quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz 2010!
O mensalão da CIA
Gordon : “Demos. Definitivamente. Com o passar do tempo,considerei que este foi um erro de nossa parte. Nós estávamos,na época,influenciados pelo que tinha acontecido na Itália logo depois da guerra: historiadores acham que o apoio aos anti-comunistas italianos – inclusive com dinheiro e propaganda – foi o que tornou impossível a vitória eleitoral dos comunistas”.
Gordon: “A minha estimativa é de que foram cinco milhões de dólares (N: a preços de 2002, 30 milhões de dólares – ou cerca de 100 milhões de reais). Mas não se produziram resultados importantes, porque o Congresso que foi eleito em 1962 não foi diferente do Congresso anterior. Miguel Arraes- por exemplo- se elegeu governador em Pernambuco, o que foi um fato mais importante do que qualquer mudança no Congresso”.
Gordon: “Houve um grupo de candidatos – geralmente, à direita do centro, simpatizantes dos Estados Unidos”. (...)
Gordon: “A participação ativa foi zero. Mas, especialmente depois do comício do presidente Goulart na Central do Brasil, houve vários contatos, inclusive entre o adido militar da embaixada, Vernon Walters e o marechal Castelo Branco, em que se demonstrou o interesse numa oposição”.
Gordon: “A minha idéia foi que,na eventualidade de uma tentativa de derrubar João Goulart, um grupo militar brasileiro poderia ser contestado por outro grupo militar. Eu imaginei que poderia haver uma divisão do país – com militares em lados opostos. Numa tal eventualidade, os Estados Unidos evidentemente teriam uma preferência pelo lado anti-esquerdista, pelo lado anti-João Goulart. Naquele momento,considerei,então,a possibilidade de que uma frota armada, com a bandeira americana visível no litoral brasileiro, teria um resultado desencorajador para o lado pró-Goulart e encorajador para o lado anti-Goulart”.
Retrospectiva 2009 - política
Posse
Como chapa de oposição - até agora sem acesso à situação administrativa da entidade - e também em função do período de fim-de-ano, não foi possível organizarmos um ato festivo, mas os amigos e companheiros do movimento sindical serão bem-vindos.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009 - esporte
Questão de esclarecimento.
O Blog do Roberto Moraes e a Trolha já destacaram a escorregada do júnior cabral ao admitir textualmente em entrevista ao Valor Econômico que "(...)Campos é um problema" no que se refere à aplicação dos royalties do petróleo.
Partindo do pressuposto razoável que tal "problema" não foi gestado exclusivamente nos últimos doze meses, seria interessante que o órgão de imprensa local responsável pela bajulação oficial ao governador o ouvisse à guisa de esclarecer a responsabilidade de alguns seus aliados na política local em tal contexto.
Retrospectiva 2009 - cultura
domingo, 27 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
O PROFETA EM SUA TERRA (por Leminski)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Bandalha legal?
Em Campos até ônibus legalizado faz "bandalha".
É normal que neste período de festas haja engarrafamentos e confusão no trânsito nas principais vias públicas. É assim nas grandes cidades e Campos não é mais uma cidade pequena.
É preciso que passageiros e fiscais das empresas tenham paciência e compreendam atrasos eventuais nestas ocasiões. É inadmissível que por conta própria, empresas ou motoristas decidam alterar os itinerários das linhas para "cortar caminho" e fugir do trânsito pesado. Este blogueiro, usuário do transporte coletivo, viveu esta experiência duas vezes esta semana ao utilizar coletivos das empresas Siqueira e Progresso. É possível que a prática se estenda a outras empresas e mesmo que não haja orientação e controle destas sobre motoristas neste sentido. Mas é preciso que a fiscalização da EMUT observe e coiba esta prática, preservando o itinerário das linhas locais.
Desrespeito
Pois bem, a economia funciona e o mercado agradece. Milhões foram incluidos no consumo e a indústria e o comércio se preparam para atender à demanda. Esta é um Natal que certamente entra pra história como um marco na circulação de bens e serviços. Papai Noel vai chegar para um número maior de brasileiros.
Contudo, se o setor produtivo e a renda gerada por este faz bonito, o mesmo não se pode dizer do sistema financeiro!
Boa parte do dinheiro que movimenta o comércio neste período de festas circula na forma de crédito, de ganhos indiretos, como tickets eletrônicos ou pelo débito automático.
A rede mastercard no início da tarde de hoje frustrou milhões de consumidores e causou prejuízo a milhares de varejistas. O sistema sofreu uma pane. Não eram realizadas transações de venda com cartões de crédito, débito e tickets. Tudo por que não se planejaram para promover avanços tecnológicos que adequassem sua capacidade de atendimento à demanda do período. Não é de hoje. Há anos a rede visa funciona melhor que a concorrente, que sempre apresenta este problema neste momento de grande importância para o comércio. Eu só não deixei de comprar duas garrafinhas de vinho para a ceia porque um velho amigo me concedeu a velha modalidade de crédito "assinando na nota".
