Na noite de quinta-feira prestigiamos o amigo Ely Araújo, que concorreu na categoria "originalidade" no Concurso de Fantasias do Clube Saldanha da Gama - parabéns à diretoria do clube e aos organizadores do evento pela iniciativa!
A fantasia de Ely - intitulada Na Terra da Corrupção que tem Telhado de Vidro anda de Avião, mas não fica na Prisão! - tinha clara referência de sátira a episódios que marcaram a política local ano passado, sendo adequada à categoria. Um dos encargos dos candidatos era descrever a fantasia num texto - leia abaixo. No caso da fantasia aqui mencionada isso era fundamental para a melhor identificação da proposta pelo público.
Assim, não entendi quando os apresentadores do evento adotaram o procedimento de não ler os textos apresentando as fantasias. Ao final do desfile de Ely, ao ser lido apenas o nome da fantasia, houve expresiva aprovação da maioria do público. O episódio contudo não tirou o brilho da participação de Ely, bem como do universo dos candidatos.
O texto não lido, com a descrição da fantasia:
Na Terra da Corrupção que tem Telhado de Vidro anda de Avião, mas não fica na Prisão!
No dia 11 de março de 2008 ocorreu em Campos a Operação Telhado de Vidro, resultado de uma investigação da Polícia Federal da corrupção que assolou o município.
Vários secretários e outros assessores do alto escalão do governo Mocaiber foram presos e levados num avião da Polícia Federal para o Rio de Janeiro. Os moradores de Campos ficaram envergonhados, devido à má fama que a cidade recebeu, e acompanhavam as notícias estupefatos com tanta safadeza!!!
Ocorre que hoje, apenas um dos acusados permanece preso –e nem é de Campos. Os daqui estão desfilando pela cidade, como se nada tivesse acontecido.
Ao longo dos anos, o brasileiro aprendeu a fazer graça da desgraça. Eu, como bom brasileiro, não poderia deixar de fazer graça dessa desgraça, mesmo que não haja nenhuma graça nesse episódio.
A forma caricata com que o tema é abordado, objetiva que seja reativado o senso de justiça dos cidadãos campistas para que exijam que o dinheiro público desviado retorne aos cofres públicos e seja aplicado devidamente em benefício da população.
A casa de vidro na cabeça representa os cabeças da corrupção, que, abarrotados de dinheiro desviado, podem contratar bons advogados e, assim, estar hoje na rua. Êta Justiça injusta!!!
A parte de cima da fantasia, confeccionada com estilhaços de pára-brisa, demonstra como ficaram os campistas estilhaçados de vergonha, raiva, descrédito e com a sensação de impotência.
A parte de baixo da fantasia, com pratos de papelão, revestidos com as notícias veiculadas sobre a Telhado de Vidro, demonstra o cardápio dos campistas a cada manhã servido nos jornais a cada manhã que sucedeu a Operação.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
No Concurso do Saldanha.
O blogueiro, "algemado" ao irreverente Ely Araújo, que abordou de forma satírica a Operação Telhado de Vidro no Concurso do Saldanha.
Com a palavra, o leitor.
O blog recebeu na forma de comentário, no início da semana, a participação assinada de um leitor.
Por motivos particulares demoramos a postar aqui o extrato fundamental de seus questionamentos acerca dos limites da representatividade dos governantes para nomear indistintamente em cargos em comissão sem que haja qualquer controle social sobre prerrogativas técnicas e éticas para o exercício das funções.
Segue trecho do comentário:
Professor Fábio Siqueira,
Há muito encontrei na rede de blog’s, e o seu blog, o de Roberto Moares e de alguns outros também contribuiram muito para isso, um espaço alternativo de discussão de temas importantes. Temas que não poderiam ser discutidos nos jornais de nossa cidade sem o vínculo partidário ou algum interesse relacionado a dinheiro.
Por isso, gostaria de contar com a sua ajuda (e também com a do professor Roberto Moares, já que também enviei este texto para ele) para que fosse discutido na rede de blog’s, até onde pode ir o poder de um agente político na condução de seu governo e na escolha de seus secretários, e até onde pode ir a participação da população na condução deste mesmo governo, sem que isso seja uma afronta a sua autoridade legítima de “escolhido pelo povo”, mas que também signifique uma forma de representação popular direta. Os pontos principais seriam: Esse agente político foi escolhido pela maioria, mas por isso poderia fazer o que bem entender (dentro da lei, não me refiro aqui de corrupção ou ilegalidade, mas de discricionariedade), mesmo contrariando a própria vontade da população? O interesse dos grupos políticos e dos partidos pode ser maior do que a vontade da população, mesmo que o agente político que coordene estes interesses seja o mesmo que tenha ganhado a eleição com maioria dos votos desta mesma população? A única forma de manifestação da população em uma democracia (povo no poder) é na eleição? É possível a população lutar (e como lutar?) para impor sua vontade, mesmo que seja contra um governo que ela mesma elegeu (e que não tenha interesse em derrubá-lo)? A população de Campos tem em seu passado recente algum histórico de luta por alguma coisa (simples que seja), para impor sua vontade, mesmo que seja contra um governo que ela mesma elegeu?
(...)
(...) este debate nunca poderia ser tratado na mídia convencional, pois poderia contrariar interesses e nunca poderia ser iniciado por um cidadão comum, separado, pai de três filhas, que mora de aluguel em um conjunto de apartamentos de classe média baixa, (...)
Obrigado pela oportunidade.
Paulo Sérgio da Silva Araújo.
O blog agradece a participação.
Por motivos particulares demoramos a postar aqui o extrato fundamental de seus questionamentos acerca dos limites da representatividade dos governantes para nomear indistintamente em cargos em comissão sem que haja qualquer controle social sobre prerrogativas técnicas e éticas para o exercício das funções.
Segue trecho do comentário:
Professor Fábio Siqueira,
Há muito encontrei na rede de blog’s, e o seu blog, o de Roberto Moares e de alguns outros também contribuiram muito para isso, um espaço alternativo de discussão de temas importantes. Temas que não poderiam ser discutidos nos jornais de nossa cidade sem o vínculo partidário ou algum interesse relacionado a dinheiro.
