sábado, 10 de outubro de 2009
Lindberg no ataque
Além disso, em face aos problemas enfrentados pela população com o precário e degradante serviço de trens no Rio, como também com a elitista conivência do Governo Cabral com os interesses da empresa SuperVia, ele declarou: "Há anos a população da Baixada sofre com os péssimos serviços prestados pela SuperVia. São atrasos nas viagens, desrespeito aos trabalhadores, falta de segurança e acidentes. Aqui estamos na Idade da Pedra, o sistema de transporte é totalmente ultrapassado." Num "mano a mano" direto com Cabral ele cobra: "E aí, governador? Ontem foi na Baixada; hoje, na Central do Brasil. É mais uma ação de vândalos, vagabundos?É hora do Governo do Estado assumir sua responsabilidade e tomar uma posição dura em relação à Supervia."
Segundo Lindberg (lindbergfarias.blogspot.com), não só por razões político-eleitorais mas em reação às prioridades da atual gestão, "Vamos ter candidato a governador, até mesmo porque essa é uma necessidade do povo trabalhador do Rio que precisa, novamente, unificar as forças que defendam seus interesses. A minha candidatura a governador deu mais um passo a frente porque, com esse fato, muitos que articulavam contra ela perderam a coerência e legitimidade de seus discursos.".
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Desandou
Com a derrota, o Goyta, que já havia jogado mal na vitória contra o Bonsucesso sábado, no Arizão, perde a liderança e acende a luz amarela na difícil disputa por uma vaga na primeira divisão em 2010.
Tá certo que há equilíbrio na disputa, que o jogo era fora de casa, que a arbitragem mais uma vez agiu de forma "estranha", marcando um penalti inexistente quando a partida estava empatada. Ou seja, não é o fim da linha... Mas tomar uma virada de quatro vencendo por 2X0, numa disputa marcada pelo equilíbrio... É perder ótima oportunidade de construir o objetivo. E a Portuguesa vai virando um fantasma na vida do Goyta. Agora sábado, contra o Nova Iguaçu é vencer ou vencer para permanecer nas primeiras posições. Vamos lotar o Arizão!!! Apesar do vexame, dá-lhe Goyta!
Conseguimos conquistar com braço forte
Uma boa nova que merece ser anunciada é a abertura dos arquivos de importantes veículos de comunicação que estão disponibilizando on-line suas edições. O New York Times saiu na frente e a revista Life fez o mesmo, em associação com o google permite a visualização de dez milhões de fotos e vários textos. A revista foi uma das mais influentes publicações dos EUA e chegou a vender treze milhões e meio de exemplares por semana.
Vasculhar os números da revista é uma experiência muito interessante e revela importantes aspectos da sociedade americana e do mundo no século XX. Examinando a edição de dezembro de 1936 encontrei uma fotoreportagem do Brasil com um texto que espelhava bem a visão que o mundo desenvolvido tinha do nosso país. Em meio a várias imagens do Rio de Janeiro e da floresta amazônica lê-se: “Os conquistadores portugueses não trouxeram suas esposas e casaram-se com as índias, seus descendentes se juntaram aos negros escravos. A mistura não deu certo”. “Brasileiros são pessoas encantadoras, mas são incuravelmente preguiçosos... é uma colossal falha da humanidade”.
Era assim que o mundo via o Brasil: um país bonito, exótico e até simpático, mas irremediavelmente condenado ao fracasso em virtude de seu povo mestiço. Tais concepções eram amparadas nos trabalhos de escritores como Gobineau, Le bon e Taine que procuravam mostrar uma relação entre os atributos físicos e morais fazendo da “raça” um elemento definidor do futuro das nações. Gobineau que viveu no Rio de Janeiro por quinze meses chegou a escrever: "Trata-se de uma população totalmente mulata, viciada no sangue e no espírito e assustadoramente feia”. O pior é que essa leitura do Brasil era obedientemente repetida por nossos intelectuais, figuras como Nina Rodrigues, Silvio Romero e João Batista Lacerda não se cansavam de trombetear “as mazelas da miscigenação”, os males das “misturas das raças”, adotando uma visão colonizada do país que condenava nosso futuro.