É triste constatar que no novo Brasil, onde mais trabalhadores podem consumir e que a indústria e o comércio se adequam para atender a demanda, quem mais ganha é quem menos apresenta bons serviços aos usuários, sejam eles consumidores ou lojistas, que pagam caro para oferecer tais serviços aos clientes.
A mastercard pode servir "para tudo na vida" como diz seu marketing, mas para isso precisa planejar e investir para funcionar bem quando seus usuários mais precisam.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Mudou o cante!
Observadores atentos verificaram nos últimos dias um sistemático aumento da presença da Prefeita Rosinha e de seu governo nas páginas do periódico. No lugar das até aqui constantes críticas e ataques à gestão, destaque e até referências elogiosas, inclusive sugerindo a aprovação do governo numa auto-avaliação da própria chefe do executivo.
Também foi notada a presença constante dela na emissora de TV local ligada ao mesmo grupo.
O que será que haveria mudado nesta linha editorial?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Lamentável desfecho
Cumpre lamentar a decisão da cúpula do governo federal que elimina a chance de projetar uma nova liderança popular no pobre cenário político fluminense.
Pelo jeito, o prestígio de júnior cabral no famigerado e oportunista "aliado" que lhe empresta - ou aluga - a legenda deve mesmo andar em alta. Tudo indica que foi grande a pressão para garrotear a candidatura do Prefeito de Nova Iguaçu em favor do apoio petista ao desgoverno em curso no rio de janeiro. Deve ser assim, com letras minúsculas, que os companheiros do Planalto vêem este ente federativo, mais uma vez sacrificado em nome de um legítimo projeto nacional. Contudo, por mais que apoiemos e nos orgulhemos deste projeto e façamos a sua defesa, é duro conformar-se com a decisão que se justifica mediante o argumento "É o melhor pro Brasil!" Mas, e o Rio? "Paciência!" Enfim, pior pro Rio!
Será que os companheiros paulistas aceitariam ceder mais um mandato ao Serra em troca da garantia da eleição da companheira Dilma?
Bem sei que o raciocínio é simplista e despolitizado. Até mesmo pueril...
Mas o cidadão fluminense tem todo o direito de constatar que o desgoverno de júnior cabral é tão ruim quanto o de Serra em SP, apesar do primeiro gostar de bajular Lula...
Enfim, pobre Rio. Há de padecer mais quatro anos em função de conchavos palacianos?
A definição é constrangedora mesmo para o recém-eleito presidente do PT estadual, Deputado Federal Luiz Sérgio, que ensaiva endurecer o discurso e a negociação frente a arrogância e a inabilidade de júnior cabral - que aparentemente agiu ciente do enquadramento a ser imposto à este Diretório Regional. E desastrosa para as perspectivas de crescimento das bancadas parlamentares do PT do Rio na Câmara Federal e na ALERJ.
Mas o pior de tudo é a castração da possibilidade de algo novo na política fluminense. Desta vez não se esperará o Encontro Estadual. O rodo é mais sutil e silencioso, provavelmente mais eficiente. Mas já vimos este filme antes. Há uma sensação de déjà vu nos petistas fluminenses. O favorecido de outrora talvez seja prejudicado agora. Mas ambos os ungidos - aliados durante todos os oito anos de gestão da dinastia que antecedeu o mandato em curso - se parecem muito...
Quem perde mesmo é o cidadão fluminense e seu sonho de um governo melhor!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Lula verbaliza a frustração do mundo
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Aécio "pede pra sair"
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Democratizar o Estado
Nas palavras dos autores: "É chegado o momento de entender que o econômico precisa ter metas sociais e que o social é parte essencial do econômico. Do contrário, uma sociedade fica condenada a oscilações sem sentido. Para atingir tais metas, o papel do Estado é essencial. É esta a preocupação, considerando o caso brasileiro, que motivou esta publicação." Tamanho esforço de fundamentar políticas públicas com conhecimento objetivo e sistemático da realidade social brasileira contrasta com o oportunismo simplório da cobertura da grande mídia. Tal má-fé militante cai no vexame quando as próprias reportagens sobre a pesquisa em questão trazem no seu corpo fatos demonstrativos da relevância do Estado e os títulos, chamadas e capas falam do "peso" ou "inchaço" da máquina (apesar da informações tabuladas atestarem a queda do nº de funcionários públicos com relação à população). É por isso que também é super oportuna a fala do professor Emir Sader (www.cartamaior.com.br): "Para uma política antineoliberal, que defende o interesse público, o Estado tem papel central, estratégico, nos planos econômico, político, social e cultural. Mas, para efetivamente desempenhar esse papel, como instrumento de um novo bloco social que dirija os destinos do Brasil e não apenas reproduza a predominância dos interesses dominantes, o Estado tem que ser radicalmente reformado, refundado em torno da esfera pública, desmercantilizando-se, desfinanceirizando-se, tornando-se um Estado para todos os brasileiros."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Ecos de Renato e conversas de Eduardo com palpites de um alcoviteiro.
