre o Grande Irmão de Orwell e o Big Brother da Endemol e da Globo. Especulamos também sobre a possibilidade de manipulação nas eliminações dos participantes do BBB. Para minha surpresa, eles, apesar de assistirem o programa, acreditam que há manipulação em função da perspectiva de audiência do reality show. Aliás, avancei na constatação de que muitos telespectadores do Programa não participam das votações por não acreditarem na lisura das mesmas. Meus familiares também pensam assim.
Por fim, traçamos um perfil do hipotético Big Brother manipulador, ou do público que participa das votações, em caso de serem legítimas as votações. Ou de ambos, se for mesmo o interesse dos telespectadores que motive manipulação de olho na audiência.
Concluí que, seja ele quem for, o Grande Irmão brasileiro é racista, e contrariando a tendência nacional de solidariedade com os cornos, que rende até votos a alguns políticos, foi implacável com o Fernando, e conciliador com a leviana Natalia, que recebeu várias manifestações de solidariedade à sua estupidez no Faustão, domingo. Felizmente, uma outra faceta "do contra" do personagem em sua versão nacional é positiva: ele não é homofóbico. Já premiou o Jean e mantem na disputa o Dr. Marcelo - embora o Marcos, funcionário do SEPE que também assiste ao Programa, ache que as chances deste alcançar o prêmio são reduzidas.
O blog não mais voltará ao assunto, até que outro negro possa romper com a discriminação imposta pelo Grande Irmão e, ao menos mantenha um romance na Casa.
Por hoje é só. Peço desculpas ao meu dileto colaborador e ao implacável Xacal, mas todo mundo é - ao menos um pouco - narciso. E embora longe de ser um veículo de massa, o blog também gosta de provocar alguma polêmica!
Paralisação!

Tenho dito.

Protesto.

O Governador preferiu manter a linha do cinismo e dizer que ao contrário do que denunciamos, vem cumprindo as promessas de campanha. Ora, uma rápida olhada nas notícias envolvendo a realidade das escolas nos últimos meses, as declarações da equipe do Secretário exonerado e os contra-cheques dos professores dizem o contrário.
Aumento de 4% é piada, laptop é pirotecnia e jogada de marketing. Esse governador é mesmo um fanfarrão, e uma decepção!
FOTO: Carlos Emir/ O Diário.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Combativos.

Leitura obrigatória.
O blog do Roberto Moraes, veja link aí a direita, continua obrigatório. O Comentários parabeniza o nosso Mestre blogueiro pela cobertura completa sobre o lamentável acidente ocorrido no início da semana, envolvendo trabalhadores petroleiros na Bacia de Campos. Confira!
Nassif X Veja.
O Vitor Menezes já destacou no Urgente e o Xacal d' A TroLha também tem acompanhado, a polêmica entre o Luís Nassif e a Veja. Agora, o Cientista Político Renato Barreto me envia um link para os artigos do jornalista, que denunciam práticas condenáveis, travestidas de jornalismo, protagonizadas pela Revista. Ainda não pude ler tudo, mas o que já li revela casos impressionantes, pior do que a parcialidade evidente nos textos. Confira aqui.
Ainda Flamengo X Botafogo!

Até ontem discuti o lance do penalti - que deveria ser INQUESTIONÁVEL - com meus colegas botafoguenses Renato Barreto, Ruberval e Maicon (todos professores do Alpha) e com vários alunos, botafoguenses e outros membros da "arco-íris". Tenho sustentado o que registrei no ato do lance: não se explica a reação dos alvi-negros e mesmo do - bom - técnico Cuca, que invadiu o campo. O Ferrero efetivamente agarrou a camisa do Fábio Luciano, isto foi evidente, o árbitro viu: penalti, inapelável!
Quanto às expulsões. Até agora não entendi o que se passou nas cabeças de Souza e Castillo ao ficar brigando pela bola e retardando o reinício do jogo. Naquele momento o jogo estava empatado, e como o regulamento fajuto da FERJ previa partida única, acho que o empate não interessava a ninguém. O estranhamento entre os dois só se explica pelas rusgas entre ambos em lances anteriores. É verdade que Zé Carlos não deveria ser expulso. Mas Castillo sim. E aí? Seria melhor para o Botafogo ficar sem seu goleiro titular? Alguém aí lembra das performences dos arqueiros botafoguenses em 2007? A expulsão de Lúcio Flávio se justifica pela falta por trás, em Juan. E ainda houve uma entrada violentíssima de Ferrero em Cristian, que deveria ser também punida com a exclusão. Não há o que questionar!
O jogo em si foi equilibrado. Normal, pois reuniu duas boas equipes. De fato, as melhores do Rio hoje. O Mengão foi melhor no início, mas, sem objetividade, deixou o Fogo abrir o placar em belo gol de Welington Paulista. A partir daí o alvi-negro foi melhor até o empate rubro-negro. Com o placar igual e com as expulsões, o Fla apertou, até Tardelli acertar o belo toque que resultou no gol do título.
O Flamengo ganhou a Taça Guanabara graças ao planejamento, à manutenção da base do time que conquistou a vaga na Libertadores (3º colocado no Brasileirão) no campo e aos bons reforços contratados, dando opções ao Joel.
O blogueiro respeita a dor e o choro do grupo do Botafogo. Mas não é possível permitir que insinuações levianas embotem o brilho da conquista rubro-negra! Eu compreendo o choro alvi-negro como uma decepção com os resultados de um trabalho que vem sendo bem desenvolvido dentro e fora do campo, em busca de um título que não vem. O Cuca, após a boa campanha de 2007, montou um novo time em menos de dois meses. Lamentamos o afastamento do Bebeto, que reestruturou o clube de General Severiano e - se não rever sua decisão - fará falta como símbolo de virtude no ambiente viciado do futebol brasileiro.

