sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Saga de um "Pereira Pinto".

Voltando ao assunto da efeméride da vinda da Família real para o Brasil, destacamos matéria de hoje da Folha da Manhã, onde o escritor José Carlos Pereira Pinto relata a presença de seu trisavô, brasileiro, na viagem da corte. O intelectual campista fala da história de seu antepassado, e do projeto de mais um livro relatando essa e outras curiosidades da tradicional família. Veja aqui e aqui!

FOTO: Rodrigo Silveira / Folha da Manhã.

Papai Noel dos marmanjos!

Vários sítios trazem hoje este aperitivo para os barbados que já estão ansiosos pela edição de Natal da Playboy. O bom velhinho foi generoso este ano. A estrela da edição de dezembro da revista masculina é Juliana Knust, uma das estrelas de Duas Caras, que depois de vários anos e diversas investidas cedeu à proposta da publicação. Falando sobre o ensaio, a moça mostrou maturidade e declarou: "- A nudez feminina é muito bonita. Se você estiver cercada por profissionais sérios, que entendam o que você está pensando sobre as fotos, o resultado será maravilhoso."

FHC na "Sabatina da FOLHA"!

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi a vedete de ontem na "Sabatina" da Folha de São Paulo. Com a costumeira vaidade, falou sobre o mensalão tucano - entregando Azeredo à próppria sorte - sobre CPMF, Venezuela e Mercosul, TV Pública entre outros temas. Veja aqui no FolhaOnline. Mais uma vez rechaçou, sem constrangimento, a notória compra de votos para a sua reeleição em 1998: "O Senado votou [a reeleição] em junho [de 1997] e 80% aprovou. Que compra de voto?"

Deu as caras.
Entre os mediadores, além dos jornalistas Eliane Catanhede e Josias de Souza, da Folha de São Paulo, reapareceu um de seus fiéis escudeiros, o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, responsável por polêmicos processos de privatização nas telecomunicações.

Renegou!

FHC renegou a CPMF, criada em seu governo, defendendo a posição do PSDB no Congresso, contrariando o interesse dos governadores tucanos: "Foram várias tentativas de resolver de forma racional (...) O governo foi intransigente de achar que levaria pela força, e não conseguiram até agora. Não houve nenhum espaço real de negociação com o PSDB", disse. Ele negou que seja irresponsabilidade do PSDB ser contra um tributo que tirará R$ 40 bilhões anuais dos cofres públicos. "Não sei se seria irresponsável pelo equilíbrio.(...) Que há um excesso [de arrecadação], há." FHC ainda rejeitou comparações entre a conjuntura do país quando ele criou a contribuição e o momento atual.

Não respondeu!

Com o providencial auxílio dos mediadores, FHC não respondeu às três perguntas encaminhadas pela repórter Daniela Paixão, do Conversa Afiada:
1) O que o senhor acha da afirmação do seu Ministro da Saúde, Adib Jatene, de que no Brasil os amigos do rei não pagam impostos?
2) Na Convenção do PSDB, o senhor disse que o PSDB cuida muito da educação. O senhor se refere ao 11º lugar de São Paulo em Leitura e Matemática, entre os estados brasileiros, no último levantamento do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos)?
3) O senhor diria aos alunos de Brown tudo o que o senhor falou sobre o Presidente Lula na Convenção do PSDB?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Debate.

O Professor e Assistente Social Renato Gonçalves envia convite para debate pertinente sobre a responsabilidade do Estado e da Sociedade com relação à criança e o adoloescente. A promoção é da FDC e nosso colaborador é um dos palestrantes. Vale conferir (clique no cartaz para ver a programação em tamanho maior)!

DEZESSEIS.

Talvez inspirado na juventude brasiliense de sua geração, o inesquecível Renato Russo, líder do Aborto Elétrico e da Legião Urbana, compôs uma conhecida canção chamada Dezesseis, que conta a trágica história de jovem popular, chamado Jhonny. O inquieto Adriano Moura produziu, a partir da canção, um texto que traz a cena a história de João Roberto, jovem de classe média com apenas dezesseis anos que vive na Brasília dos anos 80. Ao som das composições da banda Legião Urbana, a trajetória de uma geração é narrada. E mostrando em cena vários temas pertinentes aos universo jovem tais como: Conflitos de gerações, drogas, gravidez na adolescência, rachas ou pegas e AIDS. Todos tratados de forma direta e objetiva.