Agora qual é o papel da imprensa, dos jornalistas nesse período em que vivemos. Informar, divulgar, trazer ao conhecimento da sociedade informações, mas de forma imparcial, fazendo com que o cidadão faça a sua própria análise. Infelizmente não é assim que alguns meios de comunicação vêm se portando e, em Campos não é diferente.
Um jornal local utiliza suas páginas, para fazer rodar a metralhadora das intrigas e da discórdia. Qual seria o papel desse jornal ao noticiar o Processo de Eleições Internas do PT? Noticiar o processo, entrevistar os candidatos, informar a população o resultado da eleição seria o mais sensato. Para esse jornal não! Eles se utilizam da velha lógica de venda da imprensa: notícia ruim repercute mais. Só que existe também outra lógica: Quem bate perde. E esse jornal só vem perdendo espaço na sociedade. Aí tiveram uma idéia, ou melhor, copiaram de muitos pelo planeta: Vamos fazer blogs. São mais rápidos, as pessoas gostam e são de graça. Mais a lógica continua: notícia ruim repercute mais.
A metralhadora do mal vai além do processo eleitoral. Faz intrigas com o intuito de denegrir a imagem de vários militantes históricos, acusando – os de métodos de covardia virtual. Opiniões e ações de um blogueiro não remetem a posição de outros militantes da mesma corrente política do Partido.
A comunidade interna do PT de Campos sabe melhor do que qualquer outra pessoa, a necessidade do diálogo interno para garantir a consolidação de uma alternativa para o cenário político que nossa cidade apresenta hoje. Não precisamos de alcoviteiros. Faça seu papel, informe, divulgue, noticie. O presidente eleito do Diretório Municipal, professor Eduardo Peixoto, sabe dialogar, é aceito pelas outras correntes, tem bagagem, e com certeza fará um belo trabalho nos próximos dois anos. Meu caro, pergunte se em algum momento ele foi vítima de alguma covardia de outras correntes? Garanto que não. Sabe por quê? Não é a nossa praia. No PT o diálogo vem em primeiro lugar, porque é ele que garante a democracia. De que adianta o voto se eu não posso dialogar?
Resumo da história: Um jornalista que nem filiado é, e adora dar palpites na condução do PT. Se quiser debater o PT se filia meu caro.
Ah! Não quer porque é mais fácil ser alcoviteiro.
Marcel Cardoso cursa Licenciatura em Geografia no Instituto Federal Fluminense, onde exerce a função de presidente do Diretório Central dos Estudantes.
Blogs, jornais e ética
O texto citado me remeteu a uma reflexão que me ocupa a mais de dois anos, quando resolvi criar um blog pessoal na internet para publicizar minhas opiniões sobre diversos assuntos: sendo um blog um instrumento de mídia, até que ponto minha conduta “editorial” deveria se reportar aos padrões e a ética jornalística? Não sendo eu um jornalista, e sendo minha página pessoal e explicitamente destinada à expressão do pensamento meu e de meus colaboradores, qual meu compromisso com a livre manifestação do contraditório e a confirmação de versões a serem divulgadas no blog? Desde então tenho tentado cotidianamente equilibrar estas questões a partir do exercício da ética.
Essa proposta me impede de publicar ou mesmo de sugerir referências a fatos que não presenciei e a versões que reflitam o ponto de vista e a percepção apenas de um lado envolvido em determinada questão.
Penso que este debate é pertinente na medida em que jornais locais reproduzem tendência da imprensa de circulação nacional em manter blogs em seus espaços virtuais, as versões online. Em blogs de jornalistas, ou vinculados a órgãos de imprensa creio que deveria ser algo mais natural a reprodução de padrões éticos típicos da prática do bom jornalismo, como por exemplo, o procedimento de ouvir diferentes versões sobre um fato antes de tornar pública uma delas, de forma a causar prejuízo irreversível à imagem de terceiros. Um bom adendo ao debate sobre blogs, jornais, mídia em geral e coisas da pólis nesta planície.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Obrigado!
A apuração do pleito terminou agora há pouco. O pleito teve a participação de cerca de 40% a mais de eleitores do que em 2006. Mas o universo de filiados na base local - cerca de 300 companheiros(as) - ainda é bastante restrito frente potencial representatividade da categoria.
A ampliação da base filiada, assim como a negociação de reajustes para a categoria - há dois anos sem aumento na data base - e a reatomada do diálogo com os professores nas diversas escolas da educação infantil ao nível superioir são alguns dos objetivos da gestão que se inicia no próximo dia 04 de janeiro.
