segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lamentável desfecho

É mesmo questão de tempo o anúncio da desistência de Lindberg Farias em disputar o governo do estado.
Cumpre lamentar a decisão da cúpula do governo federal que elimina a chance de projetar uma nova liderança popular no pobre cenário político fluminense.
Pelo jeito, o prestígio de júnior cabral no famigerado e oportunista "aliado" que lhe empresta - ou aluga - a legenda deve mesmo andar em alta. Tudo indica que foi grande a pressão para garrotear a candidatura do Prefeito de Nova Iguaçu em favor do apoio petista ao desgoverno em curso no rio de janeiro. Deve ser assim, com letras minúsculas, que os companheiros do Planalto vêem este ente federativo, mais uma vez sacrificado em nome de um legítimo projeto nacional. Contudo, por mais que apoiemos e nos orgulhemos deste projeto e façamos a sua defesa, é duro conformar-se com a decisão que se justifica mediante o argumento "É o melhor pro Brasil!" Mas, e o Rio? "Paciência!" Enfim, pior pro Rio!
Será que os companheiros paulistas aceitariam ceder mais um mandato ao Serra em troca da garantia da eleição da companheira Dilma?
Bem sei que o raciocínio é simplista e despolitizado. Até mesmo pueril...
Mas o cidadão fluminense tem todo o direito de constatar que o desgoverno de júnior cabral é tão ruim quanto o de Serra em SP, apesar do primeiro gostar de bajular Lula...
Enfim, pobre Rio. Há de padecer mais quatro anos em função de conchavos palacianos?
A definição é constrangedora mesmo para o recém-eleito presidente do PT estadual, Deputado Federal Luiz Sérgio, que ensaiva endurecer o discurso e a negociação frente a arrogância e a inabilidade de júnior cabral - que aparentemente agiu ciente do enquadramento a ser imposto à este Diretório Regional. E desastrosa para as perspectivas de crescimento das bancadas parlamentares do PT do Rio na Câmara Federal e na ALERJ.
Mas o pior de tudo é a castração da possibilidade de algo novo na política fluminense. Desta vez não se esperará o Encontro Estadual. O rodo é mais sutil e silencioso, provavelmente mais eficiente. Mas já vimos este filme antes. Há uma sensação de déjà vu nos petistas fluminenses. O favorecido de outrora talvez seja prejudicado agora. Mas ambos os ungidos - aliados durante todos os oito anos de gestão da dinastia que antecedeu o mandato em curso - se parecem muito...
Quem perde mesmo é o cidadão fluminense e seu sonho de um governo melhor!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lula verbaliza a frustração do mundo

O Presidente Lula acaba de surpreender o mundo ao discursar na COP 15, a cúpula mundial que discute as possíveis soluções para os graves problemas climáticos do mundo. O plenário do evento, que acontece na Dinamarca, acompanhou com atenção e entusiasmo o discurso de improsivo (e por isso mais autêntico) e indignado de Lula. Declarando-se frustrado com as tentativas de acordo até aquele momento, o presidente brasileiro re-afirmou: "Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade no último período. Todos nós sabemos do que é preciso para manter o compromisso das metas e o compromisso dos financiamentos. Temos que manter os princípios adotados no protocolo de Kyoto. Temos reponsabilidades comuns. (...) Gostaria de sair daqui com o documento mais perfeito do mundo, mas se não conseguimos fazer até agora não sei se algum anjo ou algum sábio descerá nesse plenário e colocara na nossa cabeca a inteligência que nos faltou até agora. (...) A questão não é apenas dinheiro. Os países em desenvolvimento e os ricos não devem pensar em dinhero como favor, não pensemos que estamos dando esmola, porque o dinheiro que será colocado na mesa é o pagamento pela emissão de gases de efeito estufa feita durante dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro. (...) É necessário mostrar ao mundo de que com meias palavras e com barganhas a gente não encontraria uma solução dessa conferência. (...) Estamos dispostos a participar do financiamento se nos colocarmos de acordo aqui em uma proposta final, mas não estamos de acordo que as figuras mais importantes do planeta Terra assinem qualquer documento para dizer que assinamos." Logo em seguida da fala do nosso Presidente, Obama apareceu com toda pompa e circunstância para decepcionar novamente: a proposta norte-americana só contempla 10% daquilo que a ciência exige!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Aécio "pede pra sair"

