quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Cara-de-pau

Parece não haver limite para a desfarçatez e o descaso com que a dupla Cabral/Levy encara os servidores públicos do Estado.
Embora não responda mais pela direção do SEPE, não dá pra deixar de registrar aqui minha indignação com relação a ridícula proposta do governador para incorporar a gratificação do extinto programa Nova Escola em 6 anos!
Não bastasse o desrespeito com os profissionais da educação, como a cada dia sua reeleição se torna mais improvável, a proposta remete para o futuro Governador a maior parte do ônus da sua "generosa" decisão.
Lamentavelmente, a cada dia a carreira do magistério no Estado fica mais desanimadora, com salários que permanecem muito inferiorizados com relação ao que é pago por diversos municípios. Um professor em Nova Iguaçu, com o plano de cargos recém aprovado, pode chegar a ganhar 4 vezes mais do que a média dos vencimentos das aposentadas da rede estadual!
Com todo respeito, os colegas da FAETEC trabalham o dobro ou são duas vezes mais competentes do que os profissionais da SEEDUC? Outros concursos públicos parecem ser a saída para estes profissionais. Com estes salários aviltantes, será difícil a médio prazo suprir a carência de profissionais na rede estadual.

3 comentários:

Rafael disse...

Cara de pau também dos 3 Senadores do PT que votaram hoje pelo arquivamento dos processos contra o Sarney, né Fabio?

Cadê a etica e coerência desta bancada? Tá valendo tudo pela Dilma 2010?

Sou obrigado a concordar com o Pedro Simon:

“Hoje é o dia em que o PT abraça o Sarney e o Collor e a Marina sai. Triste dia esse, para o PT.”

Rafael

Maycon Bezerra de Almeida disse...

Caro Fábio, sobre o descaso na educação estadual, segue a proposta elaborada pelos professores do LHC (turnos da tarde e noite) a ser levada para a assembléia estadual da categoria no sábado.

Nós do Liceu de Humanidades de Campos, estamos propondo como tática de luta reter as notas e resultados, não os entregando às secretarias e bloqueando todo o processo operacional da SEE até que o governo negocie. Bem, esta tática foi pensada por algumas razões: 1) a dificuldade concreta em mobilizar para a greve a maioria da categoria, 2) poderíamos, ou não, então continuarmos indo à escola e dando aula, 3) em se tratando de um governo que somente se importa com as aprovações e resultados atacaríamos o centro da preocupação governamental na educação, 4) se é possível argumentar que seria prejudicial aos alunos e que é uma luta corporativista é possível responder que todo movimento grevista - ou similar - no serviço público é no imediato de algum modo corporativista e atinge os usuários do serviço e, além do mais, prejudica mais aos alunos esta política de sucateamento e precarização da educação

Anônimo disse...

Com certeza essa situação é agressiva para a categoria, sem mencionar as reuniões que os gestores da Rede Estadual são obrigados a comparecer na casa de um certo Deputado, que tem uma necessidade incrivel de saber td que se passa nas Unidades, como se fizesse algo para melhorar...Caso os gestores não compareçam são ameaçados de dispensa da função, e os cartões dos fornecedores "amigos" do tal deputado que visitam nossas Unidades para que os gestores deem preferência a ele, por causa da amizade... uma vez que já estão em ritmo de campanha... e os funcionários terceirizados que não comparecem as Unidades, mas recebem seus salários... os fornecedores que atuam nas Unidades sem o devido cadastro...muitas denuncias feitas a SEEDUC e a Coordenadoria que acabam em pizza... o problema "salário" é enorme, mas esta longe de ser o único.