Comprovando a sua relevância no cenário político internacional, o presidente LULA foi personagem de um episódio do desenho norte-americano South Park exibido em abril.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Posse
Como chapa de oposição - até agora sem acesso à situação administrativa da entidade - e também em função do período de fim-de-ano, não foi possível organizarmos um ato festivo, mas os amigos e companheiros do movimento sindical serão bem-vindos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009 - esporte
Gol de placa! Pra mim, fundamental na vitória que sacramentou a arrancada pro hexa do Mengão. Tinha a intuição que quem vencesse esse clássico arrancaria pro título. Não deu outra. Ainda bem que Pet abriu o caminho da vitória com essa obra-prima.
Questão de esclarecimento.
Fala júnior!
O Blog do Roberto Moraes e a Trolha já destacaram a escorregada do júnior cabral ao admitir textualmente em entrevista ao Valor Econômico que "(...)Campos é um problema" no que se refere à aplicação dos royalties do petróleo.
Partindo do pressuposto razoável que tal "problema" não foi gestado exclusivamente nos últimos doze meses, seria interessante que o órgão de imprensa local responsável pela bajulação oficial ao governador o ouvisse à guisa de esclarecer a responsabilidade de alguns seus aliados na política local em tal contexto.
O Blog do Roberto Moraes e a Trolha já destacaram a escorregada do júnior cabral ao admitir textualmente em entrevista ao Valor Econômico que "(...)Campos é um problema" no que se refere à aplicação dos royalties do petróleo.
Partindo do pressuposto razoável que tal "problema" não foi gestado exclusivamente nos últimos doze meses, seria interessante que o órgão de imprensa local responsável pela bajulação oficial ao governador o ouvisse à guisa de esclarecer a responsabilidade de alguns seus aliados na política local em tal contexto.
Retrospectiva 2009 - cultura
No ano da redenção de Wilson Simonal - com o sucesso do documentário do Cláudio Manoel, a edição de uma bem cuidada biografia e um "baile" antológico produzido por seus filhos e registrado em DVD - e da chegada do primeiro negro à Casa Branca, a emocionada homenagem de Simoninha a seu pai.
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
O PROFETA EM SUA TERRA (por Leminski)
Jerusalém, urgente — Na tarde de ontem, alguém que atende pelo nome de Jesus invadiu as dependências do Templo, agredindo e expulsando toda a casta de vendedores que ali exercia seu ofício.
O lunático, galileu pelo sotaque, entrou, subitamente, chutando as mesas dos mercadores de pombas e outros animais destinados ao sacrifício. Na confusão que se seguiu ao incidente, entre as moedas que rolavam pelas escadas, gaiolas quebradas, pombas que voavam, acorreram os guardas, que não conseguiram deitar as mãos no facínora.
O tal Jesus desapareceu no meio da multidão, que o acoberta, porque nele acredita ver um profeta. A reportagem apurou que o referido é natural de Nazaré, na Galiléia, filho de um carpinteiro.
Arrebanhou inúmeros seguidores entre os pescadores do Mar da Galiléia. Dizem que opera milagres. E descende, por linha direta, do rei Davi.
Entre os seus, fala aramaico, dominando, porém, o hebraico dos textos sagrados, que cita com frequência, chegando mesmo a discutir com os doutores da lei, fariseus e saduceus. Muitos vêem nele o Messias. As autoridades estão prontas para fazer frente a qualquer nova alteração da ordem provocada pelo tal Jesus ou por seus seguidores.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Bandalha legal?
Alô EMUT!
Em Campos até ônibus legalizado faz "bandalha".
É normal que neste período de festas haja engarrafamentos e confusão no trânsito nas principais vias públicas. É assim nas grandes cidades e Campos não é mais uma cidade pequena.