Contamos com cada professor(a) nesa luta!
ATUALIZAÇÃO em 13/12 à 01:30
Alertado pelo companheiro Fabiano Rangel, diretor do STAECNON, esclarecemos os números da eleição no Sinpro Campos/ São João da Barra onde a nossa vitoriosa Chapa 1 teve 93 votos contra 87 da Chapa da situação.
"Boquinha" frenética
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Chororô do "vencedor"
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
O verbo e a verba
E, já no título, não faz a menor cerimônia em manifestar as razões para tal euforia: um iminente apoio do PT-RJ ao inepto e incompetente governador - o que revela o quão pueril, ainda que legítima, foi a postura dos companheiros que apoiaram no segundo turno o Deputado Federal com a ressalva de manter a defesa da candidatura própria. Na prática, a vitória de Luiz Sérgio realmente aponta tendência em outro sentido, ainda que o jogo ainda esteja no pano e convenções e Encontros petistas sigam uma lógica distinta da dos PEDs. Há ainda o esqueleto da abortada candidatura de Vladimir no armário!
O curioso é o grande e súbito interesse manifestado pelo periódico em questões internas do Partido dos Trabalhadores. Talvez tenha a ver com a farta e, literalmente, visível publicidade estampada pelo governo do RJ em suas páginas nos últimos meses, coisa de anúncio de meia página com periodicidade regular!
Parece que um edil local tinha mesmo razão quando dizia que em certas páginas da imprensa local, mesmo nas virtuais, o "verbo vale a verba".
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Breve comentário sobre um "palpite infeliz"
Assim, não vou aqui replicar manifestações que devem se originar exclusivamente na conveniência de seus responsáveis, e tampouco alimentar polêmica sobre assunto que considero superado e oportunamente esclarecido com quem me interessava tratar a questão.
Cumpre porém esclarecer que:
1- Sou "arauto" apenas de minhas convicções, e nunca de interessses políticos e econômicos dos quais pudesse me envergonhar. Minha conduta na vida profissional, particular e minha militância política são públicas, e desafio a quem pretenda qualifica-la na forma atribuída a quem não pode mais esclarecer suas declarações a faze-lo de forma clara, explícita e dirigida a minha pessoa, publicamente;
2- Não tenho "turma". Em minha ação política tenho interlocutores e grupo. Não dialogo exclusivamente com meus pares, como aliás convém a quem faz política de forma democrática e plural, tendo como horizonte exclusivo o bem público. Também não misturo relações pessoais com ação política. As vezes discordo fraternal e democraticamente de meus amigos. Mas procuro manter sempre o respeito e a capacidade de diálogo;
3- Sou responsável pelo que é publicado aqui, por mim ou por meus colaboradores. Não respondo pelo que é publicado em outras páginas, independente de relações pessoais que possa manter com quem quer que seja. Repilo insinuações levianas sobre qualquer ação deliberada deste blogueiro no sentido de atentar contra a conduta de qualquer pessoa no que se refere à vida privada ou familiar;
4- Quanto as questões internas do PT de Campos, tenho convicção na responsabilidade de Eduardo Peixoto - com quem milito e convivo há 20 anos - bem como de outras lideranças do Diretório local, para conduzir o partido no rumo do interesse republicano, sem interferências indevidas e inoportunas, cujas motivações não me parecem claras, e que podem nos confundir com o que de pior se verificou na gestão pública em Campos nos últimos anos.
Sempre Flamengo!

Há de se louvar a campanha do rubro-negro neste campeonato, bem como a recuperação da imagem e da dimensão do Fla no universo do futebol brasileiro ao longo dos últimos anos. O frustrante, apesar de digno, quinto lugar em 2008 - que nos deixou de fora da Libertadores deste ano - foi precedido pela Copa do Brasil em 2006, pelo terceiro lugar no Brasileirão de 2007, conquistado pelo time de Joel, e pelas duas participações seguidas na principal competição sul-americana. Além disso, mantivemos a hegemonia no futebol carioca com o “penta-tri”, conquistado sobre o Botafogo. A diretoria, além de manter jogadores importantes como Bruno, Léo Moura e Juan, repatriou craques como Kléberson e o nosso Imperador Adriano – prata da casa – trouxe de volta Pet – provavelmente o maior ídolo do clube na última década – e prestigiou Andrade, patrimônio rubro-negro.
Para quem chegou a visitar as últimas colocações nos primeiros Campeonatos brasileiros disputados sob a fórmula dos pontos corridos, correu risco de rebaixamento, viu saírem precocemente do “ninho” grandes revelações formadas pelo tradicional trabalho de base da Gávea e acumulou uma das maiores dívidas do futebol brasileiro no período entre a última conquista do Brasileirão (1992) e a mais recente Copa do Brasil (2006), a empolgação que toma conta da nação é um reencontro com as mais belas páginas da história do Clube de Regatas Flamengo.
