sábado, 28 de novembro de 2009

O jeito liberal de governar

O Governador queridinho da imprensa nativa, José Roberto Arruda do DEM, mostra toda a sua competência gerencial. Aclamado pela revista Veja o governador do distrito federal exibiu nos telejornais de hoje o jeito liberal de governar.

Os elogios da revista podem ser visto aqui e aqui.

Chapa 1 aprovada pela base do SINDPEFAETEC em Campos

A Chapa 1, única inscrita para as eleições do SINDPEFAETEC, realizadas ao longo dessa semana e composta pela atual direção do sindicato, foi eleita com absoluta maioria dos votos para mais um mandato à frente da entidade, desta vez de três anos.
Em Campos, de um universo de 127 filiados aptos à votar, 92 compareceram às urnas e 84 sufragaram a chapa eleita.

ATUALIZAÇÃO em 30/11 às 23:20
Números totais da votação no Estado:
Chapa 1 - 437 votos;
Brancos - 10 votos;
Nulos - 16 votos;
Total de votos - 463.

Mesmo que uns não queiram!

Feitas e refeitas as contas sobre a composição do novo Diretório do PT de Campos, a partir do PED do último domingo, constatamos que, para a insatisfação dos que mesmo de fora acompanham com grande interesse as questões internas do partido, nossa chapa Reconstruindo o partido - que obteve 40 votos na disputa - conquistou um assento na Executiva local.

Até quando?

Essa nota está meio extemporânea, pela impossibilidade de publicação nos últimos dias.
Mas até quando a FIFA vai continuar permissiva com os absurdos jogos oficiais em altas altitudes? Ou será que alguém duvida que a derrota do Fluminense na quarta-feira, assim como a implacável goleada imposta pela mesma LDU sobre o River genérico tem a ver com este fator, bem como as vitórias do fraco time boliviano sobre Brasil, Paraguai e Argentina - esta uma goleada histórica - nas recentes eliminatórias para a Copa?
Os jogos nessas circunstâncias constituem flagrante desrespeito à ética desportiva por constituir vantagem indevida aos times caseiros, cujos atletas já possuem vantagem geral no preparo físico.

Na luta!

Ainda sobre o assunto do post abaixo. A Comissão Eleitoral responsável pelo pleito no Sinpro Campos/ São João da Barra fez publicar na edição de quinta-feira de O Diário decisão onde desconsidera as infundadas tentativas de impedimento e impugnação de membros da Chapa 1, que disputa as eleições para a direção do Sindicato nos próximos dias 10 e 11 de dezembro.
Estamos na luta e com força total!

Caro(a) Professor(a),

Eu faço parte de um grupo de professores e professoras que há mais de seis anos não se conforma com a transformação de nosso sindicato, o Sindicato dos professores (SINPRO) de Campos / São João da Barra, em uma espécie de “cartório”, uma entidade sindical afastada de sua base, sem diálogo e interação com a categoria.
Esse movimento já enfrentou a atual diretoria nas últimas eleições, há três anos atrás, mas, divididos, não obtivemos êxito em nossos objetivos, apesar de termos conseguido mais da metade dos votos. Agora, unidos em uma única chapa de oposição, mais uma vez sofremos com tentativas de impedir nossa participação no processo eleitoral por meios ilícitos e antidemocráticos.
Este articulista teve questionado seu direito de encabeçar a chapa de Oposição por infundadas alegações de débitos com o sindicato. Na verdade é a gestão atual da entidade que nos deve! Deve combatividade, deve presença nas escolas e diálogo com a categoria, deve ações culturais e de qualificação profissional, deve competência para negociar com firmeza, mas com eficiência um acordo coletivo, já que estamos há dois anos sem aumento. Hoje encaminharemos à Douta Comissão Eleitoral responsável pelo pleito que se realizará nos próximos dias 10 e 11 de dezembro mais um recurso contra pedidos infundados e absurdos de impugnação de companheiros (as) de nossa chapa apresentados pela chapa da situação. Por que tantas inverdades e manobras contra nossa saudável e democrática participação no processo? A quem interessa nos afastar da disputa?
Para nós a decisão deve caber aos eleitores. Optamos por não entrar no denuncismo e na batalha de impugnação. Queremos a vitória nas urnas, e não no “tapetão”. Assim, a Chapa 1- Oposição: Reconstrução do SINPRO segue na luta com amplo apoio do movimento sindical de professores no RJ e de diversas categorias em Campos. Nossa vitória significará a retomada desse importante sindicato para a luta da categoria de professores e da classe trabalhadora. Contamos com você.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Compromisso com o futuro