É preciso que passageiros e fiscais das empresas tenham paciência e compreendam atrasos eventuais nestas ocasiões. É inadmissível que por conta própria, empresas ou motoristas decidam alterar os itinerários das linhas para "cortar caminho" e fugir do trânsito pesado. Este blogueiro, usuário do transporte coletivo, viveu esta experiência duas vezes esta semana ao utilizar coletivos das empresas Siqueira e Progresso. É possível que a prática se estenda a outras empresas e mesmo que não haja orientação e controle destas sobre motoristas neste sentido. Mas é preciso que a fiscalização da EMUT observe e coiba esta prática, preservando o itinerário das linhas locais.
Em Campos até ônibus legalizado faz "bandalha".
É normal que neste período de festas haja engarrafamentos e confusão no trânsito nas principais vias públicas. É assim nas grandes cidades e Campos não é mais uma cidade pequena.
É preciso que passageiros e fiscais das empresas tenham paciência e compreendam atrasos eventuais nestas ocasiões. É inadmissível que por conta própria, empresas ou motoristas decidam alterar os itinerários das linhas para "cortar caminho" e fugir do trânsito pesado. Este blogueiro, usuário do transporte coletivo, viveu esta experiência duas vezes esta semana ao utilizar coletivos das empresas Siqueira e Progresso. É possível que a prática se estenda a outras empresas e mesmo que não haja orientação e controle destas sobre motoristas neste sentido. Mas é preciso que a fiscalização da EMUT observe e coiba esta prática, preservando o itinerário das linhas locais.
Desrespeito
Antes se punha a culpa no governo...
Pois bem, a economia funciona e o mercado agradece. Milhões foram incluidos no consumo e a indústria e o comércio se preparam para atender à demanda. Esta é um Natal que certamente entra pra história como um marco na circulação de bens e serviços. Papai Noel vai chegar para um número maior de brasileiros.
Contudo, se o setor produtivo e a renda gerada por este faz bonito, o mesmo não se pode dizer do sistema financeiro!
Boa parte do dinheiro que movimenta o comércio neste período de festas circula na forma de crédito, de ganhos indiretos, como tickets eletrônicos ou pelo débito automático.
A rede mastercard no início da tarde de hoje frustrou milhões de consumidores e causou prejuízo a milhares de varejistas. O sistema sofreu uma pane. Não eram realizadas transações de venda com cartões de crédito, débito e tickets. Tudo por que não se planejaram para promover avanços tecnológicos que adequassem sua capacidade de atendimento à demanda do período. Não é de hoje. Há anos a rede visa funciona melhor que a concorrente, que sempre apresenta este problema neste momento de grande importância para o comércio. Eu só não deixei de comprar duas garrafinhas de vinho para a ceia porque um velho amigo me concedeu a velha modalidade de crédito "assinando na nota".
É triste constatar que no novo Brasil, onde mais trabalhadores podem consumir e que a indústria e o comércio se adequam para atender a demanda, quem mais ganha é quem menos apresenta bons serviços aos usuários, sejam eles consumidores ou lojistas, que pagam caro para oferecer tais serviços aos clientes.
A mastercard pode servir "para tudo na vida" como diz seu marketing, mas para isso precisa planejar e investir para funcionar bem quando seus usuários mais precisam.
Pois bem, a economia funciona e o mercado agradece. Milhões foram incluidos no consumo e a indústria e o comércio se preparam para atender à demanda. Esta é um Natal que certamente entra pra história como um marco na circulação de bens e serviços. Papai Noel vai chegar para um número maior de brasileiros.
Contudo, se o setor produtivo e a renda gerada por este faz bonito, o mesmo não se pode dizer do sistema financeiro!
Boa parte do dinheiro que movimenta o comércio neste período de festas circula na forma de crédito, de ganhos indiretos, como tickets eletrônicos ou pelo débito automático.