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, declarou nessa tarde (17/12/2009) a sua desistência da disputa pela candidatura à presidência em 2010. Em nota oficial lida em companhia do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, Aécio tentou "explicar" de modo quase poético a sua incompetência na luta interna: não conseguir convencer seus pares de sua viabilidade político-eleitoral, apesar de sua fama de grande "aglutinador" político. Uma operação um tanto quanto capciosa e delicada, pois a fraqueza da derrota para Serra teve que servir de demostração de força regional para o projeto partidário nacional. Do ponto de vista pragmático, a maior dificuldade será traduzir esse recuo estratégico para o frustrado eleitor mineiro (o 2º colégio eleitoral do Brasil) que reconhecia em Aécio o retorno de Minas ao protagonismo do jogo político nacional. Com esse novo movimento, o jogo da sucessão presidencial fica cada vez mais o próximo do ideal lulista: um plebiscito entre os governos FHC X Lula. Com a palavra, o neto de Tancredo Neves: "O que me propunha (era) tentar oferecer (algo) novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política, que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele. Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições". E ainda, "Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República, (...). Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010."

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Democratizar o Estado

Todos sabemos que a crise econômica mundial de 2008 é fruto direto da desregulação da economia e do minimalismo neoliberal. Essa datada agenda política, econômica e ideológica que aprisionou a imaginação coletiva e ditou os limites das políticas econômicas no mundo inteiro foi especialmente preversa para os países em desenvolvimento ou de capitalismo tardio. O que deve nos levar à construção de um novo consenso sobre o papel dos Estados nacionais. Pois é justamente o mapeamento detalhado das dimensões e potencialidades do Estado para a sociedade brasileira que é propiciado pelo brilhante estudo realizado pelo IPEA (www.ipea.gov.br) intitulado "Presença do Estado no Brasil: federação, suas unidades e municipalidades". Já na introdução, Márcio Pochmann denuncia a falsa oposição Estado X Mercado e reivindica a necessidade de se adotar uma perspectiva histórica sobre a questão.
Nas palavras dos autores: "É chegado o momento de entender que o econômico precisa ter metas sociais e que o social é parte essencial do econômico. Do contrário, uma sociedade fica condenada a oscilações sem sentido. Para atingir tais metas, o papel do Estado é essencial. É esta a preocupação, considerando o caso brasileiro, que motivou esta publicação." Tamanho esforço de fundamentar políticas públicas com conhecimento objetivo e sistemático da realidade social brasileira contrasta com o oportunismo simplório da cobertura da grande mídia. Tal má-fé militante cai no vexame quando as próprias reportagens sobre a pesquisa em questão trazem no seu corpo fatos demonstrativos da relevância do Estado e os títulos, chamadas e capas falam do "peso" ou "inchaço" da máquina (apesar da informações tabuladas atestarem a queda do nº de funcionários públicos com relação à população). É por isso que também é super oportuna a fala do professor Emir Sader (www.cartamaior.com.br): "Para uma política antineoliberal, que defende o interesse público, o Estado tem papel central, estratégico, nos planos econômico, político, social e cultural. Mas, para efetivamente desempenhar esse papel, como instrumento de um novo bloco social que dirija os destinos do Brasil e não apenas reproduza a predominância dos interesses dominantes, o Estado tem que ser radicalmente reformado, refundado em torno da esfera pública, desmercantilizando-se, desfinanceirizando-se, tornando-se um Estado para todos os brasileiros."

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ecos de Renato e conversas de Eduardo com palpites de um alcoviteiro.