Por isso, gostaria de contar com a sua ajuda (e também com a do professor Roberto Moares, já que também enviei este texto para ele) para que fosse discutido na rede de blog’s, até onde pode ir o poder de um agente político na condução de seu governo e na escolha de seus secretários, e até onde pode ir a participação da população na condução deste mesmo governo, sem que isso seja uma afronta a sua autoridade legítima de “escolhido pelo povo”, mas que também signifique uma forma de representação popular direta. Os pontos principais seriam: Esse agente político foi escolhido pela maioria, mas por isso poderia fazer o que bem entender (dentro da lei, não me refiro aqui de corrupção ou ilegalidade, mas de discricionariedade), mesmo contrariando a própria vontade da população? O interesse dos grupos políticos e dos partidos pode ser maior do que a vontade da população, mesmo que o agente político que coordene estes interesses seja o mesmo que tenha ganhado a eleição com maioria dos votos desta mesma população? A única forma de manifestação da população em uma democracia (povo no poder) é na eleição? É possível a população lutar (e como lutar?) para impor sua vontade, mesmo que seja contra um governo que ela mesma elegeu (e que não tenha interesse em derrubá-lo)? A população de Campos tem em seu passado recente algum histórico de luta por alguma coisa (simples que seja), para impor sua vontade, mesmo que seja contra um governo que ela mesma elegeu?
(...)
(...) este debate nunca poderia ser tratado na mídia convencional, pois poderia contrariar interesses e nunca poderia ser iniciado por um cidadão comum, separado, pai de três filhas, que mora de aluguel em um conjunto de apartamentos de classe média baixa, (...)
Obrigado pela oportunidade.
Paulo Sérgio da Silva Araújo.
O blog agradece a participação.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Vasco goleia! 4X1 no Flamengo...
DO PIAUÍ!!!Pensaram que era verdade?
Mesmo solidário, não dá pra perder a piada!
E na fase atual, tá muito bom. Rs,rs,rs
Mas não fiquem tristes amigos vascaínos. Além do genérico do Piauí, se o TJD(RJ) deixar, na Copa Rio o time cruzmaltino ainda pode golear o Botafogo e outros menos concorridos. O Mengão original... acho improvável!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Solidário ao Vasco (?)
É isso mesmo! Embora admita que ando meio mudado - pra melhor, modéstia à parte - sei que, ainda assim, essa manifestação há de causar certa estranheza em quem conhece a "simpatia" que nutro pelo time da Colina. Mas não estou delirante. Estou sim solidário ao Vasco! Não há outra postura razoável frente aos absurdos promovidos pela gestão conservadora da FERJ e ao ardil chicaneiro dos dirigentes do Fluminense.Fechar uma Federação às 17:00 para não receber documentos às vésperas do início de um certame tão importante e onde há investimento por parte dos clubes é coisa de cartório, na pior acepção do termo. Mesmo os bancos mantém serviços on line (caixas eletrônicos, internet e bankfone) para atender seus clientes com maior flexibilidade. Além disso, há declarações de dirigentes da CBF reconhecendo a validade da transação envolvendo o atleta Jéferson e a sua condição de jogo contra o Americano. No STJD - fora do ambiente viciado da FERJ e do TJD do Rio - as chances do Vasco de reverter o resultado seriam grandes. Mas aí o calendário das semi-finais já terão criado o fato consumado. Parece eleições em Campos. O decente seria a suspensão do campeonato até a decisão em última instância. Será que Eurico está por trás disso só pra macular o trabalho de Dinamite? Acho que pensam que o Vasco agora, só por estar na série B é "cachorro-morto" a quem se deve chutar.
Papelão mesmo faz o Fluminense e seus advogados de "porta-de-cadeia" - sem preconceito contra os presidiários! É que eles parecem muito maliciosos e experientes em milongas e expedientes. Para não dizer que meus argumentos são passionais, confesso que estes advogados me lembram a "malandragem" do Michel Assef. Assim como as bravatas dos cartolas tricolores me lembram o fanfarrão Kleber Leite.
A diferença é que, apesar do futebol aquem do esperado, o Flamengo conseguiu os pontos e a vaga na semifinal no campo!
Um time que perdeu para Cabofriense e Duque de Caxias devia ter vergonha de depender do tapetão para chegar a esta fase. Me desculpem os queridos vices de estimação do Botafogo, mas torcerei mesmo pelo Flu na partida da quarta-feira de cinzas - embora ache que o alvi-negro é o franco favorito. Sinto muito também pelo competente Renê Simões, mas adoraria variar de vice e colocar o atual timinho do Fluminense - com direito a Thiago Neves, que foi até a Alemanha mostrar o verdadeiro tamanho de sua bolinha e já voltou - no seu devido lugar. Pois não fosse o tapetão e os cochilões do Americano, os bravateiros das Laranjeiras teriam de esperar a Copa Rio para buscar alguma coisa neste Carioca.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Continuo curioso!
Foram poucos os pitacos até aqui. O que, talvez, demonstre que é uma dúvida generalizada. E você? Tem um palpíte?O que levou o Presidente LULA a escolher sua candidata à própria sucessão?
Arapongas?
O pretexto cinéfilo do último sábado não agradou tanto minha agradável companhia, mas rendeu boas risadas ao blogueiro.Os irmãos Coen retratam espiões da CIA mais ou menos como Dias Gomes já retratou os agentes do extinto SNI.
A trama se inicia com a demissão do espião Osbourne Cox (o excelente John Malkovich). Já aí se inicia a sutil ironia. Acusado de... alcoolismo, o agente vocifera contra seus superiores e repreende até mesmo o moralismo de matriz religiosa de um deles.
Numa divertida trama que envolve Linda Litzke (Frances McDormand), uma funcionária de uma academia de ginástica com idéia fixa em fazer uma grande plástica de forma a auxiliar o bom desenvolvimento de sua vida sentimental, e seu amigo Chad (Brad Pitt) - o galã diverte na pele do afetado professor de ginástica - Cox se vê chantageado por eles que exigem em troca de um CD com informações confidenciais perdido na academia o dinheiro necesário para a sonhada cirurgia de Linda. Sexo, traições e trágicas trapalhadas pontuam o roteiro onde se destaca ainda Harry Pfarrer (George Clooney), caricato casanova, amante da mulher de Cox e responsável por investigar o caso.