A rede mastercard no início da tarde de hoje frustrou milhões de consumidores e causou prejuízo a milhares de varejistas. O sistema sofreu uma pane. Não eram realizadas transações de venda com cartões de crédito, débito e tickets. Tudo por que não se planejaram para promover avanços tecnológicos que adequassem sua capacidade de atendimento à demanda do período. Não é de hoje. Há anos a rede visa funciona melhor que a concorrente, que sempre apresenta este problema neste momento de grande importância para o comércio. Eu só não deixei de comprar duas garrafinhas de vinho para a ceia porque um velho amigo me concedeu a velha modalidade de crédito "assinando na nota".
É triste constatar que no novo Brasil, onde mais trabalhadores podem consumir e que a indústria e o comércio se adequam para atender a demanda, quem mais ganha é quem menos apresenta bons serviços aos usuários, sejam eles consumidores ou lojistas, que pagam caro para oferecer tais serviços aos clientes.
A mastercard pode servir "para tudo na vida" como diz seu marketing, mas para isso precisa planejar e investir para funcionar bem quando seus usuários mais precisam.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Mudou o cante!
Nem só das já habituais piruadas em polêmicas internas do PT, da bajulação "agradecida" ao júnior cabral e do ataque sistemático a "desimportantes" blogueiros locais vive a linha editorial de um "importante" jornalão local...
Observadores atentos verificaram nos últimos dias um sistemático aumento da presença da Prefeita Rosinha e de seu governo nas páginas do periódico. No lugar das até aqui constantes críticas e ataques à gestão, destaque e até referências elogiosas, inclusive sugerindo a aprovação do governo numa auto-avaliação da própria chefe do executivo.
Também foi notada a presença constante dela na emissora de TV local ligada ao mesmo grupo.
O que será que haveria mudado nesta linha editorial?
Observadores atentos verificaram nos últimos dias um sistemático aumento da presença da Prefeita Rosinha e de seu governo nas páginas do periódico. No lugar das até aqui constantes críticas e ataques à gestão, destaque e até referências elogiosas, inclusive sugerindo a aprovação do governo numa auto-avaliação da própria chefe do executivo.
Também foi notada a presença constante dela na emissora de TV local ligada ao mesmo grupo.
O que será que haveria mudado nesta linha editorial?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Lamentável desfecho
É mesmo questão de tempo o anúncio da desistência de Lindberg Farias em disputar o governo do estado.
Cumpre lamentar a decisão da cúpula do governo federal que elimina a chance de projetar uma nova liderança popular no pobre cenário político fluminense.
Pelo jeito, o prestígio de júnior cabral no famigerado e oportunista "aliado" que lhe empresta - ou aluga - a legenda deve mesmo andar em alta. Tudo indica que foi grande a pressão para garrotear a candidatura do Prefeito de Nova Iguaçu em favor do apoio petista ao desgoverno em curso no rio de janeiro. Deve ser assim, com letras minúsculas, que os companheiros do Planalto vêem este ente federativo, mais uma vez sacrificado em nome de um legítimo projeto nacional. Contudo, por mais que apoiemos e nos orgulhemos deste projeto e façamos a sua defesa, é duro conformar-se com a decisão que se justifica mediante o argumento "É o melhor pro Brasil!" Mas, e o Rio? "Paciência!" Enfim, pior pro Rio!
Será que os companheiros paulistas aceitariam ceder mais um mandato ao Serra em troca da garantia da eleição da companheira Dilma?
Bem sei que o raciocínio é simplista e despolitizado. Até mesmo pueril...
Mas o cidadão fluminense tem todo o direito de constatar que o desgoverno de júnior cabral é tão ruim quanto o de Serra em SP, apesar do primeiro gostar de bajular Lula...
Enfim, pobre Rio. Há de padecer mais quatro anos em função de conchavos palacianos?
A definição é constrangedora mesmo para o recém-eleito presidente do PT estadual, Deputado Federal Luiz Sérgio, que ensaiva endurecer o discurso e a negociação frente a arrogância e a inabilidade de júnior cabral - que aparentemente agiu ciente do enquadramento a ser imposto à este Diretório Regional. E desastrosa para as perspectivas de crescimento das bancadas parlamentares do PT do Rio na Câmara Federal e na ALERJ.