O Brasil vive hoje um processo de democracia em construção, com cinco eleições nacionais realizadas pelo voto e a caminho de mais uma. Uma democracia que se inicia com a Constituição de 1988, que entre muitas conquistas, garante o direito da liberdade de imprensa.
Agora qual é o papel da imprensa, dos jornalistas nesse período em que vivemos. Informar, divulgar, trazer ao conhecimento da sociedade informações, mas de forma imparcial, fazendo com que o cidadão faça a sua própria análise. Infelizmente não é assim que alguns meios de comunicação vêm se portando e, em Campos não é diferente.
Um jornal local utiliza suas páginas, para fazer rodar a metralhadora das intrigas e da discórdia. Qual seria o papel desse jornal ao noticiar o Processo de Eleições Internas do PT? Noticiar o processo, entrevistar os candidatos, informar a população o resultado da eleição seria o mais sensato. Para esse jornal não! Eles se utilizam da velha lógica de venda da imprensa: notícia ruim repercute mais. Só que existe também outra lógica: Quem bate perde. E esse jornal só vem perdendo espaço na sociedade. Aí tiveram uma idéia, ou melhor, copiaram de muitos pelo planeta: Vamos fazer blogs. São mais rápidos, as pessoas gostam e são de graça. Mais a lógica continua: notícia ruim repercute mais.
A metralhadora do mal vai além do processo eleitoral. Faz intrigas com o intuito de denegrir a imagem de vários militantes históricos, acusando – os de métodos de covardia virtual. Opiniões e ações de um blogueiro não remetem a posição de outros militantes da mesma corrente política do Partido.
A comunidade interna do PT de Campos sabe melhor do que qualquer outra pessoa, a necessidade do diálogo interno para garantir a consolidação de uma alternativa para o cenário político que nossa cidade apresenta hoje. Não precisamos de alcoviteiros. Faça seu papel, informe, divulgue, noticie. O presidente eleito do Diretório Municipal, professor Eduardo Peixoto, sabe dialogar, é aceito pelas outras correntes, tem bagagem, e com certeza fará um belo trabalho nos próximos dois anos. Meu caro, pergunte se em algum momento ele foi vítima de alguma covardia de outras correntes? Garanto que não. Sabe por quê? Não é a nossa praia. No PT o diálogo vem em primeiro lugar, porque é ele que garante a democracia. De que adianta o voto se eu não posso dialogar?
Resumo da história: Um jornalista que nem filiado é, e adora dar palpites na condução do PT. Se quiser debater o PT se filia meu caro.
Ah! Não quer porque é mais fácil ser alcoviteiro.


Marcel Cardoso cursa Licenciatura em Geografia no Instituto Federal Fluminense, onde exerce a função de presidente do Diretório Central dos Estudantes.

Blogs, jornais e ética

Repercutiu recentemente na “blogosfera” local um texto do Frei Beto, sobre a blogueira cubana Yoani Sánches – referência da militância virtual anti-Cuba – identificando contradições e possíveis leviandades nos textos panfletários da ativista contra o governo de seu país. Como disse o Professor Maycon Bezerra de Almeida em seu blog – clique aqui para conferir – vale a pena a leitura do mesmo.
O texto citado me remeteu a uma reflexão que me ocupa a mais de dois anos, quando resolvi criar um blog pessoal na internet para publicizar minhas opiniões sobre diversos assuntos: sendo um blog um instrumento de mídia, até que ponto minha conduta “editorial” deveria se reportar aos padrões e a ética jornalística? Não sendo eu um jornalista, e sendo minha página pessoal e explicitamente destinada à expressão do pensamento meu e de meus colaboradores, qual meu compromisso com a livre manifestação do contraditório e a confirmação de versões a serem divulgadas no blog? Desde então tenho tentado cotidianamente equilibrar estas questões a partir do exercício da ética.
Essa proposta me impede de publicar ou mesmo de sugerir referências a fatos que não presenciei e a versões que reflitam o ponto de vista e a percepção apenas de um lado envolvido em determinada questão.
Penso que este debate é pertinente na medida em que jornais locais reproduzem tendência da imprensa de circulação nacional em manter blogs em seus espaços virtuais, as versões online. Em blogs de jornalistas, ou vinculados a órgãos de imprensa creio que deveria ser algo mais natural a reprodução de padrões éticos típicos da prática do bom jornalismo, como por exemplo, o procedimento de ouvir diferentes versões sobre um fato antes de tornar pública uma delas, de forma a causar prejuízo irreversível à imagem de terceiros. Um bom adendo ao debate sobre blogs, jornais, mídia em geral e coisas da pólis nesta planície.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Presidente e o Imperador




sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Obrigado!

O blogueiro, em nome da Chapa 1 - Oposição. Reconstrução do Sinpro, vem pelo presente agradecer aos (às) 93 professores (as) que sufragaram nossa proposta de mudança e reestruturação de nosso sindicato no próximo triênio.
A apuração do pleito terminou agora há pouco. O pleito teve a participação de cerca de 40% a mais de eleitores do que em 2006. Mas o universo de filiados na base local - cerca de 300 companheiros(as) - ainda é bastante restrito frente potencial representatividade da categoria.
A ampliação da base filiada, assim como a negociação de reajustes para a categoria - há dois anos sem aumento na data base - e a reatomada do diálogo com os professores nas diversas escolas da educação infantil ao nível superioir são alguns dos objetivos da gestão que se inicia no próximo dia 04 de janeiro.
Contamos com cada professor(a) nesa luta!

ATUALIZAÇÃO em 13/12 à 01:30
Alertado pelo companheiro Fabiano Rangel, diretor do STAECNON, esclarecemos os números da eleição no Sinpro Campos/ São João da Barra onde a nossa vitoriosa Chapa 1 teve 93 votos contra 87 da Chapa da situação.

"Boquinha" frenética

E a sanha do PT pedinte continua. Em mais uma declaração infeliz, o deputado federal e presidente eleito do PT-RJ explicita os motivos ideológicos e a coerência política do "projeto" de poder que representa. Nos desculpem os especialistas em análise de discurso, mas nada mais didático e exemplar do que a fala direta de um "protagonista" histórico: "A aliança entre PT e PMDB tem como princípio o Cabral ser o governador e os outros cargos serem definidos a partir da negociação entre os partidos que compõem a aliança. A ideia é que agente possa construir o governo, e não aderir. Se a decisão de ter o Pezão já estiver tomada, podemos, em março, decidir por uma candidatura própria." (Luiz Sérgio, O Globo 11/12/2009) Ou o deputado não sabe o que é um princípio ou se sabe não deveria condicioná-lo à negociação de cargos. Será essa confusão uma nova modalidade de déficit cognitivo?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Chororô do "vencedor"

Depois de sair vencedor da acirrada disputa do PED (Processo de Eleição Direta) do Partido dos trabalhadores do estado do Rio, o deputado federal Luiz Sérgio vem a público "humilhado e ofendido". Ao contrário de uma postura altaneira e magnânima que se espera do presidente regional, legitimamente eleito, do maior do maior partido de esquerda do Brasil, o deputado se coloca na posição indigna de pedinte patético. Diante da rejeição de Cabral e do PMDB-RJ aos seus pleitos, especialmente a negativa ao pedido de compor a chapa de Cabral como vice-governador, Luiz Sérgio é só lamúrias e queixumes: "Aliança é sempre algo que você precisa construir. Minha eleição não garante que já está confirmada a aliança." Então foi para isso, para representar esse papel de subordinado "pau mandado" e fiador da "garantia" do esquema Cabral-Picciani no PT, que o deputado foi eleito??? Nas disputas políticas, independente do resultado final, você pode sair "maior" ou "menor". Pois esse parece o caso típico de nanismo inevitável e voluntário!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O verbo e a verba