O mundo mudou muito no século XX e as doutrinas que reivindicam superioridade “racial” foram fragorosamente desmoralizadas tanto pela realidade quanto pela genética. O Brasil também é outro país e não foi por acaso que fomos escolhidos para sediar as olimpíadas. Em 1980, os jogos de Moscou reconheciam a URSS como superpotência global que liderava o bloco comunista. Em Seul era a vez de reconhecer o avanço econômico de um país que em trinta anos se reergueu da guerra e se tornou uma potência regional. Em 1992 foi a vez de celebrar a nova Espanha democrática e desenvolvida. A oportunidade da Grécia veio em 2004, um reconhecimento ao seu progresso e estabilidade. As Olimpíadas de 2008 na China homologaram o status de potência econômica do século 21.
A escolha do Rio de Janeiro simboliza o prestígio do novo Brasil que surge com o governo Lula, representa uma mudança da percepção que o mundo todo tem do país e coroa os êxitos de um governo que projeta o Brasil a uma posição inédita no cenário global. Os jornais estrangeiros foram bastante enfáticos no registro de nossa nova imagem perante o mundo: o inglês The Guardian sentenciou que o Brasil será “superpotência global”, o Financial Times reconhece a emergência do país afirmando que o Brasil é decisivo nas rodadas de negociações internacionais, o americano The Christian Science Monitor cobra nossa entrada no conselho de segurança da ONU. O Wall Street Journal lembra que a escolha cristaliza nossa ascensão política e econômica. Enfim o planeta reconhece a nova condição internacional que só pode ser entendida como decorrência das mudanças que o país atravessa e como resultado de uma política externa que não se apequena diante do mundo.
O comovente e histórico discurso do presidente Lula em Copenhague sintetizou em pouco mais de seis minutos todas estas mudanças e o novo orgulho de ser brasileiro: “Olhando para os cinco aros do símbolo olímpico vejo neles o meu país, um Brasil de homens e mulheres de todos os continentes: Americanos, europeus, africanos, asiáticos todos orgulhosos de suas origens e mais orgulhosos de se sentirem brasileiros. Não só somos um povo misturado, mas um povo que gosta muito de ser misturado. É o que faz nossa identidade, digo com toda a franqueza chegou nossa hora.”
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Bicicleta: uma alternativa viável e correta
Prova de que a bicicleta está na vanguarda de um planejamento urbano que considere a crise em curso no mundo contemporâneo, que não é apenas econômica, é também – e talvez seja sobretudo – uma crise ambiental. Vivemos numa conjuntura onde o excesso no consumo faz com que mesmo pessoas mais sensíveis a causa ambiental extrapolem o limite do que seria razoável consumir num contexto de desenvolvimento sustentável. Há um descompasso entre a produção capitalista demandada e o desejável em termos de equilíbrio ambiental. Muitos dos ativistas que partem desta premissa apontam o transporte urbano como um dos principais fatores de poluição ligados a esta lógica.
O carro, símbolo de ascensão social e de “independência”, utilizado cada vez mais de forma individualista, é o principal vilão entre os veículos poluidores, além de o aumento do volume da frota em circulação trazer transtornos a ordem e ao planejamento de cidades grandes e de médio porte.
A realidade de Campos se adequa bem a este debate. Aqui, pela cultura e topografia local, parece pertinente inserir uma tendência em voga na Europa, onde o uso a bicicleta tem sido recuperado como alternativa aos veículos poluidores. Tal debate aliás já existe entre amantes da bicicleta, urbanistas e empresários que, apoiados por instituições como IFF, UCAM, FAFIC e ISECENSA, planejam para breve um seminário onde essa discussão seja travada considerando a perspectiva local. Espero que governo local possa estar atento a esta iniciativa. A questão do transporte urbano vai além da passagem a R$ 1,00.