O Flamengo será sempre um legítimo campeão! “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!”
Este texto é dedicado a meu Padrinho Fernando Ferreira Andinós, com quem há 30 anos aprendi a "alegria de ser rubro-negro".
domingo, 6 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A DEMência da oposição
Lula: Líder mundial
No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local. O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como “superstar” em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países. O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
‘Milagre econômico’
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma “nova terra do milagre econômico” que “ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante”. Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o “capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes”, o que faz do real “uma das moedas mais fortes do mundo”.
O jornal diz ainda que o Brasil subirá em breve ao grupo das dez maiores economias do planeta.
“Daqui a dez ou 15 anos, deverá ultrapassar países como França e Grã-Bretanha, chegando no quinto lugar.”
Grupo dos sonhos...
Se tudo der certo, ao invés de um "grupo da morte", podemos ter um grupo tranquilo na primeira fase, pra embalar o time rumo ao hexa.
O blog torce para:
Pote 2: Coréia do Norte, Honduras ou Nova Zelândia;
Pote 3: Argélia, Chile ou Camarões;
Pote 4: Eslovênia, Eslováquia ou Grécia.
Melhor hipótese: BRASIL, Nova Zelândia, Argélia e Eslovênia.
Boa sorte Brasil!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Uma pena!
O Flu foi sempre melhor e mereceu melhor sorte. Me recordei da ocasião em que o mengão ganhou por 1X0 - gol de Romário - o Independente da Argentina e perdeu o título da Copa Mercosul no saldo de gols. Eu estava lá, no mesmo Maraca onde hoje não foi feliz a massa pó-de-arroz. Mas naquela ocasião, devo reconhecer, o escrete portenho não se utilizou de qualquer expediente antidesportivo para vencer aquela competição.
Me perdoem os hermanos de Latino América, mas só por aqui se usa altitude pra desequilibrar as coisas no futebol. Nunca ouvi dizer que China ou Índia mandaram os jogos de seus selecionados no Himalaia para se favorecer em jogos internacionais, ou que Suíça ou Áustria prevalecessem em partidas disputadas nos Alpes. Até quando a FIFA vai permitir que peruanos, equatorianos, bolivianos e mexicanos lancem mão de jogos disputados na altitude pra distorcer a realidade do jogo?
Não há mais dúvida!
Ambos reconhecem a presença da chapa Reconstruindo o partido na próxima Executiva Municipal.
Nas próximas semanas este entendimento - coerente com o estatuto e com inúmeros precedentes em diversas instâncias do partido - será formalizado.
Assim, só voltaremos à este assunto em fóruns petistas. Estamos encerrando aqui neste blog qualquer especulação sobre a questão, que só pode interessar a quem pretenda tumultuar o bom ambiente e as perspectivas de unidade no PT de Campos
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Obama decepcionante
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Insustentabilidade pós-moderna
A democracia pós-moderna
"A democracia moderna se expressa na idéia de espaço público, cuja certidão de nascimento foi a polis grega. Inventora da política, esta significou o advento da isonomia (as mesmas regras válidas para todos os cidadãos), da isegoria (todos podendo tomar a palavra em público) e da democracia, porque todos igualmente legisladores. Findava então o poder privado, cujos modelos foram o pater familias, o comandante militar e o chefe religioso. Por isso, a democracia moderna se fundava em leis pan-inclusivas e universalizantes, baseadas no indivíduo considerado racional e livre. Suas instituições mediavam conflitos e acordos, como partidos, sindicatos, federações patronais, movimentos sociais e organizações de base, que produziam uma determinada representação de si constituindo, assim, sua identidade.
(...)
A igualdade moderna supunha diferenças - sexuais, étnicas, raciais ou religiosas - a serem reconciliadas, a pós-moderna as estabelece positivadas. Nessa entidade sedentária, há o direito à diferença mas visando a igualdade de inclusão social no mercado onde sobrevive o mais “apto” a conquistar seus “ privilégios” (privus lex, private legus, sendo, justamente, “lei privada”, o “favor” no direito medieval europeu). O mercado requer dissolução da individualidade, compreendida como obstáculo ao consumo e ao mercado padronizador. De onde o fim da diferença - entre as gerações, entre os sexos, entre a linguagem oral e a escrita, entre os comportamentos formais e os informais.Todos cedem à palavra de ordem “flexibilidade”, a primeira e a última qualidade que o mercado exige de cada um."
Confira a íntegra do artigo no sítio http://www.cartamaior.com.br/
Covardia marrom
A imprensa aloprou
A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.
Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.
Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?
E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial ("Isto é uma loucura!"), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas. Ninguém estrila!