Mas o pior de tudo é a castração da possibilidade de algo novo na política fluminense. Desta vez não se esperará o Encontro Estadual. O rodo é mais sutil e silencioso, provavelmente mais eficiente. Mas já vimos este filme antes. Há uma sensação de déjà vu nos petistas fluminenses. O favorecido de outrora talvez seja prejudicado agora. Mas ambos os ungidos - aliados durante todos os oito anos de gestão da dinastia que antecedeu o mandato em curso - se parecem muito...
Quem perde mesmo é o cidadão fluminense e seu sonho de um governo melhor!
Cumpre lamentar a decisão da cúpula do governo federal que elimina a chance de projetar uma nova liderança popular no pobre cenário político fluminense.
Pelo jeito, o prestígio de júnior cabral no famigerado e oportunista "aliado" que lhe empresta - ou aluga - a legenda deve mesmo andar em alta. Tudo indica que foi grande a pressão para garrotear a candidatura do Prefeito de Nova Iguaçu em favor do apoio petista ao desgoverno em curso no rio de janeiro. Deve ser assim, com letras minúsculas, que os companheiros do Planalto vêem este ente federativo, mais uma vez sacrificado em nome de um legítimo projeto nacional. Contudo, por mais que apoiemos e nos orgulhemos deste projeto e façamos a sua defesa, é duro conformar-se com a decisão que se justifica mediante o argumento "É o melhor pro Brasil!" Mas, e o Rio? "Paciência!" Enfim, pior pro Rio!
Será que os companheiros paulistas aceitariam ceder mais um mandato ao Serra em troca da garantia da eleição da companheira Dilma?
Bem sei que o raciocínio é simplista e despolitizado. Até mesmo pueril...
Mas o cidadão fluminense tem todo o direito de constatar que o desgoverno de júnior cabral é tão ruim quanto o de Serra em SP, apesar do primeiro gostar de bajular Lula...
Enfim, pobre Rio. Há de padecer mais quatro anos em função de conchavos palacianos?
A definição é constrangedora mesmo para o recém-eleito presidente do PT estadual, Deputado Federal Luiz Sérgio, que ensaiva endurecer o discurso e a negociação frente a arrogância e a inabilidade de júnior cabral - que aparentemente agiu ciente do enquadramento a ser imposto à este Diretório Regional. E desastrosa para as perspectivas de crescimento das bancadas parlamentares do PT do Rio na Câmara Federal e na ALERJ.
Mas o pior de tudo é a castração da possibilidade de algo novo na política fluminense. Desta vez não se esperará o Encontro Estadual. O rodo é mais sutil e silencioso, provavelmente mais eficiente. Mas já vimos este filme antes. Há uma sensação de déjà vu nos petistas fluminenses. O favorecido de outrora talvez seja prejudicado agora. Mas ambos os ungidos - aliados durante todos os oito anos de gestão da dinastia que antecedeu o mandato em curso - se parecem muito...