O espetáculo, uma montagem do Grupo "Cortinas Abertas" do SESI/Campos formado por alunos da oficina de teatro que é realizado anualmente na instituição, com Direção de Fernando Rossi, estará em cartaz nos dias 7, 8, e 9 de dezembro, a partir das 20 h no teatro do SESI/Campos em Guarus.

Dica cultural da Aucilene para este fim-de-semana.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

"EXCLUSÃO" DIGITAL!

SEPE Campos vai acompanhar processos de municipalização em curso!

O SEPE Campos recebe desde ontem contatos de profissionais da educação que estão sendo convocados pela Coordenadoria Regional Norte-fluminense I para remanejamentos. Alguns casos estão relacionados à municipalização de CIEPs e Escolas Estaduais na cidade. O blogueiro tenta, desde a tarde de ontem, contato com a Professora Joilza Rangel, coordenadora do NF-I, para obter informações sobre as municipalizações em curso. Segundo a sua assessoria, a coordenadora encontrava-se ontem em reunião na SEE, no Rio. Em contato telefônico com a Professora Ana Paula Velasco, do setor de Municipalização da SEE, também na tarde de ontem, foi confirmado que os professores da rede estadual lotados em unidades municipalizadas tem a garantia de optar pela permanência nas unidades. Esta possibilidade - que se verificou em inúmeras unidades municipalizadas em diversos municípios nos governos de Garotinho e Rosinha - foi observado pela própria Professora Joilza, por sua Gerente Pedagógica, Professora Marcia Luzia e por esse blogueiro em março, quando estivemos reunidos com profissionais do CIEP Arnaldo Rosa Vianna, tratando do processo de municipalização daquele CIEP, então em curso. Até o mês passado, 13 escolas estaduais haviam sido municipalizadas em Campos. Segundo informações extra-oficiais, no atual pacote estão cinco unidades, entre elas o CIEP da Codim, o CIEP Vila-Lobos e a EE Mariana Barreto. O remanejamento também envolve animadores culturais, que reivindicam a possibilidade de transferência para unidades que funcionem em turnos, possibilidade garantida ao SEPE pela Professora Ana Lopes da SEE. Amanhã, iremos à Coordenadoria tentar uma reunião com a Prof. Joilza e retornaremos ao assunto.

"CLASSE C VAI AO PARAÍSO – DO CONSUMO"

Veja aqui matéria do Conversa Afiada onde Paulo Henrique Amorim apresenta reportagem feita por ele para a Record, que evidencia a inclusão de segmentos da classe média baixa ao consumo. Essa companhia deve ser indesejável para os Cansados e outros segmentos da classe média tradicional que não se cansam de atacar o governo!

CHARGE D'O DIA!

Oportunismo:"Homenagem" do botafoguense César Maia à nação Rubro-negra, no traço implacável do Aroeira!

Pesar.

O Blog registra, com atraso, pesar pela perda da companeira Heloneida Studart, escritora e ex-deputada estadual, grande defensora dos direitos das mulheres.Heloneida nos deixa num momento onde o PT que ajudou a construir passa por uma crise de identidade. Seu legado é exemplar no caminho que conduz ao reencontro com as tradiçoes éticas e republicanas deste partido.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Está definido!


O portal do PT acaba de informar que a sexta parcial das apurações, divulgada agora há pouco, às 21h desta terça-feira (4)confirma a disputa entre os deputados federais Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, ambos do PT de São Paulo, no segundo turno das eleições para a presidência nacional do partido, que acontece no próximo dia 16 de dezembro.
Os candidatos José Eduardo Cardozo e Valter Pomar, que representavam uma revisão de métodos e práticas políticas recentemente adotadas pelo PT, ficaram respectivamente em terceiro e quarto lugar. Parece que o fisiologismo está na moda entre os "companheiros", e que a Ética petista já não é mais a mesma. Dia 16, vou procurar um programa melhor!

Números da parcial, apurados 99% dos votos:

Ricardo Berzoini – 129.191 - 43,75%

Jilmar Tatto – 60.578 - 20,51%

José Eduardo Cardozo – 55.891 - 18,93%

Valter Pomar - 33.755 - 11,43%

PED em Campos!