É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.
A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela "leveza" levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.
Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.
Ano penoso
Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.
Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.
***
Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que "o artigo de Benjamim é um horror" é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.
Alberto Dines 01/12/2009
Sistema atual ilude eleitor
O atual sistema eleitoral uninominal, pelo qual o eleitor vota e coloca seu deputado num determinado lugar na lista de classificação de eleitos só existe no Brasil e na Finlândia. E essa clasificação do eleito termina ocorrendo à revelia de quem vota, porque depende de uma série de condicionantes, dentre as quais o poder econômico e o quociente eleitoral.
O sistema dá ao eleitor a ilusão de que ele elegeu o seu deputado, quando na prática o que ele permite é que o poder econômico, ao financiar as eleições, decida o lugar de cada candidato. Já aprovada pelo Senado, a reforma política está pronta para ser votada na Câmara dos Deputados e tem o apoio do presidente da República. Não foi aprovada na última tentativa porque o PSDB - isso mesmo os tucanos! - se juntou ao PP, PR e PTB e com o apoio do PSB, PDT e PV impediu que o PT, PC do B, parte do PMDB e o DEM - você leu certo, o DEM! - aprovassem a reforma.Sem ela e sem outras medidas, mudanças que aprimorem a administração pública e tragam a obrigatoriedade de nomeação só de funcionários de carreira para os cargos comissionados e instituam os orçamentos impositivos, não vamos conseguir, mesmo com o aumento da fiscalização e do controle externo, por fim ao que estamos assistindo hoje em Brasilia.
José Dirceu
01/12/2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Desenvolvimento econômico e seus impactos em debate na UFF daqui a pouco
O Projeto de Extensão Segundas Debates: convida você a participar da apresentação do relatório do projeto de extensão: “Estudos dos impactos sócio econômicos da implantação de estaleiro em Barra do Furado/Quissamã – RJ”, no dia 30 de Novembro de 2009, segunda-feira, no horário de 15:30h às 18:00h na UFF/Campos – sala 01.
Expositor: Profº. José Luiz Vianna da Cruz – Coordenador do projeto de extensão em debate e Diretor do Polo da UFF/Campos;
Mediadora: Profª. Ana Maria Almeida da Costa – Coordenadora de Extensão – UFF/Campos.
Vida longa ao Monitor!
Os ativistas pró-Monitor planejam levantar a quantia até a próxima quarta e se reunem amanhã às 10:00 na sede da AIC para avaliar a mobilização e a arrecadação.
O blog apóia esta mobilização e sugere a entidades da sociedade civil e do movimento sindical que tenham condições aderir à campanha de doações e fortalecer a possibilidade de manter em circulação um jornal que se propõe a manter "sua independência em relação aos grupos políticos locais".
Mídia independente e autônoma é algo do interesse dos trabalhadores e da sociedade local.
Números do PED em Campos
Essa confusão foi estimulada pela imprensa local, que confundiu as votações - distintas - para a presidência do DM e para o Diretório. Enquanto o Professor Eduardo Peixoto - apoiado por três chapas - obteve a grande maioria dos votos, com mais de 60% da preferência dos eleitores filiados que compareceram à votação, no pleito para a composição do Diretório houve equilíbrio na distribuição dos votos e, consequentemente, na composição da Executiva.
Abaixo, os números que explicam a proporção observada:
Chapa Movimento. Opção Popular. - 153 votos (2 cadeiras);
Chapa Construindo uma Alternativa - 146 votos (1 cadeira);
Chapa Um partido para todos e todas - 142 votos (1 cadeira);
Chapa Bota esta estrela no peito - 137 votos (1 cadeira);
Chapa Reconstruindo o partido - 40 votos (1 cadeira);
Chapa CNB Baixada - 30 votos (sem representação na Executiva).
Deixaram chegar...

Pois agora, quando tem a chance de conquistar seu primeiro campeonato nacional na era dos pontos corridos, o Mengão reedita a tradição de embalar na hora decisiva, ainda que numa competição com fórmula diferente. Apesar do segundo turno quase irretocável, só hoje (domingo), na penúltima rodada da competição, o time atingiu pela primeira vez a liderança do campeonato. Se vencer o Grêmio e conquistar o título, vai figurar no topo apenas nas duas rodadas cruciais. Vamos torcer!
Elenco de campeão
O time que venceu hoje o Corinthians contou com quatro jogadores teoricamente reservas: Bruno Mezenga e Toró, além de Fierro e Dênis Marques que entraram durante a partida.
O time não reeditou suas melhores apresentações, mas jogou consciente e conquistou o objetivo. Pet não brilhou, Juan e Léo Moura não foram decisivos como em várias outras jornadas, mas os zagueiros Alvaro e Angelim, os meias Toró, Airton e Willians e Zé Roberto foram eficentes e se destacaram na partida.
domingo, 29 de novembro de 2009
Chororô dos bambi
Ora, é bom lembrar ao cara-de-pau do Morumbi que o Fla também chegou à liderança sem Maldonado e Adriano - conforme post acima - além de ter tido jogadores como Juan e Alvaro suspensos nas últimas e decisivas rodadas.