O Governo do PT acaba de reafirmar seu compromisso com o futuro do país. Primeiro, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, declarou hoje (26/11/09) que o país reúne as condições necessárias para atingir a meta do milênio de erradicar a fome até 2015. Ele argumentou que 19 milhões de brasileiros já saíram da linha da pobreza extrema e que programas sociais como o Bolsa Família funcionam como referência internacional – sobretudo na América Latina. “Os programas sociais estão efetivamente dando resultado, porque o governo optou por compatibilizar a estabilidade econômica com forte políticas de inclusão e justiça social”. E também hoje, no contexto do Forum mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que ocorre em Brasília, o Ministério da Educação estabeleceu nova meta para o Programa Brasil Profissionalizado. Nosso País dispunha até 2002 de 140 escolas técnicas e terá até o fim de 2010 de 354 unidades. A meta nova é a construção de 1000 escolas técnicas até 2020. De acordo com o secretário de articulação institucional do MEC, Gleisson Rubin, “a rede federal, sozinha, dificilmente terá condições de atender a toda a demanda do ensino técnico no País”. Por isso, tal objetivo só poderá tornar-se factível com a parceria com os demais entes da federação. O representante do MEC argumenta: “Atualmente, menos de 8% dos alunos tem acesso ao ensino técnico. Temos que triplicar esse número para chegarmos próximos aos índices de países como Coréia, China e Espanha”. Ele acrescentou que a expansão da oferta tem por objetivo igualar nações altamente industrializadas onde o número de estudantes das universidade clássica é equivalente ao da educação profissional. Pois é, enquanto o Governo Federal trabalha, o discurso padrão demo-tucano consiste na heróica "denúncia" do inchaço da máquina e no aparelhamento do Estado. Não aprenderam nada com a derrota de 2006!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rede em expansão

Na tarde de hoje, a Reitora do IF Fluminense, Professora Cibele Daher, o pró-reitor Roberto Moraes e o Deputado Chico D'Angelo (PT-RJ) se reuniram com o Diretor de Patrimônio do Comando Maior do Exército, General Jorge Fraxe. A articulação do Deputado petista junto ao Exército visa viabilizar a ampliação do Campus Guarus do IFF, em área do 56º BI.
A reunião sinalizou para concretização da cessão da área de 35000 metros quadrados, que agora só depende de detalhes burocráticos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

42 votos que incomodam muita gente!