Números do PED do último domingo em Campos:
PRESIDENTE NACIONAL (Votos válidos 393)
Berzoini .................187(47,58%)
Tatto .................117(29,77%)
JOSÉ EDUARDO CARDOZO 80(20,35%)

CHAPA NACIONAL (Votos válidos: 390)
CNB .......................178(45,64%)
Partido é pra lutar ........119(30,51%)
MENSAGEM ...................74(18,97%)

PRESIDENTE ESTADUAL (Votos válidos 393)
Alberto Cantalice ...........155(39,44%)
CIDA DIOGO ................99(25,19%)
Aurélio ..................79(20,10%)
QuáQuá ......................57(14,50%)

CHAPA ESTADUAL (Votos válidos 377)
Socialismo e luta ........151(40,05%)
Partido é pra lutar .......85(22,55%)
Partido para todos ........61(16,18%)
Unindo forças .............37(9,82%)
MENSAGEM ..................26(6,90%)

PRESIDENTE MUNICIPAL
Hugo Diniz ..........282(68,12%)
FÉLIX....132(31,88%)

CHAPA MUNICIPAL
Construindo a Unidade das Bases ...........284(69,95%)
BOTE ESSA ESTRELA NO PEITO ........ 122(30,05%)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Vale conferir e refletir!

Neste sábado fiquei de molho. Um fortíssimo resfriado, acompanhado de uma febre insistente, levaram o médico do pronto-atendimento a me recomendar repouso. Assim, depois de meses sem ter tempo para curtir um DVD, finalmente assisti o filme "O Ano em que meus pais sairam de férias". Belo filme. Humano, toca em temática política sem ser panfletário e excessivamente ideologizado. Revela, a partir do olhar de um menino, como uma ditadura pode ser cruel e constranger cidadãos que pensem de forma diferente. Aos que só sabem associar ditadura à Chávez - que aliás acaba de peder DEMOCRATICAMENTE um plebiscito na Venezuela, reconhecendo a derrota - é uma lição de história o interessante roteiro, que mostra pais que são perseguidos e obrigados a se separar de seu filho por questão de opinião. É simbólico perceber que protagonistas das idéias e ações políticas oficiais no período de exeção - e muitos de seus herdeiros - continuam a militar na politica hoje, abrigados em uma sigla, ironicamente denominada "Democratas"!

BOLADA DA SEMANA!

A difícil tarefa de vencer longe da "camisa 12"!

Não assisti à despedida do Flamengo do Brasileirão 2007 - estava envolvido com o domingo democrático do PT. Não perdi nada. A derrota para o Timbu (0X1), se evitou a "indesejada" posição de vice, marca registrada do nosso principal adversário, reafirmou uma tendência que foi comum ao longo do ano: as derrotas fora de casa.

Não foi um ano ruim para o Mengão, muito pelo contrário. Retornamos à Libertadores, com campanha digna. Fomos campeões cariocas e conseguimos a melhor posição no Brasileiro desde 1992. Mas nos melhores momentos, o título do estadual e a arrancada após o Pan - da zona do rebaixamento para a vaga na Libertadores 2008 - a torcida e o Maracanã foram fatores decisivos para o êxito do time. Isso é natural, e é bom: a mística do "maior do mundo" e a inigualável torcida rubro-negra, responsável pelos sucessivos recordes de público do Brasileirão, são trunfos que poucos clubes dispõem. Porém, para ir mais longe em 2008 o Fla precisa conquistar mais pontos e vencer mais fora de casa. A derrota para o limitadíssimo Defensor (URU) em Montevidéo, por acachapantes 3X0, que nos eliminou precocemente da Libertadores ilustra bem o problema. Se no Maracanã fomos quase imbatíveis, vencendo São Paulo, Santos, Cruzeiro, Grêmio e a maioria dos jogos que lá mandamos, fora de casa perdemos pontos preciosos para Juventude, Paraná, Náutico, Figueirense, Atlético-PR, Sport e Corinthians. Para ser preciso, perdemos 18 pontos para esses times, que terminaram a competição ocupando a parte de baixo da tabela. Nossa distância para o campeão São Paulo - contra quem não conhecemos derrota - foi de 16 pontos. Alô Natalino! O segredo do sucesso para uma temporada ainda melhor em 2008 é preparar o time tática e psicologicamente para conquistar mais vitórias fora de casa.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Categorias!

Será que professores e chargistas tem tanta coisa em comum?
Essa é do Ronaldo, do Pernanbucano Jornal do Commércio.

QUE COISA FEIA CNB!


Deu n'O GLOBO

O candidato ao Dietório Regional do Piauí Fábio Novo, ligado ao Presidente Berzoini e ao Governador Wellington Dias, ambos da tendência CNB (ex-Campo Majoritário) foi fraglado descumprindo as regras estabelecidas para o PED em campanha. Ele confirmou a irregularidade, mas disse não temer punições e "estar tranquilo"! Veja aqui.