Os relatórios apresentados pelo analista responsável pelo caso ao seu superior são patéticos e as saídas encontradas para encobrir as inconvenientes consequencias da aventura de Linda em busca de sua sonhada silhueta são de fazer inveja os arapongas da ABIN. Para os que se interessarem, a sátira, cáustica com a inteligência(?) norte-americana, permanece em cartaz ao menos até amanhã, com sessões às 21:00 no Cinemagic.
CORNETANDO
Já que fiz aqui mais esse comentário diletante sobre a sétima arte, vai também meu protesto como "consumidor" - em fase constante - contra a programação do Cinemagic. O badalado Austrália ficou apenas uma mísera semana em exibição. Vou ter que ir ver a película no Rio, pois continuo curioso, apesar de Gustavo Lemos me informar que a própria protagonista, Nicole Kidman, desancou o filme. Por que será que ficou tão pouco em cartaz? Campista não aguenta três horas na sala escura?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Gestão Democrática nas Escolas – Parte 2
Já mencionamos que a atual Secretária Municipal de Educação, Maria Auxiliadora Freitas, foi responsável pela convocação de um grupo de trabalho que discutiu pela última vez a questão da gestão democrática nas Escolas da rede municipal.. Agora, novamente ela está diante de nossa reivindicação e admite realizar as eleições em 2010. O SEPE aguarda audiência prometida pela Secretária para ponderar e defender a realização dos pleitos ainda neste ano. Resta saber se a mesma continuará no cargo e terá autoridade para conduzir o processo de democratização e a gestão da pasta após o constrangimento a que foi submetida pelo Comandante em seu programa de rádio no último sábado.
Animadora é a postura de diversos professores que se manifestam na internet em defesa das “Eleições Diretas Já” nas escolas municipais, tendo o apoio de outros blogs. Contudo, na mesma rede, ilustres membros do governo manifestaram opiniões que respeitamos, mas consideramos totalmente desprovidas de sentido. Confundindo corporativismo com vícios administrativos – muitas vezes originados na promiscuidade eleitoreira entre o Executivo e o Legislativo – chegou-se a comparar de forma totalmente inadequada Escolas, onde a presença da comunidade é viva e cotidiana, com outras unidades de serviços públicos onde os usuários não apresentam um perfil universal, sendo a utilização de tais assistências mesmo eventuais. Pior, tentou-se confundir a gestão democrática nas escolas públicas com uma estapafúrdia hipótese de eleições em instituições privadas.
Dentre todas as fórmulas utilizadas para escolha dos gestores em escolas públicas – indicação, concurso e escolha da comunidade – a eleição é a experiência que, sem dúvida, apresenta os melhores resultados. Na rede pública federal vem sendo implementada desde a década de 1980 tanto na rede de ensino técnico/médio quanto nas Universidades sem traumas e problemas de gestão, salvo em casos pontuais.
A mobilização pelas Diretas Já converge com postura histórica do SEPE Campos, que em 2007 tornou a promover campanha idêntica junto à categoria, sendo a reivindicação protelada por Mocaiber. O desafio é conquistar amplo apoio e adesão junto às comunidades escolares para a campanha.
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Animadora é a postura de diversos professores que se manifestam na internet em defesa das “Eleições Diretas Já” nas escolas municipais, tendo o apoio de outros blogs. Contudo, na mesma rede, ilustres membros do governo manifestaram opiniões que respeitamos, mas consideramos totalmente desprovidas de sentido. Confundindo corporativismo com vícios administrativos – muitas vezes originados na promiscuidade eleitoreira entre o Executivo e o Legislativo – chegou-se a comparar de forma totalmente inadequada Escolas, onde a presença da comunidade é viva e cotidiana, com outras unidades de serviços públicos onde os usuários não apresentam um perfil universal, sendo a utilização de tais assistências mesmo eventuais. Pior, tentou-se confundir a gestão democrática nas escolas públicas com uma estapafúrdia hipótese de eleições em instituições privadas.
Dentre todas as fórmulas utilizadas para escolha dos gestores em escolas públicas – indicação, concurso e escolha da comunidade – a eleição é a experiência que, sem dúvida, apresenta os melhores resultados. Na rede pública federal vem sendo implementada desde a década de 1980 tanto na rede de ensino técnico/médio quanto nas Universidades sem traumas e problemas de gestão, salvo em casos pontuais.
A mobilização pelas Diretas Já converge com postura histórica do SEPE Campos, que em 2007 tornou a promover campanha idêntica junto à categoria, sendo a reivindicação protelada por Mocaiber. O desafio é conquistar amplo apoio e adesão junto às comunidades escolares para a campanha.
Artigo publicado na edição de hoje da Folha da Manhã.
Sou mais Zé Roberto!
Sem valer grande coisa, o clásico de ontem a tarde entre Fla e Botafogo foi, entretanto, muito disputado.
O time da estrela solitária foi superior no 1º tempo quando saiu em vantagem com um gol de Batista aos 16'.
O rubro-negro voltou bem disposto no 2º tempo, imprimiu novo ritmo ao jogo e viu o Botafogo recuar excessivamente, sem aproveitar as brechas abertas para contra-ataques. Assim, a pressão do Mengão foi crescente com o jovem Renan se transformando no maior destaque da partida, com pelo menos quatro grandes defesas, entre elas um penalti batido por Obina. O Anjo Negro continua sem conseguir ir às redes e desta feita amargou as vaias da galera de quem costuma ser o xodó. Mas Josiel, solidário, cumpriu a promessa feita ao substituí-lo e, com oportunismo, aproveitou jogada de Zé Roberto a partir de lançamento de Fábio Luciano, aos 48' da etapa final, para finalmente fazer justiça no placar (1X1).