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Boladas

Além de inúmeras atividades militantes, paternas, profissionais e particulares que impedem a dinâmica regular deste blog, confesso que uma certa desconfiança fez com que esse assunto tenha ficado fora da pauta há tempos.
Mas agora, no momento em que, depois da leitura do Lance - durante exercício na ergométrica - volto a vestir minha "papagaio-de-vintém" carinhosamente guardada no armário há semanas após um belo banho matinal, sinto a alegria e o orgulho habitual para voltar a sorrir e crer na classificação do rubro-negro para a libertadores 2010, e há boas razões para isso:
1- A defesa se arrumou. A companhia de Alvaro fez muito bem ao bom Angelim e, bem protegido, Bruno, voltou a boa fase e há seis jogos não vai bsucar a bola nas redes.
Ontem, mesmo sem a segurança da zaga titular, o time não teve problemas nesse setor e manteve a invencibilidade e a sequencia de jogos sem sofrer gol;
2- O Imperador! E aqui não há muito o que comentar. Artilheiro do campeonato e solução para o incômodo problema de falta de gols dos atacantes que marcou o time no carioca, apesar do título;
3- A melhora no desmpenho de jogadores como Petkovic - bem melhor no Fla do que nos tempos de Flu, Atlético e Goiás - Leo Moura, Zé Roberto, Fierro e Evérton. E a expectativa do retorno de Juan a forma, voltando a ser mais uma excelente opção do mengão para atacar pelas alas;
4- A campanha do segundo turno. Lembra muito a campanha do segundo turno de 2007, comandada por papai Joel. Mérito do Andrade. Com seu jeito manso e sua habitual elegância e inteligência, o craque, que fazia o simples de forma genial e eficiente nas quatros linhas, mostra que amadureceu muito com as experiências treinando equipes de base e como auxiliar técnico. É uma realidade. Um treinador maduro que mantém a tradição do Mengo em buscar boas soluções "caseiras" para o sucesso, como já foi com Zagalo e Carlinhos em outras ocasiões.
Por tudo isso a nação - que protagonizou ontem o maior publico do Brasileirão - voltou a sorrir. Os próximos jogos com Vitória e São Paulo envolvem grande expectativa. O Fla precisa vencer para alcançar o G-4, mas não terá Adriano, a serviço da seleção. Espero que o discreto Tromba tire mais um coelho da cartola.
Azul
No sábado o Goyta, mesmo jogando mal conseguiu mais três pontos e segue na ponta - ao lado do Sendas - da fase final da segundona carioca.
Quarta o jogo é fora, conta a Portuguesa, tradicional adversário e um dos concorrentes às duas vagas em disputa. Um empate já está de bom tamanho. Se beliscar uma vitória como contra o América melhor. Dá-lhe Goyta!
Ansiedade?
O Gustavo Carvalho também há tempos não escreve aqui sobre o Vasco. Nas ultimas rodadas o time caiu de rendimento segundo o professor Luciano D'Angelo, outro ilustre vascaíno.
Conversei rapidamente esta semana sobre a derrota para o Figueirense com o Professor Ricardo Antonio - também apaixonado cruzmaltino. Ele concordou comigo que a ansiedade deve estar atrapalhando. O Vasco, a nove pontos do acesso matemático, caiu de produção. No sábado a chuva atrapalhou - lembrei do jogo do Mengão contra o Inter - contudo, o Vila Nova ajudou segurando um empate com o guarani no Brinco de Ouro.
Xô vice
Agora, oito pontos separam o Vascão da série A. Dorival precisa acalmar e organizar o time rumo a este objetivo já. Mas o professor Ricardo me fez a mesma observação do taxista Pingo - destacada aqui há meses. Não basta o acesso. Os vascaínos querem o título. Nada de vice.
Cultura, literatura e idéias...