Só mesmo deconhecimento profundo das coisas do PT levaria alguém a confundir deliberadamente resultados de eleições internas com possiblidades eleitorais de militantes do partido no universo de simpatizantes e eleitores petistas e dos cidadãos campistas. É caso de ingenuidade ou de má-fé...
Se este blogueiro quisesse confundir alhos com bugalhos, poderia recuperar resultados eleitorais de campeões de votos em eleições internas, ou ainda relembrar votações expressivas obtidas junto ao eleitorado campista por membros de nossa chapa que obteve no PED de domingo 40 votos conquistados com muita honra e fruto de opinião militante. Mas não vamos cair nesse jogo num momento de reconhecer os méritos do companheiro Eduardo - a quem cumprimentei pessoalmente ainda na noite do dia 22 - e recompor a unidade partidária.
O resultado do PED não define nada quanto à convenção de 2012, até porque os processos de escolha das direções partidárias em PED's e de candidatos pelo partido a cargos eletivos em convenções e Encontros Municipais são distintos. Em que pese a companheira Odisséia ser hoje um nome natural para a sucessão de Rosinha, nada impede que este posto possa ser ocupado por outro(a) companheiro(a), até mesmo em função de possíveis e legítimos interesses políticos da Vereadora na conjuntura de então.
Um outro dado particular que não tem destaque na mídia impressa é que o equilíbrio de forças na composição do novo Diretório não se identifica a partir da escolha do presidente, mas sim da proporcionalidade das chapas. Eduardo teve o apoio das três chapas mais votadas na disputa para o DM, mas a chapa Um partido para todos e todas, organizada por ele e pela Vereadora foi apenas a terceira dentre elas, com 142 votos. As chapas mais votadas foram Movimento Opção popular, liderada por Helio Anomal - única a indicar dois membros para a nova Executiva - com 153 votos e Construindo uma alternativa, composta por quadros ligados ao falecido Vereador Renato Barbosa, com 146 votos. O futuro presidente vai precisar de exercitar a habilidade em busca do consenso desejado para unir um Diretório que terá ainda 12 representantes das três chapas menos votadas.
Que o caminho da unidade interna não seja atrapalhado por caprichos e interesses outros que não o bem público.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Professor Eduardo Peixoto é o novo Presidente do PT de Campos

Parabenizo o companheiro Eduardo Peixoto pela sua eleição para a presidência do Diretório Municipal do PT.
Ele agora tem a tarefa de unir o partido em torno de um projeto de poder para que possamos apresentar uma alternativa política concreta e independente para a sociedade local.
Boa sorte! E conte conosco para este propósito.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Efeito colateral do bem

Uma série de trabalhos científicos recentes (como do economista Naercio A. Menezes Filho do Insper e da USP) sobre os impactos do programa Bolsa Família na economia comprovam: além dos efeitos diretos planejados o Bolsa Família gera efeitos colaterais virtuosos para o conjunto da economia. Uma das conclusões atualmente publicizadas é que, o acréscimo no valor dos benefícios pagos, entre 2005 e 2006, de RS 1,8 bilhão, resultou num crescimento adicional do PIB, no período, de R$ 43,1 bilhões. Resultou também em receitas tributárias adicionais de R$ 12,6 bilhões. O ganho tributário é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões. Segundo as estimativas de Menezes, um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa Família leva a uma expansão de 0,6% do PIB, no ano em que ocorre o aumento e no seguinte. Em outras palavras, ou melhor, em outros números, cada R$ 0,04 do Bolsa Família aumenta o PIB em R$ 1. O setor mais positivamente impactado é o da indústria. Enquanto no PIB agrícola cada 10% a mais nos repasses do Bolsa Família não apresenta impactos significativos, o efeito nos serviços é de 0,19% no PIB setorial. No PIB industrial, onde o impacto é maior, efeito multiplicador de cada 10% adicionais nos repasses do programa atinge expressivos 0,81%. Viva o keynesianismo lulista!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tom Wolf abre o verbo: Blog é fábrica de boato

Do Coletiva.net

O escritor e jornalista americano Tom Wolfe, 78 anos, cumpriu o que prometera: repetiu em sua palestra à noite, na Ufrgs, as ideias que havia apresentado à imprensa regional na coletiva que concedera à tarde no Hotel Intercity Premium. Despejou, para um Salão de Atos quase lotado, conceitos e reflexões sobre o que entende ser O espírito de nossa época, título de sua conferência em que pretendeu falar sobre as grandes mudanças que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos 10 anos.
Disse que a revolução sexual se transformou em carnaval sexual, avaliou o que denomina de “Aristocracia do Gosto”, formada por pessoas com preferências mais refinadas na escolha de produtos culturais de difícil compreensão, como os textos de James Joyce e Marcel Proust, autores que não são absorvidos pelo que chama de “populacho”. Criticou a arte moderna, para ele uma combinação de falta de habilidade com falta de imaginação, e deu como exemplo a arte de Picasso, “que incluía em todos os seus quadros um fundo cinza porque não sabia como terminar suas obras”.