Goiás matou Jason!

O time goiano viveu um bom momento no campeonato e chegou a estar no G4, mas ao longo do segundo turno amargou uma série de maus resultados e se afastou do grupo da ponta.
Agora, na reta final, ao cruzar com os aspirantes diretos ao título, mostrou a força de seu grupo. Retardou por uma semana a chegada do Mengão à liderança e acabou hoje com o mito do Jason são-paulino. O Jason, não é mais imortal! Ele morreu hoje, frente o periquito verde de Goiânia.
sábado, 28 de novembro de 2009
O jeito liberal de governar
O Governador queridinho da imprensa nativa, José Roberto Arruda do DEM, mostra toda a sua competência gerencial. Aclamado pela revista Veja o governador do distrito federal exibiu nos telejornais de hoje o jeito liberal de governar.
Chapa 1 aprovada pela base do SINDPEFAETEC em Campos
Em Campos, de um universo de 127 filiados aptos à votar, 92 compareceram às urnas e 84 sufragaram a chapa eleita.
ATUALIZAÇÃO em 30/11 às 23:20
Números totais da votação no Estado:
Chapa 1 - 437 votos;
Brancos - 10 votos;
Nulos - 16 votos;
Total de votos - 463.
Mesmo que uns não queiram!
Até quando?

Mas até quando a FIFA vai continuar permissiva com os absurdos jogos oficiais em altas altitudes? Ou será que alguém duvida que a derrota do Fluminense na quarta-feira, assim como a implacável goleada imposta pela mesma LDU sobre o River genérico tem a ver com este fator, bem como as vitórias do fraco time boliviano sobre Brasil, Paraguai e Argentina - esta uma goleada histórica - nas recentes eliminatórias para a Copa?
Os jogos nessas circunstâncias constituem flagrante desrespeito à ética desportiva por constituir vantagem indevida aos times caseiros, cujos atletas já possuem vantagem geral no preparo físico.
Na luta!
Estamos na luta e com força total!
Caro(a) Professor(a),
Esse movimento já enfrentou a atual diretoria nas últimas eleições, há três anos atrás, mas, divididos, não obtivemos êxito em nossos objetivos, apesar de termos conseguido mais da metade dos votos. Agora, unidos em uma única chapa de oposição, mais uma vez sofremos com tentativas de impedir nossa participação no processo eleitoral por meios ilícitos e antidemocráticos.
Este articulista teve questionado seu direito de encabeçar a chapa de Oposição por infundadas alegações de débitos com o sindicato. Na verdade é a gestão atual da entidade que nos deve! Deve combatividade, deve presença nas escolas e diálogo com a categoria, deve ações culturais e de qualificação profissional, deve competência para negociar com firmeza, mas com eficiência um acordo coletivo, já que estamos há dois anos sem aumento. Hoje encaminharemos à Douta Comissão Eleitoral responsável pelo pleito que se realizará nos próximos dias 10 e 11 de dezembro mais um recurso contra pedidos infundados e absurdos de impugnação de companheiros (as) de nossa chapa apresentados pela chapa da situação. Por que tantas inverdades e manobras contra nossa saudável e democrática participação no processo? A quem interessa nos afastar da disputa?
Para nós a decisão deve caber aos eleitores. Optamos por não entrar no denuncismo e na batalha de impugnação. Queremos a vitória nas urnas, e não no “tapetão”. Assim, a Chapa 1- Oposição: Reconstrução do SINPRO segue na luta com amplo apoio do movimento sindical de professores no RJ e de diversas categorias em Campos. Nossa vitória significará a retomada desse importante sindicato para a luta da categoria de professores e da classe trabalhadora. Contamos com você.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Compromisso com o futuro
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Rede em expansão
A reunião sinalizou para concretização da cessão da área de 35000 metros quadrados, que agora só depende de detalhes burocráticos.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
42 votos que incomodam muita gente!
Se este blogueiro quisesse confundir alhos com bugalhos, poderia recuperar resultados eleitorais de campeões de votos em eleições internas, ou ainda relembrar votações expressivas obtidas junto ao eleitorado campista por membros de nossa chapa que obteve no PED de domingo 40 votos conquistados com muita honra e fruto de opinião militante. Mas não vamos cair nesse jogo num momento de reconhecer os méritos do companheiro Eduardo - a quem cumprimentei pessoalmente ainda na noite do dia 22 - e recompor a unidade partidária.