Abraço e sucesso para o meu irmão e colaborador Gustavo Carvalho, para o querido Guilherme "Lery" Carvalho e para o gente boa Cícero nesse empreendimento!
O brasileiro e seu duplo
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Madison acorda, eles enlouqueceram
O dia doze deste mês foi marcado por uma manifestação em Washington nos EUA que recebeu injustificada negligencia dos meios de comunicação no Brasil e em outros países. Os organizadores falam em um milhão de pessoas e diferentes órgãos da imprensa calcularam entre trinta e setenta mil o número de manifestantes. Estamos falando da “Taxpayer March” ou marcha do contribuinte, com amplo apoio da rede Fox de televisão a mobilização foi convocada por uma organização chamada Freedomworks que defende redução de impostos e não intervenção do estado na economia. O objetivo era protestar contra o aumento de impostos e contra as ações do governo Obama no sentido de expandir o sistema de saúde pública no país.
Aparentemente tudo corriqueiro: um país democrático, uma manifestação pacífica, um protesto contra aumento de impostos. Nada mais americano que isso, afinal o país foi fundado a partir de um movimento inicialmente motivado por questões de natureza tributária. No entanto um olhar mais atento aos manifestantes revela imagens incríveis, assustadoras. Refiro-me aos cartazes caseiros que vários americanos portavam com indisfarçável orgulho, as frases e montagens fotográficas são tão surreais que parecem ficção. Um garoto de uns treze anos trajava uma camiseta preta onde se lia: “a cura para o comunismo de Obama é uma nova era de Macarthismo”; uma senhora idosa carregava um cartaz intitulado “a matemática americana”. Nele é possível ver as fotos de Lênin, Stálin, Hitler e Fidel Castro cuja soma é igual à Obama. Mais a frente outra senhora empunha os seguintes dizeres: “O anticristo está vivendo na casa branca”. As imagens exibem com cores fortes o pensamento da extrema direita americana, um cartaz parece resumir o desejo de todos: “Enterraremos Obama como fizermos com Kennedy”.
O pensamento conservador nos EUA tem raízes na colonização, o país sempre teve vários grupos de extrema direita sendo alguns organizados
O radialista e cineastra Alex Jones filmou “A decepção Obama” onde acusa o presidente de ser um agente a serviço de financistas que também teriam patrocinado Lênin, Stalin e Hitler. James Von Brunn ex-combatente da segunda guerra é nazista assumido, escreveu livro louvando Hitler e negando o holocausto, é autor de vários atentados e de pelo menos um assassinato. Sua acusação: Obama é um representante disfarçado de uma conspiração judaica. Pela matriz religiosa os ataques procuram apresentar o presidente americano como um ateu pró aborto e que pretende promover o islamismo. Jornais já chegaram até a questionar a nacionalidade do presidente afirmando que teria nascido no Quênia e não no Havaí. Delírios histéricos como estes expressam a voz de uma minoria branca ressentida que como vemos não conseguem enxergar nada além de seus preconceitos, a boa notícia é que eles não têm voto. Mas a postura dos republicanos é preocupante, desmoralizados com o fracasso retumbante de Bush filho e com a crise que ele pilotou, flertam com esses grupos, alimentam suas insanidades. Sarah Palin ex-candidata à vice pelo partido escreveu que a reforma de saúde proposta por Obama vai promover a eutanásia dos improdutivos e instaurar o “tribunal da morte.”