Aliás, se não jogou ainda tudo que sabe com o manto sagrado, o Zé vem fazendo gols e jogadas decisivas e tem tudo para ser o grande nome das finais. Das bandas de General Severiano fala-se muito em Maicosuel, mas continuo acreditando mais em Zé Roberto. Falo à cavaleira, pois elogio seu bom futebol desde quando atuava pelo adversário. Em caso de novo encontro com o Botafogo - algo bastante provável - só temo o bom Renan que ontem foi um paredão. Que saudade do uruguaio. Volta Castillo!!!
O time da estrela solitária foi superior no 1º tempo quando saiu em vantagem com um gol de Batista aos 16'.
O rubro-negro voltou bem disposto no 2º tempo, imprimiu novo ritmo ao jogo e viu o Botafogo recuar excessivamente, sem aproveitar as brechas abertas para contra-ataques. Assim, a pressão do Mengão foi crescente com o jovem Renan se transformando no maior destaque da partida, com pelo menos quatro grandes defesas, entre elas um penalti batido por Obina. O Anjo Negro continua sem conseguir ir às redes e desta feita amargou as vaias da galera de quem costuma ser o xodó. Mas Josiel, solidário, cumpriu a promessa feita ao substituí-lo e, com oportunismo, aproveitou jogada de Zé Roberto a partir de lançamento de Fábio Luciano, aos 48' da etapa final, para finalmente fazer justiça no placar (1X1).
Aliás, se não jogou ainda tudo que sabe com o manto sagrado, o Zé vem fazendo gols e jogadas decisivas e tem tudo para ser o grande nome das finais. Das bandas de General Severiano fala-se muito em Maicosuel, mas continuo acreditando mais em Zé Roberto. Falo à cavaleira, pois elogio seu bom futebol desde quando atuava pelo adversário. Em caso de novo encontro com o Botafogo - algo bastante provável - só temo o bom Renan que ontem foi um paredão. Que saudade do uruguaio. Volta Castillo!!!
+ Poesia no bloguinho...
Com atraso, após o "puxão de orelha" do parceiro Gustavo Soffiati, uma pérola do Mestre russo nesta segunda:
A Blusa Amarela
Do veludo de minha voz
Umas calças pretas mandarei fazer.
Farei uma blusa amarela
De três metros de entardecer.
E numa Nevski mundial com passo pachola
Todo dia irei flanar qual D. Juan frajola.
Deixai a terra gritar amolengada de sono:
"Vais violar as primaveras verdejantes!"
Rio-me, petulante, e desafio o sol!
"Gosto de me pavonear pelo asfalto brilhante!"
Talvez seja porque o céu está tão celestial
E a terra engalanada tornou-se minha amante
Que lhes ofereço versos alegres como um carnaval
Agudos e necessários como um estilete pros dentes.
Mulheres que amais minha carcaça gigante
E tu, que fraternalmente me olhas, donzela.
Atirai vossos sorrisos ao poeta
Que, como flores, eu os coserei
À minha blusa amarela!
(1913)
Maiakóvski
A Blusa Amarela
Do veludo de minha voz
Umas calças pretas mandarei fazer.
Farei uma blusa amarela
De três metros de entardecer.
E numa Nevski mundial com passo pachola
Todo dia irei flanar qual D. Juan frajola.
Deixai a terra gritar amolengada de sono:
"Vais violar as primaveras verdejantes!"
Rio-me, petulante, e desafio o sol!
"Gosto de me pavonear pelo asfalto brilhante!"
Talvez seja porque o céu está tão celestial
E a terra engalanada tornou-se minha amante
Que lhes ofereço versos alegres como um carnaval
Agudos e necessários como um estilete pros dentes.
Mulheres que amais minha carcaça gigante
E tu, que fraternalmente me olhas, donzela.
Atirai vossos sorrisos ao poeta
Que, como flores, eu os coserei
À minha blusa amarela!
(1913)
Maiakóvski
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Curiosidade
A candidatura presidencial da Ministra Dilma parece mesmo em plena decolagem. Ao mesmo tempo em que cresce nas pesquisas, une todas as correntes internas do PT e empolga importantes lideranças de partidos aliados.Na última semana a Ministra, principal gestora do PAC, foi a grande estrela do Encontro Nacional de Prefeitos promovido pelo governo Federal em Brasília. O PSDB acusou o golpe e já fala em antecipar a escolha de seu candidato a fim de que este possa também por o pé na estrada.
Sobre esta candidatura, o blog tem uma curiosidade e resolveu dividir aqui a dúvida com vocês, a fim de identificar alguma pista nos bem-vindos pitacos:
O que levou o Presidente LULA a escolher sua candidata à própria sucessão?
Na Vitrola
Essa letra da Nação Zumbi - para mim a melhor banda de rock do Brasil hoje - é mesmo uma viagem. Marcante nas várias audições que fiz esta semana do excelente CD Futura. Pena que não consegui versão em vídeo ou áudio pra disponibilizar aqui. Mas o texto é singular, confira:VOYAGER
(Lúcio Maia, Dengue, Pupillo, Jorge Du Peixe e Rodrigo)
voyager
o ouvido em outra dimensão
voyager
viajei, me liguei
fui ali e voltei aob o signo do som
invocando os deuses ancestrais
dos pensamentos espirais, maiorais
das almas analógicas
às auras digitais
operando nas brechas multi-dimensionais
tais quais as zonas autonomas
da divisão que faz o levante dos temporais
matrix, prefix com bics
a sabedoria no meu mix
a ouvidoria atenta na parede falante
sussurrando dissonante
plugue-se, ligue-se e và longe
longeee
voyager
o ouvido em outra dimensão
manifestando e contaminando
pelos fones nunca surdos
microfones nunca mudos
atravès das entidades sampleadas
que dançam o absurdo
e nos canteiros da galàxia nervosa
falando pro ouvido do mundo
plugue-se, ligue-se e vá longe
longeee
flying high.
Em especial, o trecho " (...)invocando os deuses ancestrais/ dos pensamentos espirais, maiorais/ das almas analógicas/ às auras digitais/ operando nas brechas multi-dimensionais/ tais quais as zonas autonomas/ da divisão que faz o levante dos temporais/ matrix, prefix com bics/ a sabedoria no meu mix (...)" me lembra letras de Jorge BenJor!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Perguntar não ofende.