Semana Renata Fan - dose dupla!


Obs: As fotos da série são de Vick Almeida, estão no sítio oficial da moça (acesse aqui).
Bibica com a corda toda, de novo!
O blog esteve "fora do ar" nos últimos dias em função de compromissos profissionais e paternos. A bela manhã de hoje brindou o pleno reestabelecimento da principal musa deste espaço: a minha Bibica!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Semana Renata Fan.
Se vc também perdeu o Jogo Aberto de hoje, com a reprise dos gols da final da Taça Guanabara não faz mal. O Comentários inaugura a Semana Renata Fan. Até sexta, todo dia, uma foto, direto do sítio oficial da beldade, sem ter de aturar os malas Neto e Godói!

Campeão, de novo!

Jogo Perdido?
Ah, o que é o futebol! E escrevo ainda antes das emoções de Flamengo X Botafogo.
Há tempos acesso regularmente o sítio da turma dos Jogos Perdidos, que mantêm também um programa de rádio em SP e participa do Bola na rede, na REDE TV.
Nesta manhã de domingo, preocupado com um problema familiar, irritadiço e com o humor entre melancólico e prostrado, dividi meu tempo entre a leitura de A caixa-preta, do israelense Amós Oz e um "jogo perdido" que encontrei na Rede Vida, zapeando o controle remoto. A partida, válida pela Série A3 da FPF, envolvia o tradicional Taubaté E.C. - o simpático Burro da Central - e o, para mim desconhecido, Oswaldo Cruz F.C.. O locutor anuncia, logo no início da transmissão, que o Taubaté - que esteve por vários anos entre os grandes, na principal divisão do futebol paulista - faz péssima campanha na A3, ameaçado de novo rebaixamento. Com apenas 2 gols no certame e sem marcar há vários jogos, ocupa as últimas colocações na tabela. Estréia um novo treinador, Toninho Cobra, e tenta, em casa, uma vitória para reverter o quadro.
O adversário, jogando fora de casa e também em posição incômoda na tabela, é cauteloso e demonstra logo que o empate seria muito bem-vindo.
Assisto todo o primeiro tempo esparramado no sofá e o jogo tem tudo a ver com meu estado de espírito. As equipes são limitadas e o péssimo estado do gramado do estádio do Taubaté não ajuda em nada o "espetáculo". Se o Oswaldo Cruz se segura e deixa o jogo correr, o Taubaté está nervoso e não consegue coordenar as suas ações ofensivas. O jogo é ruim... é péssimo! E o placar não podia ser diferente 0X0.
Vem o segundo tempo e o Taubaté tenta correr atrás da vitória. Mas aos 11' tem um jogador expulso e o jogo fica ainda mais complicado. O Oswaldo Cruz segue satisfeito com o empate, e penso comigo:
- Essa pelada só sai do 0X0 se houver um penalti. Só assim para esse time do Taubaté fazer um gol. O outro não quer nem tentar!
Mas, surpreendentemente, aos 34' o oswaldo Cruz vai às redes, cabeçada no segundo pau, em cruzamento da direita. Mas o artilheiro está impedido, e o gol é anulado. Dois minutos depois, e surge o penalti que imaginei, a favor do Taubaté. Mas o futebol... Ah, o futebol e suas surpresas...
O desfecho do espetáculo - e a partir daqui não cabem mais as aspas - se revela surpreendente, contradizendo a minha racionalidade. O Futebol não é racional!
O goleiro Enal se agiganta, e defende o penalti, batido de forma displicente pelo atacante Leandro que entrara há pouco, suscitando uma declaração super-sincera de Toninho Cobra:
Não o conheço, Estou tentando evitar uma nova expulsão - pois o Renato está nervoso e já tem amarelo - e lançar um atacante descansado.
Na sequência imediata, contra-ataque rápido, escanteio, e, na cobrança, cabeçada do zagueiro Mauro, para marcar o gol do Oswaldo Cruz. Aí o time visitante - com um jogador a menos - resolveu jogar. E ainda haveria tempo - pois até o árbitro gostou da virada na partida e a estendeu até 50' - em pouco mais de 10 minutos, para o Osvaldo Cruz fazer mais três gols, transformando um modorrento e chato 0X0, que durava 80 minutos em uma fulgurante goleada (0X4), construída em menos de 15 minutos. Surpreso, mas consciente que esta é a natureza do esporte bretão, tentei deixar a alegria que estravazava nas efusivas comemorações dos craques do Oswaldo Cruz me invadir um pouco - ainda que inicialmente estivesse torcendo para o Taubaté.