A quase cento e oitenta anos atrás o francês Aléxis de Tocqueville escreveu um livro genial sobre os EUA que ele visitou, e no penúltimo capítulo alertava: “a espécie de opressão com que os povos democráticos são ameaçados não se parecerá em nada com a que precedeu no mundo ... despotismo e tirania não convém. A coisa é nova, é preciso procurar defini-la.”
artigo publicado no Monitor Campista, 30 de setembro
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
"O feitiço virou"
O presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Rafanele Alves, passou de réu a vítima em apenas algumas horas. Preso por policiais militares na manhã de terça-feira (29), o dirigente foi assessorado por advogados da direção da OAB local, que comprovaram sua inocência. As queixas de agressão que pesavam sobre ele foram retiradas e foram registradas reclamações contra o gerente-geral da agência Centro do Bradesco, Sérgio Ricardo Soares Fernandes e contra o Cabo Jean. O gerente da agência ainda passou pelo constrangimento de ser conduzido à delegacia para prestar depoimento dentro de uma viatura policial.
A medida foi necessária porque o gestor, seguindo orientação da diretoria regional do banco, recusou-se a ir até a delegacia para registrar seu depoimento. A delegada, então, ordenou que os policiais o conduzissem ao distrito policial (foto). O gestor acabou sendo autuado por perturbação da ordem pública, por ter chamado a PM para abrir uma agência que não tinha condições de funcionar para atendimento ao público, já que não havia funcionários suficientes dentro da unidade.
Contra o Cabo Jean, que agrediu Rafanele quando ele já estava dominado, seguro por dois outros PMS, a delegada abriu queixa-crime por lesão corporal.
Na terça-feira, no final do dia, houve uma manifestação em frente à unidade, para evitar que funcionários entrassem para trabalhar depois da desmobilização dos piquetes. Com o fim de horário de atendimento bancário, dirigentes e bancários de base se concentraram em frente à agência. Durante toda a quarta-feira a unidade ficou fechada e nenhum funcionário entrou para trabalhar. O Sindicato montou um plantão que monitora a entrada e a saída de funcionários, ao mesmo tempo em que denuncia à população as práticas antissindicais do Bradesco. A manifestação contou com a já famosa Vaca Valio$a, que acompanha muitas atividades e com uma caixão com a fotografia do gerente.
Olha ele aí...
A triste figura na foto - finalmente enviada por um querido colaborador do blog - é o gerente-geral da agência central do Bradesco em Campos, Sérgio Ricardo Soares Fernandes, sendo conduzido pela PM à Delegacia de Polícia após se recusar a lá comparecer voluntariamente para prestar depoimento sobre agressão e prisão arbitrária sofridas pelo Presidente do Sindicato dos Bancários de Campos, Rafanele Alves, depois dele ter acionado a PM contra os grevistas na manhã da última terça-feira.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Bagunça e desrespeito
O fluxo de passageiros aumentou visivelmente desde a implantação da "passagem a R$ 1,00", mas as empresas, que há cinco meses recebem expressivos repasses da Prefeitura - projeções apontam que algumas delas já receberam alguns milhões de reais - e que há dias já cobram R$ 1,60 dos usuários que ainda não conseguiram retirar seu "cartão cidadão" ou não se dignaram a passar pela exposição às enormes filas, mantêm em várias linhas bastante utilizdas, mesmo em horários de rush, ridículos e minúsculos microônibus, cuja utilização deveria se restringir a linhas de pouco fluxo de passageiros ou a horários de menor circulação destes. A EMUT não controla a frota destas empresas, o estado de conservação dos coletivos e a adequação de cada carro à linha na qual circula.
Há ainda grande confusão no que se refere ao direito à gratuidade dos idosos com mais de 60 anos - garantido por Lei proposta pelo recém-falecido Vereador Renato Barbosa. Os malditos microônibus inclusive são usados como forma de burlar o direito dos idosos à gratuidade. Hoje mesmo vi um senhor - que identifiquei como alguém ligado a um membro do primeiro escalão do governo municipal - descer de um ônibus da Viação Siqueira por não concordar com a exigência do motorista de que ele pagasse R$ 1,00 para seguir viagem. Na compreensão dele, seu "cartão cidadão" deveria lhe garantir a gratuidade. É bom pedir a seu companheiro para avisar aos fiscais da EMUT!