Quem perde mesmo é o cidadão fluminense e seu sonho de um governo melhor!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Lula verbaliza a frustração do mundo
O Presidente Lula acaba de surpreender o mundo ao discursar na COP 15, a cúpula mundial que discute as possíveis soluções para os graves problemas climáticos do mundo. O plenário do evento, que acontece na Dinamarca, acompanhou com atenção e entusiasmo o discurso de improsivo (e por isso mais autêntico) e indignado de Lula. Declarando-se frustrado com as tentativas de acordo até aquele momento, o presidente brasileiro re-afirmou: "Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade no último período. Todos nós sabemos do que é preciso para manter o compromisso das metas e o compromisso dos financiamentos. Temos que manter os princípios adotados no protocolo de Kyoto. Temos reponsabilidades comuns. (...) Gostaria de sair daqui com o documento mais perfeito do mundo, mas se não conseguimos fazer até agora não sei se algum anjo ou algum sábio descerá nesse plenário e colocara na nossa cabeca a inteligência que nos faltou até agora. (...) A questão não é apenas dinheiro. Os países em desenvolvimento e os ricos não devem pensar em dinhero como favor, não pensemos que estamos dando esmola, porque o dinheiro que será colocado na mesa é o pagamento pela emissão de gases de efeito estufa feita durante dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro. (...) É necessário mostrar ao mundo de que com meias palavras e com barganhas a gente não encontraria uma solução dessa conferência. (...) Estamos dispostos a participar do financiamento se nos colocarmos de acordo aqui em uma proposta final, mas não estamos de acordo que as figuras mais importantes do planeta Terra assinem qualquer documento para dizer que assinamos." Logo em seguida da fala do nosso Presidente, Obama apareceu com toda pompa e circunstância para decepcionar novamente: a proposta norte-americana só contempla 10% daquilo que a ciência exige!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Aécio "pede pra sair"
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, declarou nessa tarde (17/12/2009) a sua desistência da disputa pela candidatura à presidência em 2010. Em nota oficial lida em companhia do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, Aécio tentou "explicar" de modo quase poético a sua incompetência na luta interna: não conseguir convencer seus pares de sua viabilidade político-eleitoral, apesar de sua fama de grande "aglutinador" político. Uma operação um tanto quanto capciosa e delicada, pois a fraqueza da derrota para Serra teve que servir de demostração de força regional para o projeto partidário nacional. Do ponto de vista pragmático, a maior dificuldade será traduzir esse recuo estratégico para o frustrado eleitor mineiro (o 2º colégio eleitoral do Brasil) que reconhecia em Aécio o retorno de Minas ao protagonismo do jogo político nacional. Com esse novo movimento, o jogo da sucessão presidencial fica cada vez mais o próximo do ideal lulista: um plebiscito entre os governos FHC X Lula. Com a palavra, o neto de Tancredo Neves: "O que me propunha (era) tentar oferecer (algo) novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele. Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições". E ainda, "Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, (...). Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010."
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Democratizar o Estado
Todos sabemos que a crise econômica mundial de 2008 é fruto direto da desregulação da economia e do minimalismo neoliberal. Essa datada agenda política, econômica e ideológica que aprisionou a imaginação coletiva e ditou os limites das políticas econômicas no mundo inteiro foi especialmente preversa para os países em desenvolvimento ou de capitalismo tardio. O que deve nos levar à construção de um novo consenso sobre o papel dos Estados nacionais. Pois é justamente o mapeamento detalhado das dimensões e potencialidades do Estado para a sociedade brasileira que é propiciado pelo brilhante estudo realizado pelo IPEA (www.ipea.gov.br) intitulado "Presença do Estado no Brasil: federação, suas unidades e municipalidades". Já na introdução, Márcio Pochmann denuncia a falsa oposição Estado X Mercado e reivindica a necessidade de se adotar uma perspectiva histórica sobre a questão.
Nas palavras dos autores: "É chegado o momento de entender que o econômico precisa ter metas sociais e que o social é parte essencial do econômico. Do contrário, uma sociedade fica condenada a oscilações sem sentido. Para atingir tais metas, o papel do Estado é essencial. É esta a preocupação, considerando o caso brasileiro, que motivou esta publicação." Tamanho esforço de fundamentar políticas públicas com conhecimento objetivo e sistemático da realidade social brasileira contrasta com o oportunismo simplório da cobertura da grande mídia. Tal má-fé militante cai no vexame quando as próprias reportagens sobre a pesquisa em questão trazem no seu corpo fatos demonstrativos da relevância do Estado e os títulos, chamadas e capas falam do "peso" ou "inchaço" da máquina (apesar da informações tabuladas atestarem a queda do nº de funcionários públicos com relação à população). É por isso que também é super oportuna a fala do professor Emir Sader (www.cartamaior.com.br): "Para uma política antineoliberal, que defende o interesse público, o Estado tem papel central, estratégico, nos planos econômico, político, social e cultural. Mas, para efetivamente desempenhar esse papel, como instrumento de um novo bloco social que dirija os destinos do Brasil e não apenas reproduza a predominância dos interesses dominantes, o Estado tem que ser radicalmente reformado, refundado em torno da esfera pública, desmercantilizando-se, desfinanceirizando-se, tornando-se um Estado para todos os brasileiros."