Quanto será que custa na Finlândia - apontada por "especialistas" como modelo de inspiração ideal para que o Brasil enfrentar seus graves problemas com relação à educação e corrupção (grifo nosso) - um software capaz de sistematizar e interligar on line num banco de dados informações relativas à uma rede de escolas públicas?
A quem interessar possa...
Saber sobre minha opinião a respeito da proposta de repartição dos royalties do petróleo, de autoria do senador Aluizio Mercadante (PT):
Crivella coerente!
Venho acompanhando atentamente o debate entabulado sobre a discussão dos critérios de distribuição dos royalties do petróleo pela CAE (Comissão de assuntos econômicos) do Senado, na blogosfera campista.
Não há dúvida que os critérios que determinam os royalties são questionáveis e até mesmo poderiam ser classificados de inconsistentes. O meu amigo Prof. Rodrigo Serra, carioca, demonstra isso com clareza em seus textos. Não nego que haja sentido na ação em curso no Congreso - embora haja também oportunismo da parte do Senador Mercadante que apenas se debruça sobre o tema pois SP e sua Santos estariam excluídos das receitas relativas ao Campo de Tupi pelas "ortogonais" que atualmente definem as faixas geográficas a serem favorecidas pelos royalties.
Na verdade, os critérios em debate foram estabelecidos nos anos 80 em função de uma circunstância POLÍTICA, como uma compensação para o prejuízo que a cobrança do ICMS no destino do petróleo (área de refino) trazia ao RJ! Por isso, é coerente a posição do Senador Crivella, que defende a contextualização desse debate na Reforma Tributária.
O que motiva meu posicionamento "bairrista" no debate é o fato de que não acho razoável que campistas ou radicados aqui embarquem num discurso que trará prejuízo a nossa cidade. O fato de políticos terem destruído nosso passado recente ao longo da última década não justifica que façamos coro pela destruição de possibilidades para nosso futuro. Isso é haraquiri, é tiro no pé! Quanto aos acadêmicos, e representantes dos interesses de outros entes federativos, estão no seu direito, e devem ter suas razões.
Acho que ainda que, talvez, se esteja subestimando o peso do Governador Sérgio cabral nesse debate. Este tem se esforçado para manter uma imagem de proximidade e lealdade à LULA. Deve ter algum crédito na defesa de seus interesses, visto que o Estado perderia ainda mais do que os municípios com a "tesourada" anunciada!
Por fim, quero lamentar a conduta do Senador Mercadante, que ontem, durante a Audiência da CAE, ironizou o Diretor da ANP Haroldo Lima, mas que um dia também já se disse socialista, e hoje porta-se como um vassalo dos interesses voltados para a perpetuação da concentração econômica em SP. Ele se parece muito com Serra e FHC!
Comentário publicado neste blog em 16 de abril de 2008 - confira aqui.
Crivella coerente!
Venho acompanhando atentamente o debate entabulado sobre a discussão dos critérios de distribuição dos royalties do petróleo pela CAE (Comissão de assuntos econômicos) do Senado, na blogosfera campista.
Não há dúvida que os critérios que determinam os royalties são questionáveis e até mesmo poderiam ser classificados de inconsistentes. O meu amigo Prof. Rodrigo Serra, carioca, demonstra isso com clareza em seus textos. Não nego que haja sentido na ação em curso no Congreso - embora haja também oportunismo da parte do Senador Mercadante que apenas se debruça sobre o tema pois SP e sua Santos estariam excluídos das receitas relativas ao Campo de Tupi pelas "ortogonais" que atualmente definem as faixas geográficas a serem favorecidas pelos royalties.
Na verdade, os critérios em debate foram estabelecidos nos anos 80 em função de uma circunstância POLÍTICA, como uma compensação para o prejuízo que a cobrança do ICMS no destino do petróleo (área de refino) trazia ao RJ! Por isso, é coerente a posição do Senador Crivella, que defende a contextualização desse debate na Reforma Tributária.
O que motiva meu posicionamento "bairrista" no debate é o fato de que não acho razoável que campistas ou radicados aqui embarquem num discurso que trará prejuízo a nossa cidade. O fato de políticos terem destruído nosso passado recente ao longo da última década não justifica que façamos coro pela destruição de possibilidades para nosso futuro. Isso é haraquiri, é tiro no pé! Quanto aos acadêmicos, e representantes dos interesses de outros entes federativos, estão no seu direito, e devem ter suas razões.
Acho que ainda que, talvez, se esteja subestimando o peso do Governador Sérgio cabral nesse debate. Este tem se esforçado para manter uma imagem de proximidade e lealdade à LULA. Deve ter algum crédito na defesa de seus interesses, visto que o Estado perderia ainda mais do que os municípios com a "tesourada" anunciada!
Por fim, quero lamentar a conduta do Senador Mercadante, que ontem, durante a Audiência da CAE, ironizou o Diretor da ANP Haroldo Lima, mas que um dia também já se disse socialista, e hoje porta-se como um vassalo dos interesses voltados para a perpetuação da concentração econômica em SP. Ele se parece muito com Serra e FHC!
Comentário publicado neste blog em 16 de abril de 2008 - confira aqui.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
"Apito amigo" é só com o Fla?
Pois é, vamos ver agora o que dizem os corneteiros que gostam de bravatear supostos favorecimentos da arbitragem ao Mengão!
Agora há pouco, no Godofredo Cruz o "apito amigo", soprado pelo obscuro Sr. Lenílton Rodrigues Gomes Júnior, entrou em campo para favorecer o time da UMIMED Rio e, aparentemente, garantir uma semi-final com os grandes clubes na Taça Guanabara, barrando o Americano no baile.
O Sr. Lenílton, não satisfeito em não expulsar o goleiro tricolor em lance onde admitiu ver a agressão ao atacante do clube campista, pois marcou o penalti, inventou uma compensação marcando penalidade máxima onde vi apenas jogo perigoso do jogador do Americano que visava aliviar a bola de sua área. E aí, inexplicavelmente, usou um outro critério expulsando o atleta que, mesmo considerando a interpretação do árbitro, cometeu infração involuntária, enquanto FH recebeu apenas cartão amarelo pela clara agressão.