A conferência durou menos de uma hora, e o período para perguntas foi de 30 minutos, ambos prejudicados por uma tradução problemática. E foi somente durante os questionamentos que Tom Wolfe deu opiniões sobre o Novo Jornalismo, do qual é considerado um dos expoentes. “Os jornais estão muito preocupados com o que acontece atualmente”, disse. “Mas as dificuldades do jornalismo impresso atual não se devem a problemas com os meios disponíveis, e sim ao monopólio. Quando cheguei a Nova Iorque, havia lá sete jornais diários. Hoje são dois, e em muitas cidades importantes do país só há jornais online. O problema do jornalismo atual é que falta concorrência, e o resultado é que temos menos notícias”

Conteúdos na internet ele vê com restrições: “O problema é que cansa ler durante muito tempo em uma tela de Led. Você enlouquece com tanto o que tem para ler na internet”. Outro aspecto que destacou é que nenhuma empresa, em seu entendimento, ganhou ao disponibilizar conteúdo de suas publicações na web. “Assim, tudo está ainda no ar, mas o certo é que os jornais estão muito assustados e demitindo gente. Mas eles mesmos estão se matando ao diminuir a qualidade do que fazem.
O jornalista norte-americano não vê nenhum valor no noticiário gerado pelas emissoras de televisão. “A única fonte de informação séria nos Estados Unidos é aquela que se lê no jornalismo impresso. A televisão, quando divulga alguma notícia quente, a gente logo pergunta: de que publicação tiraram istso?”, criticou Wolfe. Que também tem péssima opinião a respeito de blogs, que seriam “fábricas de rumores, as maiores que existem. Para os blogueiros, o conceito de checar os fatos nem lhes passa pela cabeça”.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eles que são "brancos" que se entendam

César Maia está revoltado com a inércia estratégica de José Serra. O desespero político parece ter baixado no principal intelectual orgânico dos "demos", pois ontem (16/11/09) em entrevista ao portal IG ele partiu para cima do Nosferato da Mooca com essa declaração:
"O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si".

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ria se puder...

Não deixe de ampliar a imagem e ver os gráficos, incrível, é puro rigor estatístico.

Mais um prêmio...

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Roma (Itália) - A organização não governamental (ONG) Action Aid International vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.

Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.

"A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sus tentável", destacou Campolina.

Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Baixou o nível

Houve quem questionasse na blogosfera local o estilo de campanha de um candidato local à subseção da OAB, cujas eleições ocorrem hoje. O candidato foi identificado por alguns como "agressivo" em sua campanha contra a situação. Exagero. Tive certeza disso ao ser panfletado no centro de Niterói na última sexta. Nem advogado sou!
Inutilmente, após tentar me identificar como professor para o "militante", acabei folheando o panfleto do candidato à Presidência Estadual da entidade, Lauro Schuch. Pois bem. Sem entrar no mérito das graves acusações ali contidas contra o Presidente da OAB Rio Wadih Damous - não sou da classe e não me interessa apurar a veracidade das "denúncias" - aquele panfleto sim é um exemplo de como não se deve se portar em campanha para qualquer instituição.
Ah, sobre a história e as propostas de Dr. Lauro, nem uma linha...

Cenas cariocas

Brigadianos de Paes
Os gladiadores do choque da guarda pretoriana de César Maia, treinados pelo Cel Amêndola continuam na ativa, agora "sob nova direção", a serviço do ex-pupilo renegado que responde pelo Executivo da Cidade Maravilhosa e de seu soldado Betlhem.
No fim da manhã de sexta-feira, com o auxílio da polícia civil, promoveram operação na Rodoviária Novo Rio que deteve de forma truculenta e vexaminosa grande contingente de envolvidos em "bandalhas" e transporte irregular, vulgo "alternativo", naquele terminal.

Pra baixo todo santo ajuda
A propósito, a rodoviária do Rio está mesmo um brinco após a reforma. Mas, como nada é perfeito, no primeiro piso, à esquerda dos sanitários, há uma pilha de degraus da escada rolante que encontra-se desativada - não é uma instalação de sucata. Parece que o reparo desta escada ficou pra próxima reforma! Quando será? Pensando bem, para o acesso ao segundo piso há uma escada rolante funcionando. Quem quiser descer vai de escada comum mesmo. Pra baixo todo santo ajuda!