Por isso que nós, da Mensagem ao Partido defendemos novos rumos para o PT. Esse pessoal do ex-CM está muito mal acostumado, e não toma emenda!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fim de ano!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Efeméride!

E por falar no Gustavo Lemos, ele continua "desterrado" pelo blogger! [Alô Rodrigo, apareça para tomar um chopp e resolve o problema do rapaz. Brincadeira! Abs.]

Ainda assim, nos envia interessan-te polêmica na Folha de São Paulo (só para assinantes), entre os monstros José Murillo de Carvalho e Evaldo Cabral de Mello. O tema do debate é a "comemoração" dos 200 anos da vinda da Família real portuguesa para o Brasil. Os intelectuais tem visões distintas sobre o significado deste marco na História do Brasil. Recentemente discuti esse período com meus alunos do Alpha, veja a seguir trechos das entrevistas que teriam sido bons recursos para tratar o conteúdo.

FOLHA - As celebrações dos 200 anos da vinda da família real estão começando a tomar espaço na mídia e na academia. Que aspectos o sr. acredita serem mais importante levantar para a discussão sobre esse episódio hoje?
JOSÉ MURILO DE CARVALHO - Há dois momentos distintos igualmente importantes. O primeiro, a vinda da corte em si. O segundo, as conseqüências dessa vinda. Em nenhum dos dois casos houve determinismos históricos. O príncipe dom João podia ter decidido ficar em Portugal. Nesse caso, o Brasil com certeza não existiria.
A colônia se fragmentaria, como se fragmentou a parte espanhola da América. Teríamos, em vez do Brasil de hoje, cinco ou seis países distintos. Uma vez decidida a vinda, as coisas também poderiam ter tomado caminhos distintos, inclusive a fragmentação. Discutir essas alternativas e os fatores que conduziram os acontecimentos para a direção que tomaram me parece ser um tema relevante.

FOLHA - Que problemas o sr. vê no modo como esse debate está vindo à tona? MELLO - Há no Brasil uma insistência em reforçar o lugar-comum segundo o qual foi dom João 6º o responsável pela unidade do país. É até difícil reagir contra a historiografia que celebra a manutenção dessa integridade como resultado da vinda da família real. Isso não é verdade. A unidade do Brasil foi construída ao longo do tempo e é, antes de tudo, uma fabricação da coroa, mas não com o objetivo de que se criasse a partir dela um país independente.
Ela está relacionada à situação de Portugal no contexto europeu daquela época. Os poderosos eram a França e a Inglaterra e era preciso pensar estratégias para garantir o futuro do país naquele panorama.
A idéia de que era preciso fortalecer um império com os territórios de Portugal e Brasil começou no século 18, com dom Luís da Cunha [1662-1740, influente diplomata português que viveu em Londres, Madri e Paris], e foi desenvolvida depois com o Conde de Linhares, dom Rodrigo de Sousa Coutinho (1755-1812).
Além disso, é um absurdo que hoje se celebre a unidade antes de tudo -quando se pensa nesse momento da nossa história-, em vez de discutir que tipo de instituições republicanas e constitucionais estavam surgindo. Parece que herdamos o complexo de pequenez de Portugal para valorizar tanto essa questão.


Ilustração: Chegada da Família Real à Bahia. Portinari.

LIVROS

Ontem, fui levado a uma visita ao simpático Zé Maria - resistente representante da categoria dos livreiros em Campos - pelo maior flaneur de livrarias que conheço: o meu amigo e colaborador desse blog Gustavo Lemos. O espaço da livraria da Noblesse está bem acolhedor e reserva bons achados! Saí de lá com um livro que quero ler há muito: Capão pecado, do Ferréz, crônica crua e "marginal" da periferia de São Paulo. Tá ligado mano? Depois comento!
Hoje, numa rápida visita ao Roberto Moraes, registrei as impressões deste blogueiro sobre a biografia do saudoso Tim Maia, escrita pelo Nelson Motta - veja aqui. Hoje de madrugada, ouvi o autor ser entrevistado pelo Jô e fiquei curioso. O texto do Roberto me deixou ainda mais instigado!
Ficam as sugestões.

Fim de Ano letivo é dose!

Quem é professor sabe do que estou falando. Por isso o blog está meio devagar. A "culpa" é dos meus queridos pupilos do Alpha, que produziram dezenas de provas na última segunda-feira e estão ansiosos pelas férias. Semana que vem os posts estarão mais regulares. Então: às provas!