E o goleiro do Fluminense ainda teve a caraça de, mesmo adimitindo seu erro, atribuir o seu "final feliz" a Deus, e não a Sua Senhoria!
Será que Seu Lenílton anda precisando de cuidados médicos? Ou de algo mais?
Agora há pouco, no Godofredo Cruz o "apito amigo", soprado pelo obscuro Sr. Lenílton Rodrigues Gomes Júnior, entrou em campo para favorecer o time da UMIMED Rio e, aparentemente, garantir uma semi-final com os grandes clubes na Taça Guanabara, barrando o Americano no baile.
O Sr. Lenílton, não satisfeito em não expulsar o goleiro tricolor em lance onde admitiu ver a agressão ao atacante do clube campista, pois marcou o penalti, inventou uma compensação marcando penalidade máxima onde vi apenas jogo perigoso do jogador do Americano que visava aliviar a bola de sua área. E aí, inexplicavelmente, usou um outro critério expulsando o atleta que, mesmo considerando a interpretação do árbitro, cometeu infração involuntária, enquanto FH recebeu apenas cartão amarelo pela clara agressão.
E o goleiro do Fluminense ainda teve a caraça de, mesmo adimitindo seu erro, atribuir o seu "final feliz" a Deus, e não a Sua Senhoria!
Será que Seu Lenílton anda precisando de cuidados médicos? Ou de algo mais?
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
APEFAETEC reage a intenção do governo de prorrogar contratos
A APEFAETEC, sindicato que representa o segmento dos profissionais da educação ligados à Rede FAETEC, reagiu ontem aos boatos e notícias divulgadas na mídia dando conta de que os contratos temporários de professores da rede seriam prorrogados pelo governo Cabral conforme noticiamos ontem aqui.
Frente as movimentações no sentido de ampliar o tempo de contratação, que hoje é de 3 anos - 2 anos prorrogáveis por mais 1 ano, a APEFAETEC esteve ontem com o presidente da Fundação, Celso Pansera, que informou haver um projeto do Deputado Wilson Cabral (PSB), no sentido de manter uma lista de 180 contratados, somente de disciplinas onde não houve inscritos ou onde não houve pessoas habilitadas. Contudo, notícias na Imprensa dão conta de uma prorrogação dos contratos em geral.
A APEFAETEC manifestou para o presidente sua insatisfação com esta política de manutenção de contratos em detrimento de concurso público. Muito mais grave com a manutenção das mesmas pessoas por longo período de tempo. Até porque em reunião no dia 03 de fevereiro, o presidente assumiu um compromisso com a APEFAETEC de
que mesmo havendo negativa do governo, ele iria se empenhar durante 2009 para que o concurso ocorresse.
Hoje, a APEFAETEC estará presente na ALERJ para também mostrar a insatisfação da entidade de classe, uma vez que foi aprovado no orçamento de 2009 R$ 80 milhões para plano de carreira, vale-transporte e concurso público.
Se realmente houver mudança na lei de contratação, o sindicato pretende fazer uma representação no MP.
Frente as movimentações no sentido de ampliar o tempo de contratação, que hoje é de 3 anos - 2 anos prorrogáveis por mais 1 ano, a APEFAETEC esteve ontem com o presidente da Fundação, Celso Pansera, que informou haver um projeto do Deputado Wilson Cabral (PSB), no sentido de manter uma lista de 180 contratados, somente de disciplinas onde não houve inscritos ou onde não houve pessoas habilitadas. Contudo, notícias na Imprensa dão conta de uma prorrogação dos contratos em geral.
A APEFAETEC manifestou para o presidente sua insatisfação com esta política de manutenção de contratos em detrimento de concurso público. Muito mais grave com a manutenção das mesmas pessoas por longo período de tempo. Até porque em reunião no dia 03 de fevereiro, o presidente assumiu um compromisso com a APEFAETEC de
que mesmo havendo negativa do governo, ele iria se empenhar durante 2009 para que o concurso ocorresse.
Hoje, a APEFAETEC estará presente na ALERJ para também mostrar a insatisfação da entidade de classe, uma vez que foi aprovado no orçamento de 2009 R$ 80 milhões para plano de carreira, vale-transporte e concurso público.
Se realmente houver mudança na lei de contratação, o sindicato pretende fazer uma representação no MP.
Pinga-fogo
Comentário postado ontem por um(a) leitor(a) anônimo(a):
"Fábio, com todo respeito, acredito que a proposta principal de seu blog não seja discutir a educação e sim o cotidiano, mas, com toda certeza espera-se de alguém que se apresenta como diretor do SEPE uma maior divulgação de fatos dessa área. Isso é um encargo de sua posição dentro de uma organização política, que por sinal é enfraquecida e conseqüentemente desvalorizada por parte da própria classe que representa.
A situação da educação em Campos e no Estado está caótica. Diversas medidas importantes foram tomadas recentemente que afetam negativamente a situção do professor nas escolas. Hoje foi dia de protesto na SEEDUC no Rio, algo que vem sendo mobilizado há alguns dias e não existe nenhuma divulgação e estímulo a um debate de sua parte que, repito, apresenta-se como diretor do SEPE na cidade."
11 de Fevereiro de 2009 21:32
Resolvi torna-lo público aqui na página para estimular o debate. Nossa resposta:
Caro(a) Anônimo(a),
Em primeiro lugar, questões e debates referentes à Educação são sim de interesse do Comentários.
Em segundo lugar, eu não "me apresento como diretor do SEPE", eu tenho um MANDATO, delegado pela categoria, como diretor do SEPE CAMPOS, que se encerra em agosto próximo.
Realmente a situação da Educação no governo do Estado é caótica, tanto na rede da SEE, como na rede FAETEC. E neste post destacamos um dos principais problemas: a carência de profissionais, enfrentada com os paliativos da contratação precária (GLP) ou temporária. Há ainda vários outros problemas, sobretudo no que se refere às condições de trabalho, ausência de gestão democrática nas escolas, arrocho salarial, com significativas perdas acumuladas, dentre outras questões.