A importância da higiene
Não deixa de ser divertido o cartaz realçando a importância da higiene afixado na parede de um excelente restaurante de peixes no centro de Niterói. É que, a despeito da maravilhosa cozinha, a casa costuma demandar frequentadores ilustres com pedidos de auxílio frente a pendências com a vigilância sanitária daquele município.

Mais ficção

Em agosto escrevemos aqui sobre um intrépido pesquisador que, em 2054, tentaria, em vão, articular algum sentido sobre o contexto de um emirado tão, tão distante, a partir da versão de diferentes periódicos em circulação em seu objeto de investigação no início do século XXI.
Pois agora sua curiosidade pendia para a histórica edição que findava uma coleção – a mais antiga – que, à parte a tradição, lhe parecia especialmente interessante no período estudado: o início do ocaso do esplendor daquela “civilização”. A data: 15 de novembro de 2009. Uma data simbólica, histórica para a Federação e para aquele triste ente, no epílogo dos dias da glória que poucos puderam desfrutar.
A coleção em questão, que subitamente – uma consulta aos arquivos virtuais da Google revelaria que não tão subitamente assim – se encerrava era diferente das outras no olhar sobre a realidade local no início do século XXI. Ele não sabia bem classificar esta diferença, às vezes mais ou menos sutil. Mas havia mais, digamos, equilíbrio no registro dos fatos. É bem verdade que nos últimos meses, em função do iminente risco revelado pela pesquisa virtual nos blogs do emirado no mesmo período, esta objetividade eventualmente fraquejava – como observado por um atento e cáustico cronista virtual que naquele momento também já anunciava o próprio fim. Contudo, não havia ali o pendor militante e as diferenças surreais identificadas na comparação entre o registro dos mesmos fatos nas publicações às quais eram atribuídas maiores tiragens no período.
Achara uma nova questão, quem sabe uma nova hipótese? Perderia mais tempo no trabalho, mas sua curiosidade não teria como ser negligenciada. O que teria motivado a denúncia da subvenção historicamente destinada ao periódico às instituições de salvaguarda do direito difuso num ano eleitoral? Seria essa uma questão de direito difuso? Por que a soberana da dinastia local recém restaurada no poder teria sido tão célere na substituição do periódico por uma burocrática publicação de atos oficiais de seu reinado? A quem interessava calar vozes inteligentes e independentes naquela planície?

Crônica publicada na edição de hoje da Folha da Manhã.

As Teses de Lula

Tarefa dada é tarefa cumprida: depois da convocação de Roberto Morais, fiquei na expectativa pela entrevista do Presidente Lula no programa "É Notícia" comandado pelo jornalista Kennedy Alencar (Rete TV por volta de 12:30hs de segunda). A entrevista, realizada pelo experiente articulista da F. de São Paulo, foi conduzida com habilidade. No início, com ênfase na quase épica história de vida do Presidente, depois a interlocução tornou-se não só polêmica mas com declarações bombásticas. Pela 1ª vez Lula foi confrontado diretamente sobre a crise do "mensalão" e reagiu de modo articulado e enfático: foi uma tentativa de GOLPE contra o 1º Governo dos "de baixo" de nossa História. De acordo com o Presidente, tal irresponsabilidade cívica, que buscou confundir financiamento de campanha com compra de votos, só não prosperou devido ao MEDO da reação popular. A julgar pela naturalidade com que nossas elites tratam o golpe em Honduras e a legitimidade atribuída ao seu "governo de fato", temos uma pequena amostra do golpismo endêmico e da natureza tática dos compromisso democrático de nossa "elite branca". Pois bem, o Presidente se conteve e explicou ao jornalista que devido ao poder da instituição da Presidência está guardando para depois de seu mandato a formulação pública de suas TESES. Para quem defende açodadamente o pós-Lula, é melhor "combinar com os Russos", ou seja, se preparar para um ex-Presidente atuante que, apesar de não disputar a "vontade de todos" na próxima eleição, representará o portador inequívoco da "vontade geral" do Brasil popular. Saravá misifio...