Nas palavras dos autores: "É chegado o momento de entender que o econômico precisa ter metas sociais e que o social é parte essencial do econômico. Do contrário, uma sociedade fica condenada a oscilações sem sentido. Para atingir tais metas, o papel do Estado é essencial. É esta a preocupação, considerando o caso brasileiro, que motivou esta publicação." Tamanho esforço de fundamentar políticas públicas com conhecimento objetivo e sistemático da realidade social brasileira contrasta com o oportunismo simplório da cobertura da grande mídia. Tal má-fé militante cai no vexame quando as próprias reportagens sobre a pesquisa em questão trazem no seu corpo fatos demonstrativos da relevância do Estado e os títulos, chamadas e capas falam do "peso" ou "inchaço" da máquina (apesar da informações tabuladas atestarem a queda do nº de funcionários públicos com relação à população). É por isso que também é super oportuna a fala do professor Emir Sader (www.cartamaior.com.br): "Para uma política antineoliberal, que defende o interesse público, o Estado tem papel central, estratégico, nos planos econômico, político, social e cultural. Mas, para efetivamente desempenhar esse papel, como instrumento de um novo bloco social que dirija os destinos do Brasil e não apenas reproduza a predominância dos interesses dominantes, o Estado tem que ser radicalmente reformado, refundado em torno da esfera pública, desmercantilizando-se, desfinanceirizando-se, tornando-se um Estado para todos os brasileiros."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Ecos de Renato e conversas de Eduardo com palpites de um alcoviteiro.
Agora qual é o papel da imprensa, dos jornalistas nesse período em que vivemos. Informar, divulgar, trazer ao conhecimento da sociedade informações, mas de forma imparcial, fazendo com que o cidadão faça a sua própria análise. Infelizmente não é assim que alguns meios de comunicação vêm se portando e, em Campos não é diferente.
Um jornal local utiliza suas páginas, para fazer rodar a metralhadora das intrigas e da discórdia. Qual seria o papel desse jornal ao noticiar o Processo de Eleições Internas do PT? Noticiar o processo, entrevistar os candidatos, informar a população o resultado da eleição seria o mais sensato. Para esse jornal não! Eles se utilizam da velha lógica de venda da imprensa: notícia ruim repercute mais. Só que existe também outra lógica: Quem bate perde. E esse jornal só vem perdendo espaço na sociedade. Aí tiveram uma idéia, ou melhor, copiaram de muitos pelo planeta: Vamos fazer blogs. São mais rápidos, as pessoas gostam e são de graça. Mais a lógica continua: notícia ruim repercute mais.
A metralhadora do mal vai além do processo eleitoral. Faz intrigas com o intuito de denegrir a imagem de vários militantes históricos, acusando – os de métodos de covardia virtual. Opiniões e ações de um blogueiro não remetem a posição de outros militantes da mesma corrente política do Partido.
A comunidade interna do PT de Campos sabe melhor do que qualquer outra pessoa, a necessidade do diálogo interno para garantir a consolidação de uma alternativa para o cenário político que nossa cidade apresenta hoje. Não precisamos de alcoviteiros. Faça seu papel, informe, divulgue, noticie. O presidente eleito do Diretório Municipal, professor Eduardo Peixoto, sabe dialogar, é aceito pelas outras correntes, tem bagagem, e com certeza fará um belo trabalho nos próximos dois anos. Meu caro, pergunte se em algum momento ele foi vítima de alguma covardia de outras correntes? Garanto que não. Sabe por quê? Não é a nossa praia. No PT o diálogo vem em primeiro lugar, porque é ele que garante a democracia. De que adianta o voto se eu não posso dialogar?