Na rede municipal também há graves problemas. Alguns repetem o quadro do Estado, como a ausência de gestão democrática nas escolas. Também é preciso rever a Lei do PCCS - com destaque para a retomada do TEMPO DE SERVIÇO como fator de progressão funcional, equiparar o salário das pedagogas com os dos demais especialistas
de nível superior e convocar concursados para cobrir carências.
Faço auto-crítica como diretor do SEPE Campos, mas sei que a principal responsabilidade pela distância entre o sindicato e a base é do SEPE/RJ. Isto se dá por que a luta sindical não é a prioridade para o grupo que tem maioria naquela direção e que trata prioritariamente dos interesses de seus partidos (PSol e PSTU).
Mas está em tempo de a categoria se mobilizar, participar ativamente das próximas eleições - na qual não pretendo compor nenhuma chapa - e integrar-se efetivamente às lutas que estão na agenda - "o SEPE somos nós!".
A dificuldade na divulgação no ato desta semana na SEE só confirma a incompetência da direção do SEPE/RJ. O SEPE Campos não recebeu informes e orientação sobre a organização de tal ato.
Sobre novidades na situação dos professores nas escolas da rede estadual no retorno das férias, com reflexo negativo para a categoria, o que chegou ao meu conhecimento afeta parte da categoria (professores 2) e se relaciona a uma dificuldade concreta determinada pela transferência de responsabilidades sobre a oferta do ensino fundamental - principalmente até o 5º ano, antiga 4ª série - para os municípios. A situação é delicada e não há muito o que se fazer. A prioridade para as vagas do 6º ao 9° ano e do Ensino Médio de fato é dos professores 1 e há parecer do Ministério Público Estadual contrário ao desvio de função.
Sei que é uma situação injusta, que os desvios de função feitos há anos serviram ao Estado quando foi conveniente, mas, observando os nossos estatutos funcionais e a Lei aparentemente não há o que se fazer frente aos remanejamentos em curso. O que poderia funcionar seria pressão política e negociação junto a SEE pela permanência das disciplinas de ATCOM. Mas negociar e pressionar politicamente com eficiência infelizmente não é a especialidade dos "companheiros" que controlam hoje o SEPE/RJ.
"Fábio, com todo respeito, acredito que a proposta principal de seu blog não seja discutir a educação e sim o cotidiano, mas, com toda certeza espera-se de alguém que se apresenta como diretor do SEPE uma maior divulgação de fatos dessa área. Isso é um encargo de sua posição dentro de uma organização política, que por sinal é enfraquecida e conseqüentemente desvalorizada por parte da própria classe que representa.
A situação da educação em Campos e no Estado está caótica. Diversas medidas importantes foram tomadas recentemente que afetam negativamente a situção do professor nas escolas. Hoje foi dia de protesto na SEEDUC no Rio, algo que vem sendo mobilizado há alguns dias e não existe nenhuma divulgação e estímulo a um debate de sua parte que, repito, apresenta-se como diretor do SEPE na cidade."
11 de Fevereiro de 2009 21:32
Resolvi torna-lo público aqui na página para estimular o debate. Nossa resposta:
Caro(a) Anônimo(a),
Em primeiro lugar, questões e debates referentes à Educação são sim de interesse do Comentários.
Em segundo lugar, eu não "me apresento como diretor do SEPE", eu tenho um MANDATO, delegado pela categoria, como diretor do SEPE CAMPOS, que se encerra em agosto próximo.
Realmente a situação da Educação no governo do Estado é caótica, tanto na rede da SEE, como na rede FAETEC. E neste post destacamos um dos principais problemas: a carência de profissionais, enfrentada com os paliativos da contratação precária (GLP) ou temporária. Há ainda vários outros problemas, sobretudo no que se refere às condições de trabalho, ausência de gestão democrática nas escolas, arrocho salarial, com significativas perdas acumuladas, dentre outras questões.
Na rede municipal também há graves problemas. Alguns repetem o quadro do Estado, como a ausência de gestão democrática nas escolas. Também é preciso rever a Lei do PCCS - com destaque para a retomada do TEMPO DE SERVIÇO como fator de progressão funcional, equiparar o salário das pedagogas com os dos demais especialistas
de nível superior e convocar concursados para cobrir carências.
Faço auto-crítica como diretor do SEPE Campos, mas sei que a principal responsabilidade pela distância entre o sindicato e a base é do SEPE/RJ. Isto se dá por que a luta sindical não é a prioridade para o grupo que tem maioria naquela direção e que trata prioritariamente dos interesses de seus partidos (PSol e PSTU).
Mas está em tempo de a categoria se mobilizar, participar ativamente das próximas eleições - na qual não pretendo compor nenhuma chapa - e integrar-se efetivamente às lutas que estão na agenda - "o SEPE somos nós!".
A dificuldade na divulgação no ato desta semana na SEE só confirma a incompetência da direção do SEPE/RJ. O SEPE Campos não recebeu informes e orientação sobre a organização de tal ato.
Sobre novidades na situação dos professores nas escolas da rede estadual no retorno das férias, com reflexo negativo para a categoria, o que chegou ao meu conhecimento afeta parte da categoria (professores 2) e se relaciona a uma dificuldade concreta determinada pela transferência de responsabilidades sobre a oferta do ensino fundamental - principalmente até o 5º ano, antiga 4ª série - para os municípios. A situação é delicada e não há muito o que se fazer. A prioridade para as vagas do 6º ao 9° ano e do Ensino Médio de fato é dos professores 1 e há parecer do Ministério Público Estadual contrário ao desvio de função.
Sei que é uma situação injusta, que os desvios de função feitos há anos serviram ao Estado quando foi conveniente, mas, observando os nossos estatutos funcionais e a Lei aparentemente não há o que se fazer frente aos remanejamentos em curso. O que poderia funcionar seria pressão política e negociação junto a SEE pela permanência das disciplinas de ATCOM. Mas negociar e pressionar politicamente com eficiência infelizmente não é a especialidade dos "companheiros" que controlam hoje o SEPE/RJ.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Cabral também não gosta de concurso...