O blog do filho do dono trombeteia e quase comemora a vitória de Luiz Sérgio para a Presidência Estadual do PT.
E, já no título, não faz a menor cerimônia em manifestar as razões para tal euforia: um iminente apoio do PT-RJ ao inepto e incompetente governador - o que revela o quão pueril, ainda que legítima, foi a postura dos companheiros que apoiaram no segundo turno o Deputado Federal com a ressalva de manter a defesa da candidatura própria. Na prática, a vitória de Luiz Sérgio realmente aponta tendência em outro sentido, ainda que o jogo ainda esteja no pano e convenções e Encontros petistas sigam uma lógica distinta da dos PEDs. Há ainda o esqueleto da abortada candidatura de Vladimir no armário!
O curioso é o grande e súbito interesse manifestado pelo periódico em questões internas do Partido dos Trabalhadores. Talvez tenha a ver com a farta e, literalmente, visível publicidade estampada pelo governo do RJ em suas páginas nos últimos meses, coisa de anúncio de meia página com periodicidade regular!
Parece que um edil local tinha mesmo razão quando dizia que em certas páginas da imprensa local, mesmo nas virtuais, o "verbo vale a verba".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Breve comentário sobre um "palpite infeliz"

Tenho o hábito de respeitar a memória dos que não mais estão entre nós para esclarecer declarações que lhes são atribuídas. Não considero decente expor os mortos em busca da afirmação de interesses políticos ou econômicos, sobretudo quando estes não me parecem respeitáveis.
Assim, não vou aqui replicar manifestações que devem se originar exclusivamente na conveniência de seus responsáveis, e tampouco alimentar polêmica sobre assunto que considero superado e oportunamente esclarecido com quem me interessava tratar a questão.
Cumpre porém esclarecer que:

1- Sou "arauto" apenas de minhas convicções, e nunca de interessses políticos e econômicos dos quais pudesse me envergonhar. Minha conduta na vida profissional, particular e minha militância política são públicas, e desafio a quem pretenda qualifica-la na forma atribuída a quem não pode mais esclarecer suas declarações a faze-lo de forma clara, explícita e dirigida a minha pessoa, publicamente;

2- Não tenho "turma". Em minha ação política tenho interlocutores e grupo. Não dialogo exclusivamente com meus pares, como aliás convém a quem faz política de forma democrática e plural, tendo como horizonte exclusivo o bem público. Também não misturo relações pessoais com ação política. As vezes discordo fraternal e democraticamente de meus amigos. Mas procuro manter sempre o respeito e a capacidade de diálogo;

3- Sou responsável pelo que é publicado aqui, por mim ou por meus colaboradores. Não respondo pelo que é publicado em outras páginas, independente de relações pessoais que possa manter com quem quer que seja. Repilo insinuações levianas sobre qualquer ação deliberada deste blogueiro no sentido de atentar contra a conduta de qualquer pessoa no que se refere à vida privada ou familiar;

4- Quanto as questões internas do PT de Campos, tenho convicção na responsabilidade de Eduardo Peixoto - com quem milito e convivo há 20 anos - bem como de outras lideranças do Diretório local, para conduzir o partido no rumo do interesse republicano, sem interferências indevidas e inoportunas, cujas motivações não me parecem claras, e que podem nos confundir com o que de pior se verificou na gestão pública em Campos nos últimos anos.

Sempre Flamengo!