P.S.: Uma curiosidade. Este foi o primeiro post manuscrito em sete meses de Comentários. Se é que isso interessa a alguém!
Há tempos acesso regularmente o sítio da turma dos Jogos Perdidos, que mantêm também um programa de rádio em SP e participa do Bola na rede, na REDE TV.
Nesta manhã de domingo, preocupado com um problema familiar, irritadiço e com o humor entre melancólico e prostrado, dividi meu tempo entre a leitura de A caixa-preta, do israelense Amós Oz e um "jogo perdido" que encontrei na Rede Vida, zapeando o controle remoto. A partida, válida pela Série A3 da FPF, envolvia o tradicional Taubaté E.C. - o simpático Burro da Central - e o, para mim desconhecido, Oswaldo Cruz F.C.. O locutor anuncia, logo no início da transmissão, que o Taubaté - que esteve por vários anos entre os grandes, na principal divisão do futebol paulista - faz péssima campanha na A3, ameaçado de novo rebaixamento. Com apenas 2 gols no certame e sem marcar há vários jogos, ocupa as últimas colocações na tabela. Estréia um novo treinador, Toninho Cobra, e tenta, em casa, uma vitória para reverter o quadro.
O adversário, jogando fora de casa e também em posição incômoda na tabela, é cauteloso e demonstra logo que o empate seria muito bem-vindo.
Assisto todo o primeiro tempo esparramado no sofá e o jogo tem tudo a ver com meu estado de espírito. As equipes são limitadas e o péssimo estado do gramado do estádio do Taubaté não ajuda em nada o "espetáculo". Se o Oswaldo Cruz se segura e deixa o jogo correr, o Taubaté está nervoso e não consegue coordenar as suas ações ofensivas. O jogo é ruim... é péssimo! E o placar não podia ser diferente 0X0.
Vem o segundo tempo e o Taubaté tenta correr atrás da vitória. Mas aos 11' tem um jogador expulso e o jogo fica ainda mais complicado. O Oswaldo Cruz segue satisfeito com o empate, e penso comigo:
- Essa pelada só sai do 0X0 se houver um penalti. Só assim para esse time do Taubaté fazer um gol. O outro não quer nem tentar!
Mas, surpreendentemente, aos 34' o oswaldo Cruz vai às redes, cabeçada no segundo pau, em cruzamento da direita. Mas o artilheiro está impedido, e o gol é anulado. Dois minutos depois, e surge o penalti que imaginei, a favor do Taubaté. Mas o futebol... Ah, o futebol e suas surpresas...
O desfecho do espetáculo - e a partir daqui não cabem mais as aspas - se revela surpreendente, contradizendo a minha racionalidade. O Futebol não é racional!
O goleiro Enal se agiganta, e defende o penalti, batido de forma displicente pelo atacante Leandro que entrara há pouco, suscitando uma declaração super-sincera de Toninho Cobra:
Não o conheço, Estou tentando evitar uma nova expulsão - pois o Renato está nervoso e já tem amarelo - e lançar um atacante descansado.
Na sequência imediata, contra-ataque rápido, escanteio, e, na cobrança, cabeçada do zagueiro Mauro, para marcar o gol do Oswaldo Cruz. Aí o time visitante - com um jogador a menos - resolveu jogar. E ainda haveria tempo - pois até o árbitro gostou da virada na partida e a estendeu até 50' - em pouco mais de 10 minutos, para o Osvaldo Cruz fazer mais três gols, transformando um modorrento e chato 0X0, que durava 80 minutos em uma fulgurante goleada (0X4), construída em menos de 15 minutos. Surpreso, mas consciente que esta é a natureza do esporte bretão, tentei deixar a alegria que estravazava nas efusivas comemorações dos craques do Oswaldo Cruz me invadir um pouco - ainda que inicialmente estivesse torcendo para o Taubaté.
P.S.: Uma curiosidade. Este foi o primeiro post manuscrito em sete meses de Comentários. Se é que isso interessa a alguém!
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