Soube de outro caso onde o motorista da Viação Cordeiro impediu uma senhora de Dores de Macabu de usufruir da gratuidade por não ser portadora do "cartão-cidadão". Sem o documento do cadastro oficial da Prefeitura, a senhora não pode nem mesmo pagar a "tarifa social" de R$ 1,00. Precisou pagar R$ 5,80 para chegar ao centro da cidade.
Enfim, após cinco meses de implantação, a passagem a R$ 1,00, carro-chefe do marketing eleitoral de Rosinha, não conseguiu ainda se organizar de forma a atender satisfatoriamente os usuários do transporte coletivo. Pelo jeito, satisfeitos com o programa só mesmo os empresários do setor.
O Brasil e seu lugar no mundo
Em uma matéria sobre a crise em Honduras afirma:
“In recent years the South American powerhouse has been recognized as the first real counterweight to the U.S. in the western hemisphere.”
Tradução livre: “Nos últimos anos, a potência Sul americana foi reconhecida como o primeiro e real ‘contrapeso’ para os EUA no hemisfério ocidental.”
Mais OAB
A respeito da resposta do nosso futuro Presidente Cláudio Andrade, às inverdades assacadas pela chapa da situação e, para efeito de confirmar a veracidade dos fatos, digo o seguinte: a)NÃO existe nenhum material de campanha da chapa de OPOSIÇÃO que seja objeto de fraude, farsa ou falsidade; b) por duas vezes, tive oportunidade de visitar o Comite Eleitoral do Presidente Wadih, no Rio de Janeiro: a primeira vez, antes de evento realizado na ABI (lançamento da candidatura do Wadih à reeleição), em companhia do Cláudio Andrade (até tivemos o prazer de encontrar naquela ocasião o atual Presidente Filipe o jornalista Adelfran e o nobre colega Dr. Jansen) do Conselheiro Estadual Marcos Bruno, de quem sou colega de escritório há mais de 35 anos e também do ilustre advogado e Vice Presidente do TED da OAB-RJ Dr. Geraldo Beiruth, meu conhecido de mais de 20 anos, dispensando maiores comentários em relação a idoneidade, honestidade e vida profissional deles; na segunda vez, em companhia somente do Conselheiro Marcos Bruno. Nas duas oportunidades fui e SOU testemunha do empenho deles e meu, - porque faço parte da chapa de oposição -, em relação à confecção do material de campanha a cargo do Comite Estadual. Nas duas vezes fomos muito bem recebidos naquele Comite e retornamos à Campos na certeza de que o referido material de campanha seria feito e entregue como efetivamente foi. Na semana passada, finalmente, o material chegou em duas remessas. A primeira, 500 adesivos, por pessoa encarregada pelo Comite Estadual de entregar o referido material de campanha em diversas subseções do interior. A segunda, mais 500 adesivos, na sexta feira última,diretamente das mãos do Conselheiro Marcos Bruno que trouxe, pessoalmente o material, após participar, na quinta feira, no dia anterior, no Rio de Janeiro, de diversos eventos de campanha em companhia do Presidente Wadih. Assim, posso afirmar que ao contrário do que foi veiculado, o material de campanha da Chapa de Oposição é LIMPO! A vocês nobres e ilustres colegas-eleitores incumbe a tarefa de separar a VERDADE da MENTIRA e escolher no próximo dia 16 de novembro o Presidente da 12ª Subseção, que pelos seus méritos e suas propostas, lutará pelo restabelecimento das nossas PRERROGATIVAS e, mais que isso, pela ÉTICA PROFISSIONAL, tão ignorada e esquecida hoje em dia.
Abraço a todos!
Luís Carlos Manhães Rodrigues
Conselheiro na CHAPA "ORDEM PARA TODOS".