domingo, 15 de novembro de 2009

Da Crítica das Armas às Armas da Crítica

Diferentemente do oportunismo intelectual e inconsistência política de FHC, propagador de excrescências pseudo-conceituais como "autoritarismo popular", o Cientista Social Luiz Werneck Vianna (Professor do Iuperj e autor de clássicos como Liberalismo e Sindicato no Brasil e Esquerda Brasileira e a Tradição Republicana) é um caso raro na cena pública e no campo científico nacionais: concilia sistemática pesquisa científica com autêntico compromisso republicano com nossas intituições. Werneck foi um dos mais destacados opositores ao regime militar, no histórico PCB depois nas fileiras do MDB, e um dos intelectuais responsáveis pela institucionalização progressiva das Ciências Sociais no Brasil. Nesse sentido, as análises de Werneck podem ajudar a esquerda brasileira a sair da prisão mental pós-mensalão, pois é tarefa da tradição dialética exercer não só as "a crítica das armas" contra a oposição de direita ao Governo Lula, mas fundamentalmente experimentar as "armas da crítica" e da auto-crítica para poder pensar e realizar o NOVO. Por tudo isso, selecionamos abaixo as passagens principais de seu último artigo "Tópicos para um debate sobre a conjuntura" (Nov. 2009) no qual segue as pegadas já firmadas em "O Estado Novo do PT":
"1. O capitalismo brasileiro é um experimento bem sucedido. (...)
2. A crise de 2008 serviu-lhe como duro teste, quando ficou comprovada a sua solidez. Do êxito da sua estratégia de defesa face à crise, resultaram tanto sua consolidação no plano interno quanto oportunidades para se projetar no mundo exterior. (...)
4. Não se pode, entretanto, ignorar que a crescente mobilização de recursos e fins da política para a condução da economia já indicam uma via de capitalismo politicamente orientado, velha conhecida da tradição republicana brasileira, a partir da qual, em conjunturas diversas _ a de Vargas, a de JK, e a do regime militar _ realizou-se o processo de modernização do país.
5. Se já havia elementos embrionários desse processo, aparentes em particular no segundo mandato do governo Lula, a crise, que denunciou a incapacidade do mercado de se autoregular, ao trazer de volta o tema do Estado e do seu papel como agência organizadora da economia, atualizou, imprevistamente, o repertório da tradição republicana brasileira. (...) A mobilização de tal repertório tem ignorado a crítica que lhe foi feita pelos movimentos democráticos e populares, no curso de suas lutas contra o regime autoritário, consagrada institucionalmente na Carta de 1988, que, ao preservar a instância do público como dimensão estratégica, submeteu-a ao controle democrático da sociedade.
6. A apropriação repentina desse repertório pela esquerda que se encontra na chefia do governo, que, antes, com a teoria do populismo e com a denúncia da natureza patrimonial do Estado, foi uma das suas principais críticas (...) parece significar, por ora, mais uma mudança provocada por motivos contingentes do que fundamentada em razões programáticas. Contudo, devem-se ter presentes os riscos e que tais práticas alcancem o enunciado e um discurso coerente. (...)
12. Por toda parte: centralização, verticalização. (...) Não é bom presságio para a democracia brasileira se apresentar sob a retórica de significar uma comunidade fraterna quando se encontra envolvida em uma política de vocação grã-burguesa. Como também não é o fato da sociedade, em sua diversidade, se deixar subsumir ao Estado, conferindo à liderança de um chefe de governo carismático a tarefa de cimentar a unidade dos seus contrários. Estamos conscientes dos riscos aí envolvidos? A pergunta deve incluir como destinatários os principais atores políticos que estão a dirigir esse processo.
13. É falso e anacrônico conceber a próxima sucessão eleitoral como a reedição dos embates entre a UDN e o PTB. Estado forte, sim, mas sob o controle da sociedade, e não sobreposto assimetricamente a ela."