A forte chuva da noite de quarta-feira impediu o quórum da última reunião do ano do Conselho Municipal de Cultura.
Lá, este blogueiro, representante do SEPE Campos no Conselho, pretendia dar o informe que segue, sobre o incidente envolvendo a queda do forro do Salão Nobre do LICEU e os consequentes danos ao lustre de cristal
baccarat que adorna tal recinto do prédio que é tombado como patrimônio histórico.
Na noite do último dia 02 compareci a uma reunião conjunta que deveria envolver os membros dos Conselhos de Meio-ambiente e urbanismo, de cultura e o COPAM. Este encontro também não se concretizou por falta de quorum. Lá, aliás, onde estaria em pauta a arbitrária ação do Prefeito transportando de forma discricionária a cena escultória que simboliza a abolição do Palácio da Cultura para a "Praça do Canhão" - com o agravante da leviandade de justificar o ato de sua vontade com um suposto entendimento com alguém que já não pode dar a sua versão dos fatos. Não compareceram os membros do COPAM, à exceção do Dr. Alexandre Deut, auto proclamado "palpiteiro" da gestão muinicipal, a quem alguns atribuem a responsabilidade pela arbitrária ação, o que ele nega. Na verdade o Dr. Deut não compareceu à reunião frustrada pela ausência de quórum. Passou por lá brevemente para dar um testemunho e fazer um desabafo emocionado sobre o lamentável incidente com o lustre mencionado.
Sua fala enfática foi uma denúncia aos Conselheiros presentes no sentido de gerar gestões para responsabilizar quem de direito pelo lamentável incidente. A seguir se retirou sem ouvir opiniões de seus interlocutores e sem manifestar intenção de discutir o tema anteriormente em pauta: a estátua de Patrocínio! Criticou veementemente o Governo do Estado, a Direção da Escola e anunciou providências jurídicas para restaurar a peça onde, segundo seu depoimento, investiu recursos do próprio bolso quando da obra de restauração do prédio histórico.
Embora não seja jornalista, preservo a ética e não abordei aqui o assunto antes de apurar junto à Direção da Escola e à Coordenadoria Regional NF-I, as versões dos responsáveis pela unidade da SEE (Secretaria de Estado de Educação).
A Diretora do LICEU, Professora Elda Terezinha , nos mostrou vários ofícios onde desde 2007 pede providências para a infiltração que se verificava no prédio. Me descreveu ainda o atual trâmite de um processo de reforma de escolas da SEE.
A Coordenadoria da unidade aciona o
SOS Escola na SEE que por sua vez passa o caso para a EMOP e só a seguir este órgão licita e acompanha a execução da obra. No caso do LICEU, por ser um prédio tombado, ainda é necessário submeter o projeto de eventual reforma ao INEPAC.
Assim, tem razão o Dr. Deut quando responsabiliza o Estado do Rio pelo absurdo incidente. Mas exagera nas referências à Direção da escola.
A boa notícia é que conforme o Dr. Mygton Pozes Pereira - engenheiro da SEE que participou do acondicionamento do lustre, que segundo o próprio Dr. Deut não está irremediavelmente danificado - declarou a este blogueiro já há pedido de urgência na obra de reforma e restauração do Salão Nobre. Ele disse que já despachou o pedido para a EMOP que assim que tiver aval e autorização deve licitar a obra com empreiteira especializada em prédios tombados.
A dúvida é quanto ao significado de "urgência" nos processos encaminhados pela SEE à EMOP!