Resumo da história: Um jornalista que nem filiado é, e adora dar palpites na condução do PT. Se quiser debater o PT se filia meu caro.
Ah! Não quer porque é mais fácil ser alcoviteiro.
Marcel Cardoso cursa Licenciatura em Geografia no Instituto Federal Fluminense, onde exerce a função de presidente do Diretório Central dos Estudantes.
Blogs, jornais e ética
Repercutiu recentemente na “blogosfera” local um texto do Frei Beto, sobre a blogueira cubana Yoani Sánches – referência da militância virtual anti-Cuba – identificando contradições e possíveis leviandades nos textos panfletários da ativista contra o governo de seu país. Como disse o Professor Maycon Bezerra de Almeida em seu blog – clique aqui para conferir – vale a pena a leitura do mesmo.
O texto citado me remeteu a uma reflexão que me ocupa a mais de dois anos, quando resolvi criar um blog pessoal na internet para publicizar minhas opiniões sobre diversos assuntos: sendo um blog um instrumento de mídia, até que ponto minha conduta “editorial” deveria se reportar aos padrões e a ética jornalística? Não sendo eu um jornalista, e sendo minha página pessoal e explicitamente destinada à expressão do pensamento meu e de meus colaboradores, qual meu compromisso com a livre manifestação do contraditório e a confirmação de versões a serem divulgadas no blog? Desde então tenho tentado cotidianamente equilibrar estas questões a partir do exercício da ética.
Essa proposta me impede de publicar ou mesmo de sugerir referências a fatos que não presenciei e a versões que reflitam o ponto de vista e a percepção apenas de um lado envolvido em determinada questão.
Penso que este debate é pertinente na medida em que jornais locais reproduzem tendência da imprensa de circulação nacional em manter blogs em seus espaços virtuais, as versões online. Em blogs de jornalistas, ou vinculados a órgãos de imprensa creio que deveria ser algo mais natural a reprodução de padrões éticos típicos da prática do bom jornalismo, como por exemplo, o procedimento de ouvir diferentes versões sobre um fato antes de tornar pública uma delas, de forma a causar prejuízo irreversível à imagem de terceiros. Um bom adendo ao debate sobre blogs, jornais, mídia em geral e coisas da pólis nesta planície.
O texto citado me remeteu a uma reflexão que me ocupa a mais de dois anos, quando resolvi criar um blog pessoal na internet para publicizar minhas opiniões sobre diversos assuntos: sendo um blog um instrumento de mídia, até que ponto minha conduta “editorial” deveria se reportar aos padrões e a ética jornalística? Não sendo eu um jornalista, e sendo minha página pessoal e explicitamente destinada à expressão do pensamento meu e de meus colaboradores, qual meu compromisso com a livre manifestação do contraditório e a confirmação de versões a serem divulgadas no blog? Desde então tenho tentado cotidianamente equilibrar estas questões a partir do exercício da ética.
Essa proposta me impede de publicar ou mesmo de sugerir referências a fatos que não presenciei e a versões que reflitam o ponto de vista e a percepção apenas de um lado envolvido em determinada questão.
Penso que este debate é pertinente na medida em que jornais locais reproduzem tendência da imprensa de circulação nacional em manter blogs em seus espaços virtuais, as versões online. Em blogs de jornalistas, ou vinculados a órgãos de imprensa creio que deveria ser algo mais natural a reprodução de padrões éticos típicos da prática do bom jornalismo, como por exemplo, o procedimento de ouvir diferentes versões sobre um fato antes de tornar pública uma delas, de forma a causar prejuízo irreversível à imagem de terceiros. Um bom adendo ao debate sobre blogs, jornais, mídia em geral e coisas da pólis nesta planície.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Obrigado!
O blogueiro, em nome da Chapa 1 - Oposição. Reconstrução do Sinpro, vem pelo presente agradecer aos (às) 93 professores (as) que sufragaram nossa proposta de mudança e reestruturação de nosso sindicato no próximo triênio.
