quarta-feira, 29 de julho de 2009

O trabalhador e a "tarifa cidadã": vantagens?

No início da semana o Dr. Cléber Tinoco destacou na blogosfera local o fato de que, para expressiva parcela dos trabalhadores que recebem o vale-transporte conforme a Lei, não há diferença no desconto em seus vencimentos, ficando a vantagem do subsídio como favorecimento para o patrão - leia aqui. O post foi inclusive citado pelo Xacal n'A TroLha.

As empresas parecem também ganhar sempre, tendo em vista que continuam recebendo R$1,60 de quem recebe seu vale via RioCard. Quanto a eficiência e qualidade no transporte público...

Agora há pouco, no final da noite de ontem, um colaborador do blog teve de dar uma "carona" a um trabalhador que havia perdido o último ônibus para Travessão, que sai às 22:45. Horário impiedoso para quem trabalha no turno da noite ou estuda após a jornada de trabalho. Ou seja, apesar da "tarifa cidadã" - que vem irrigando os cofres das empresas concessionárias com substanciais repasses de recursos públicos - os horários continuam precários como antes. Quanto aos trabalhadores de Travessão - sem mesmo opção de "transporte alternativo" neste horário - se perder esse último "bonde" resta apenas a alternativa da linha da Auto viação 1001 para Morro do Coco - sem "tarifa cidadã" - com passagem a R$6,00!

Um comentário:

Claudiana disse...

Assim como acontece em Travessão, o Jardim Carioca sofre com a precária oferta do transporte coletivo. O primeiro ônibus do dia só passa após às 07 horas da manhã e à noite, o último horário, às 22h30min. Seria mais apropriado que o horário dos ônibus do Jardim Carioca, Travessão e outras localidades do município começassem a circular por volta das 05h da manhã e encerrassem o itinerário à meia-noite.

A fiscalização da Empresa Pública responsável é totalmente ineficiente, pois a Viação Tamandaré faz o que bem entende na referida linha.

Como exemplo, o micro-ônibus que circula no bairro, parece ter as rodas quadradas, pois faz muito barulho... os vidros batem uns nos outros, os bancos parecem soltos, de tanto sacudir os passageiros, principalmente ao passar pelas ruas de paralelepípedo ou esburacadas do bairro. Acho que amortecedor é uma coisa que aquele micro-ônibus nunca usou...

Outro exemplo, nas noites passadas (até ontem, hoje talvez), foi possível perceber que o letreiro do ônibus não estava visível pois, segundo informaram-me os funcionários da Viação Tamandaré, a lâmpada queimou... fico a pensar nas pessoas nos pontos de ônibus... que não tem a visão privilegiada para identificar a linha que o ônibus está fazendo...

Além do mais, as reclamações pelo telefone 0800-2822334 não tem efeito algum, pois até para reclamar das baratas que já viajaram dentro do ônibus importunando os passageiros, tal reclamação sequer é registrada...
A resposta que ouvi da funcionária da Ouvidoria é que esse e outros problemas acontecem na linha porque os moradores andam no transporte alternativo.
Entretanto, o transporte alternativo no bairro só começou quando a cidade passou pelos problemas com as pontes, quando a Viação Tamandaré retirou TODOS os ônibus da linha...
Se não serve para dar encaminhamento às questões, de que adianta, então, existir tal ouvidoria???

Por onde anda e o que faz o setor de fiscalização??? Certamente, passa bem longe da linha do Jardim Carioca há tempos... Saudade do tempo em que o bairro tinha 3 ônibus, com itinerários diversos para atender à população. Ressalto, contudo, que os ônibus não andavam vazios...

Até quando isso vai perdurar???
Mais 3 anos e meio ou, talvez, 8 anos, no mínimo...

Abraço, companheiro!
Claudiana.