Em tempo
Esta nota não foi postada ontem pois havia a expectativa de que um caro colaborador do blog enviasse e-mail com mais detalhes sobre o lamentável episódio envolvendo a agressão e prisão do companheiro Rafanele Alves, presidente do Sindicato dos bancários, na manhã de terça-feira em frente a agência central do Bradesco em Campos.Assim, antes tarde do que nunca, o blog manifesta publicamente sua solidariedade ao companheiro Rafanele, seu apoio ao movimento grevista dos bancários e seu repúdio ao gerente da agência - que provocou o episódio - ao Bradesco e à PM local, que agiu de forma impulsiva em defesa do capital financeiro.
Me lembrou um velho slogan dos bancários contra as demissões em massa, do meu tempo de movimento estudantil: "Não poupe no Bradesco, o Bradesco não poupa ninguém."
FOTO: ABr
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Embalou!
Com a vitória, o Azul divide a liderança da competição com o Sendas e se credencia definitivamente como uma das forças na disputa por uma das duas vagas na elite do campeonato estadual 2010.
O goleiro Adriano mais uma vez foi um dos destaques da equipe, garantindo o resultado quando o América pressionou no fim da partida.
Agora vamos lotar o Arizão no sábado contra o Bonsucesso e secar o Sendas contra o Nova Iguaçu.
Dá-lhe Goyta!!!
"Construindo um novo" momento?
Nesse momento em que nos voltamos para os debates do PED - outro assunto que ainda não recebeu aqui o devido tratamento em função da exiguidade do tempo - a consideração de tal hipótese, que para alguns pode parecer prematura, me parece um bom sinal. Sinal de que podemos finalmente retomar o consenso sobre o protagonismo do PT na construção de um novo modelo de gestão para política local, diferente dos vícios e da incompetência que campea no governo atual assim como nos que o antecederam - herdeiros da mesma gênese política fundada por Garotinho, a despeito do racha.
Assim, a Vereadora se credencia para exercer seu papel de figura pública do partido abrindo o diálogo com as diversas instâncias e setores do partido em Campos e para liderar tal processo.
Estarei a postos para colaborar com a construção de um projeto partidário fundamentado na unidade interna e na independência de forças políticas que são responsáveis pelo lamentável quadro político construido nesta cidade nos últimos vinte anos.
O legado de Nilo Peçanha
Em um artigo no Diário de Pernambuco, no ano de 1938, Gilberto Freire escreve que “Nilo Peçanha foi até hoje a melhor afirmação na arte política” do Brasil. O único presidente campista participou ativamente da luta pela abolição da escravatura, junto com José do Patrocínio e outros e do movimento em prol da República.
Sua vida política teve início quando foi eleito para a Assembléia Constituinte de 1890. Foi Presidente do Estado do Rio de Janeiro (atual cargo de Governador), Senador, Ministro de Relações Exteriores e Presidente da República, após a morte de Afonso Pena.
Com a chegada ao maior cargo político do país, Nilo Peçanha criou o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, o Serviço de Proteção aos Índios, que posteriormente deu origem a FUNAI e incentivou a construção de ferrovias em todo o Brasil. Assinou em 23 de setembro de 1909, a lei que criava as Escolas de Aprendizes e Artífices, instituições de ensino técnico. Atualmente elas recebem a nomenclatura de Institutos Federais e / ou CEFET. O objetivo dessas escolas era educar “trabalhadores livres”, “os despossuídos de fortuna” numa sociedade recém saída da escravidão. Nilo incentivava também o trabalho feminino nas repartições públicas.
Sua gestão a frente da Presidência da República foi marcada por uma intensa agitação política, motivada pela divergência política com Pinheiro Machado, líder do Partido Republicano Conservador.
Nilo Peçanha permaneceu apenas dois anos como Presidente da República, mas certamente tem lugar privilegiado na história do Brasil, podendo ser considerado um estadista, um homem público voltado para servir ao seu país, pensando nas próximas gerações.
Marcel Cardoso cursa Licenciatura em Geografia no Instituto Federal Fluminense, onde exerce a função de Presidente do Diretório Central dos Estudantes.
Artigo publicado na edição de ontem do Monitor Campista.