A apuração do pleito terminou agora há pouco. O pleito teve a participação de cerca de 40% a mais de eleitores do que em 2006. Mas o universo de filiados na base local - cerca de 300 companheiros(as) - ainda é bastante restrito frente potencial representatividade da categoria.
A ampliação da base filiada, assim como a negociação de reajustes para a categoria - há dois anos sem aumento na data base - e a reatomada do diálogo com os professores nas diversas escolas da educação infantil ao nível superioir são alguns dos objetivos da gestão que se inicia no próximo dia 04 de janeiro.
Contamos com cada professor(a) nesa luta!
ATUALIZAÇÃO em 13/12 à 01:30
Alertado pelo companheiro Fabiano Rangel, diretor do STAECNON, esclarecemos os números da eleição no Sinpro Campos/ São João da Barra onde a nossa vitoriosa Chapa 1 teve 93 votos contra 87 da Chapa da situação.
A apuração do pleito terminou agora há pouco. O pleito teve a participação de cerca de 40% a mais de eleitores do que em 2006. Mas o universo de filiados na base local - cerca de 300 companheiros(as) - ainda é bastante restrito frente potencial representatividade da categoria.
A ampliação da base filiada, assim como a negociação de reajustes para a categoria - há dois anos sem aumento na data base - e a reatomada do diálogo com os professores nas diversas escolas da educação infantil ao nível superioir são alguns dos objetivos da gestão que se inicia no próximo dia 04 de janeiro.
Contamos com cada professor(a) nesa luta!
ATUALIZAÇÃO em 13/12 à 01:30
Alertado pelo companheiro Fabiano Rangel, diretor do STAECNON, esclarecemos os números da eleição no Sinpro Campos/ São João da Barra onde a nossa vitoriosa Chapa 1 teve 93 votos contra 87 da Chapa da situação.
"Boquinha" frenética
E a sanha do PT pedinte continua. Em mais uma declaração infeliz, o deputado federal e presidente eleito do PT-RJ explicita os motivos ideológicos e a coerência política do "projeto" de poder que representa. Nos desculpem os especialistas em análise de discurso, mas nada mais didático e exemplar do que a fala direta de um "protagonista" histórico: "A aliança entre PT e PMDB tem como princípio o Cabral ser o governador e os outros cargos serem definidos a partir da negociação entre os partidos que compõem a aliança. A ideia é que agente possa construir o governo, e não aderir. Se a decisão de ter o Pezão já estiver tomada, podemos, em março, decidir por uma candidatura própria." (Luiz Sérgio, O Globo 11/12/2009) Ou o deputado não sabe o que é um princípio ou se sabe não deveria condicioná-lo à negociação de cargos. Será essa confusão uma nova modalidade de déficit cognitivo?
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Chororô do "vencedor"
Depois de sair vencedor da acirrada disputa do PED (Processo de Eleição Direta) do Partido dos trabalhadores do estado do Rio, o deputado federal Luiz Sérgio vem a público "humilhado e ofendido". Ao contrário de uma postura altaneira e magnânima que se espera do presidente regional, legitimamente eleito, do maior do maior partido de esquerda do Brasil, o deputado se coloca na posição indigna de pedinte patético. Diante da rejeição de Cabral e do PMDB-RJ aos seus pleitos, especialmente a negativa ao pedido de compor a chapa de Cabral como vice-governador, Luiz Sérgio é só lamúrias e queixumes: "Aliança é sempre algo que você precisa construir. Minha eleição não garante que já está confirmada a aliança." Então foi para isso, para representar esse papel de subordinado "pau mandado" e fiador da "garantia" do esquema Cabral-Picciani no PT, que o deputado foi eleito??? Nas disputas políticas, independente do resultado final, você pode sair "maior" ou "menor". Pois esse parece o caso típico de nanismo inevitável e voluntário!
Assinar:
Postagens (Atom)