Mesmo não tendo o talento de Ruy Castro, Nelson Rodrigues e outros craques das letras que já escreveram sobre a gloriosa saga do mais querido clube do futebol brasileiro, não poderia deixar de registrar aqui minha felicidade com a conquista do hexa campeonato brasileiro pelo meu Mengão!
Há de se louvar a campanha do rubro-negro neste campeonato, bem como a recuperação da imagem e da dimensão do Fla no universo do futebol brasileiro ao longo dos últimos anos. O frustrante, apesar de digno, quinto lugar em 2008 - que nos deixou de fora da Libertadores deste ano - foi precedido pela Copa do Brasil em 2006, pelo terceiro lugar no Brasileirão de 2007, conquistado pelo time de Joel, e pelas duas participações seguidas na principal competição sul-americana. Além disso, mantivemos a hegemonia no futebol carioca com o “penta-tri”, conquistado sobre o Botafogo. A diretoria, além de manter jogadores importantes como Bruno, Léo Moura e Juan, repatriou craques como Kléberson e o nosso Imperador Adriano – prata da casa – trouxe de volta Pet – provavelmente o maior ídolo do clube na última década – e prestigiou Andrade, patrimônio rubro-negro.
Para quem chegou a visitar as últimas colocações nos primeiros Campeonatos brasileiros disputados sob a fórmula dos pontos corridos, correu risco de rebaixamento, viu saírem precocemente do “ninho” grandes revelações formadas pelo tradicional trabalho de base da Gávea e acumulou uma das maiores dívidas do futebol brasileiro no período entre a última conquista do Brasileirão (1992) e a mais recente Copa do Brasil (2006), a empolgação que toma conta da nação é um reencontro com as mais belas páginas da história do Clube de Regatas Flamengo.
O Flamengo será sempre um legítimo campeão! “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!”

Este texto é dedicado a meu Padrinho Fernando Ferreira Andinós, com quem há 30 anos aprendi a "alegria de ser rubro-negro".

domingo, 6 de dezembro de 2009

É hoje!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A DEMência da oposição

A magnitude do escândalo de corrupção do Governo do Distrito Federal (que vem desde o governo Roriz), gerenciado pelos "demos" em aliança com os tucanos, pode ser melhor caracterizada quando um dos seus protagonistas e formuladores vem a público se posicionar. César Maia sai da defensiva e faz um diagnóstico da crise e de suas implicações político-eleitorais. E além disso, traça um perfil daqueles que são seus aliados estratégicos para 2010 e promete retaliações. Com a palavra o ex-prefeito:
"Nas crises, a taxa de oportunismo cresce. Não se trata de caráter, mas da 'dificuldade de se projetar cenários' e da sensação que o cenário de hoje será o mesmo de amanhã. Por isso mesmo os políticos deveriam se concentrar nessas projeções. Antecipar a luta pelo poder nos partidos, ou aproveitar os fatos para fortalecer setores nos partidos contra outros, é, no mínimo, imprudência, pois com o jogo aberto fica mais fácil identificar os atores. E nada ficará sem troco. (...)
A conclusão clara é que o ano de 2010 abre contra a oposição e a favor da do governo. Isso exige que se gaste menos tempo com notinhas e vazamentos e muito mais com talento e esforço para se avaliar de que forma se minimiza o impacto ou mesmo se o reverte. Lembre-se sempre que Brasília, se não tem força eleitoral, tem todo tipo de interação política nos estados. O leque multipartidário das imagens mostradas, e a acomodação do PT, mostram que além das cenas de escândalos explícitos, fluxos menos visíveis hoje podem surgir amanhã."

Lula: Líder mundial

Do site da BBC:

No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local. O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como “superstar” em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.

O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países. O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".

No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.

‘Milagre econômico’

Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma “nova terra do milagre econômico” que “ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante”. Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o “capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes”, o que faz do real “uma das moedas mais fortes do mundo”.

O jornal diz ainda que o Brasil subirá em breve ao grupo das dez maiores economias do planeta.

“Daqui a dez ou 15 anos, deverá ultrapassar países como França e Grã-Bretanha, chegando no quinto lugar.”

Grupo dos sonhos...