Aqui os leitores - até os anônimos - têm vez. Cobrança feita, cobrança atendida.
O Governador Sérgio Cabral, muito preocupado em construir sua reeleição com o apoio de LULA e do PT, se esqueceu de providenciar o concurso para a rede FAETEC.
Jornais de hoje trazem a notícia de que, em função disso, o início do ano letivo nas unidades desta rede está condicionado à prorrogação de contratos temporários de professores. A presidência da Fundação e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia vão pleitear junto ao dançarino de funk a prorrogação destes vínculos precários por mais dois anos.
Já na Secretaria de Estado de Educação, a tática é a cortina de fumaça. Numa confusão de números que não nos ilude, a Secretária Tereza Porto anunciou no fim-de-semana que uma convocação de 2.300 professores concursados é suficiente para "suprir todas as carências que poderiam haver na área educacional." Ora, o próprio governo anunciou no fim de 2008 que pretendia convocar concurso para contratação de 15.000 profissionais, número esse que se aproxima mais da carência real, que é de cerca de 20.000 professores. Os números não batem!
É, pelo jeito Mocaiber não é o único que gosta de contratar de forma irregular para o serviço público, ao invés de fazer concursos. Considerando-se que irregularidades ligadas às "terceirizações" estavam no centro da denúncia do MPF que motivou a Operação Telhado de Vidro, a Polícia Federal e o Ministério Público poderiam observar com mais atenção a gestão dos gastos relativos a manutenção destes trabalhadores por longos períodos em situação irregular nos dois maiores Estados da Federação, cujos Governadores são candidatíssimos em 2010.
O Governador Sérgio Cabral, muito preocupado em construir sua reeleição com o apoio de LULA e do PT, se esqueceu de providenciar o concurso para a rede FAETEC.
Jornais de hoje trazem a notícia de que, em função disso, o início do ano letivo nas unidades desta rede está condicionado à prorrogação de contratos temporários de professores. A presidência da Fundação e a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia vão pleitear junto ao dançarino de funk a prorrogação destes vínculos precários por mais dois anos.
Já na Secretaria de Estado de Educação, a tática é a cortina de fumaça. Numa confusão de números que não nos ilude, a Secretária Tereza Porto anunciou no fim-de-semana que uma convocação de 2.300 professores concursados é suficiente para "suprir todas as carências que poderiam haver na área educacional." Ora, o próprio governo anunciou no fim de 2008 que pretendia convocar concurso para contratação de 15.000 profissionais, número esse que se aproxima mais da carência real, que é de cerca de 20.000 professores. Os números não batem!
É, pelo jeito Mocaiber não é o único que gosta de contratar de forma irregular para o serviço público, ao invés de fazer concursos. Considerando-se que irregularidades ligadas às "terceirizações" estavam no centro da denúncia do MPF que motivou a Operação Telhado de Vidro, a Polícia Federal e o Ministério Público poderiam observar com mais atenção a gestão dos gastos relativos a manutenção destes trabalhadores por longos períodos em situação irregular nos dois maiores Estados da Federação, cujos Governadores são candidatíssimos em 2010.
Em campanha
O Dr. Cláudio Andrade deu uma repaginada geral em seu blog - veja link aí à direita. O novo visual da página alavanca a candidatura do advogado à Presidência da OAB local.
Convivi com Claudinho nos bancos escolares. Na infância, no Externato Paulo VI, reencontrando-o na adolescência no antigo Colégio P.A.. Sempre demonstrou características de liderança e espírito público. Nos últimos meses retomei contato frequente com ele, sempre tão gentil e solícito com este blogueiro.
Estou certo que os advogados locais tem excelente opção para presidir sua entidade classista a partir do próximo pleito. Todos já conhecem o fôlego do jurista inteligente, inquieto e articulado; blogueiro e radialista. Boa sorte Dr.!
Convivi com Claudinho nos bancos escolares. Na infância, no Externato Paulo VI, reencontrando-o na adolescência no antigo Colégio P.A.. Sempre demonstrou características de liderança e espírito público. Nos últimos meses retomei contato frequente com ele, sempre tão gentil e solícito com este blogueiro.
Estou certo que os advogados locais tem excelente opção para presidir sua entidade classista a partir do próximo pleito. Todos já conhecem o fôlego do jurista inteligente, inquieto e articulado; blogueiro e radialista. Boa sorte Dr.!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Serra também não gosta de concurso!
O blog do Noblat repercutiu hoje matéria da Folha de São Paulo, que tenta ridicularizar a APEOESP - combativo e organizado Sindicato dos Professores da rede pública em São Paulo - atribuindo à entidade de classe a responsabilidade sobre a manutenção de professores temporários que foram mal em uma provinha que fazia parte dos critérios seletivos para os contratos precários de trabalho naquela rede estadual.
Enquanto o jornal - e o blog citado - se concentram na crítica aos critérios definidos para a contratação (titulação e tempo de serviço) o que me chamou a atenção foi algo interessante: asim como outros governantes daqui do RJ, o governador paulista José Serra (PSDB) demonstrou aversão à forma legal de contratação no serviço público. Ao invés de ceder à reivindicação da APEOESP pela realização de um concurso público, Serra preferiu ceder e desistiu de utilizar o exame no proceso seletivo.
Chama a atenção o número de professores "temporários" a serem absorvidos pela rede para garantir o início do ano letivo: 100 mil docentes!
Por que não fazer logo o concurso público defendido pelo Sindicato?
Enquanto o jornal - e o blog citado - se concentram na crítica aos critérios definidos para a contratação (titulação e tempo de serviço) o que me chamou a atenção foi algo interessante: asim como outros governantes daqui do RJ, o governador paulista José Serra (PSDB) demonstrou aversão à forma legal de contratação no serviço público. Ao invés de ceder à reivindicação da APEOESP pela realização de um concurso público, Serra preferiu ceder e desistiu de utilizar o exame no proceso seletivo.
Chama a atenção o número de professores "temporários" a serem absorvidos pela rede para garantir o início do ano letivo: 100 mil docentes!
Por que não fazer logo o concurso público defendido pelo Sindicato?
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