Assoberbado com inúmeros afazeres para esta tarde, venho aqui rapidamente arriscar algumas projeções favoráveis, que a sorte pode reservar para o Brasil no sorteio dos grupos da Copa do Mundo que se realizará daqui há pouco, às 15:00.
Se tudo der certo, ao invés de um "grupo da morte", podemos ter um grupo tranquilo na primeira fase, pra embalar o time rumo ao hexa.
O blog torce para:
Pote 2: Coréia do Norte, Honduras ou Nova Zelândia;
Pote 3: Argélia, Chile ou Camarões;
Pote 4: Eslovênia, Eslováquia ou Grécia.
Melhor hipótese: BRASIL, Nova Zelândia, Argélia e Eslovênia.
Boa sorte Brasil!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Uma pena!

Lamento sinceramente a perda do título da Copa "caça-níqueis" pelo bravo time tricolor, agora a pouco.
O Flu foi sempre melhor e mereceu melhor sorte. Me recordei da ocasião em que o mengão ganhou por 1X0 - gol de Romário - o Independente da Argentina e perdeu o título da Copa Mercosul no saldo de gols. Eu estava lá, no mesmo Maraca onde hoje não foi feliz a massa pó-de-arroz. Mas naquela ocasião, devo reconhecer, o escrete portenho não se utilizou de qualquer expediente antidesportivo para vencer aquela competição.
Me perdoem os hermanos de Latino América, mas só por aqui se usa altitude pra desequilibrar as coisas no futebol. Nunca ouvi dizer que China ou Índia mandaram os jogos de seus selecionados no Himalaia para se favorecer em jogos internacionais, ou que Suíça ou Áustria prevalecessem em partidas disputadas nos Alpes. Até quando a FIFA vai permitir que peruanos, equatorianos, bolivianos e mexicanos lancem mão de jogos disputados na altitude pra distorcer a realidade do jogo?

Não há mais dúvida!

Falei ontem com dois "cardeais" do PT local, com grande influência no Diretório atual do PT e forte presença na composição eleita no último PED.
Ambos reconhecem a presença da chapa Reconstruindo o partido na próxima Executiva Municipal.
Nas próximas semanas este entendimento - coerente com o estatuto e com inúmeros precedentes em diversas instâncias do partido - será formalizado.
Assim, só voltaremos à este assunto em fóruns petistas. Estamos encerrando aqui neste blog qualquer especulação sobre a questão, que só pode interessar a quem pretenda tumultuar o bom ambiente e as perspectivas de unidade no PT de Campos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Obama decepcionante

Quem se deu o trabalho de assistir ontem (02/12/09) o pronunciamento do Presidente dos EUA Barak Obama pode aprender todo o poder de frustração da realpolitik. Além de exaurir os últimos vestígios da aura renovadora oriunda da campanha eleitoral contra o inominável Bush, Obama convocou mais um gigantesco contingente militar (30 mil soldados num total de 70) para a irracional carnificina do Afeganistão. O mais cruel dessa convocação em massa é que com nos EUA falidos (economia em colapso, sistema educacional deteriorado e crescente número de pobres e miseráveis), uma das poucas oportunidades restantes para a juventude sem perspectivas é o alistamento. A estratégia militar oficial do governo Obama requer uma ampla campanha de contrainsurgência (COIN) que, além de derrotar o inimigo e ocupar o território, exige a criação de uma nova ordem social estável. Contudo, a tarefa de "transferir" poder e força para uma autoridade afegã legítima (e confiável para os interesses americanos) parece implausível. Mas o pior foi reservado para o discurso de exortação do Presidente e comandante em chefe da mais letal das forças armadas do planeta. No clímax daquela representação patética, Obama declarou que a fonte da "autoridade moral" dos EUA perante o mundo estava na superioridade dos "valores e estilo de vida" dos americanos. Um show de bravatas etnocêntricas na pátria do multiculturalismo e um espetáculo imperialista em nome dos "direitos humanos" dos outros. Perguntinha que não quer calar: Por que ficar com essa cópia tosca podendo aturar o original? Pelo menos o Bush 2 tinha convicções criacionistas, anti-ecológicas e reacionárias autênticas!