O resultado do PED não define nada quanto à convenção de 2012, até porque os processos de escolha das direções partidárias em PED's e de candidatos pelo partido a cargos eletivos em convenções e Encontros Municipais são distintos. Em que pese a companheira Odisséia ser hoje um nome natural para a sucessão de Rosinha, nada impede que este posto possa ser ocupado por outro(a) companheiro(a), até mesmo em função de possíveis e legítimos interesses políticos da Vereadora na conjuntura de então.
Um outro dado particular que não tem destaque na mídia impressa é que o equilíbrio de forças na composição do novo Diretório não se identifica a partir da escolha do presidente, mas sim da proporcionalidade das chapas. Eduardo teve o apoio das três chapas mais votadas na disputa para o DM, mas a chapa Um partido para todos e todas, organizada por ele e pela Vereadora foi apenas a terceira dentre elas, com 142 votos. As chapas mais votadas foram Movimento Opção popular, liderada por Helio Anomal - única a indicar dois membros para a nova Executiva - com 153 votos e Construindo uma alternativa, composta por quadros ligados ao falecido Vereador Renato Barbosa, com 146 votos. O futuro presidente vai precisar de exercitar a habilidade em busca do consenso desejado para unir um Diretório que terá ainda 12 representantes das três chapas menos votadas.
Que o caminho da unidade interna não seja atrapalhado por caprichos e interesses outros que não o bem público.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Professor Eduardo Peixoto é o novo Presidente do PT de Campos
Ele agora tem a tarefa de unir o partido em torno de um projeto de poder para que possamos apresentar uma alternativa política concreta e independente para a sociedade local.
Boa sorte! E conte conosco para este propósito.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Efeito colateral do bem
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tom Wolf abre o verbo: Blog é fábrica de boato
Do Coletiva.net
O escritor e jornalista americano Tom Wolfe, 78 anos, cumpriu o que prometera: repetiu em sua palestra à noite, na Ufrgs, as ideias que havia apresentado à imprensa regional na coletiva que concedera à tarde no Hotel Intercity Premium. Despejou, para um Salão de Atos quase lotado, conceitos e reflexões sobre o que entende ser O espírito de nossa época, título de sua conferência em que pretendeu falar sobre as grandes mudanças que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos 10 anos.
Disse que a revolução sexual se transformou em carnaval sexual, avaliou o que denomina de “Aristocracia do Gosto”, formada por pessoas com preferências mais refinadas na escolha de produtos culturais de difícil compreensão, como os textos de James Joyce e Marcel Proust, autores que não são absorvidos pelo que chama de “populacho”. Criticou a arte moderna, para ele uma combinação de falta de habilidade com falta de imaginação, e deu como exemplo a arte de Picasso, “que incluía em todos os seus quadros um fundo cinza porque não sabia como terminar suas obras”.
A conferência durou menos de uma hora, e o período para perguntas foi de 30 minutos, ambos prejudicados por uma tradução problemática. E foi somente durante os questionamentos que Tom Wolfe deu opiniões sobre o Novo Jornalismo, do qual é considerado um dos expoentes. “Os jornais estão muito preocupados com o que acontece atualmente”, disse. “Mas as dificuldades do jornalismo impresso atual não se devem a problemas com os meios disponíveis, e sim ao monopólio. Quando cheguei a Nova Iorque, havia lá sete jornais diários. Hoje são dois, e em muitas cidades importantes do país só há jornais online. O problema do jornalismo atual é que falta concorrência, e o resultado é que temos menos notícias”
Conteúdos na internet ele vê com restrições: “O problema é que cansa ler durante muito tempo em uma tela de Led. Você enlouquece com tanto o que tem para ler na internet”. Outro aspecto que destacou é que nenhuma empresa, em seu entendimento, ganhou ao disponibilizar conteúdo de suas publicações na web. “Assim, tudo está ainda no ar, mas o certo é que os jornais estão muito assustados e demitindo gente. Mas eles mesmos estão se matando ao diminuir a qualidade do que fazem.
O jornalista norte-americano não vê nenhum valor no noticiário gerado pelas emissoras de televisão. “A única fonte de informação séria nos Estados Unidos é aquela que se lê no jornalismo impresso. A televisão, quando divulga alguma notícia quente, a gente logo pergunta: de que publicação tiraram istso?”, criticou Wolfe. Que também tem péssima opinião a respeito de blogs, que seriam “fábricas de rumores, as maiores que existem. Para os blogueiros, o conceito de checar os fatos nem lhes passa pela cabeça”.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Eles que são "brancos" que se entendam
"O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si".
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Mais um prêmio...
Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome
Da Agência Brasil
Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.
"A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sus tentável", destacou Campolina.
Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Baixou o nível
Inutilmente, após tentar me identificar como professor para o "militante", acabei folheando o panfleto do candidato à Presidência Estadual da entidade, Lauro Schuch. Pois bem. Sem entrar no mérito das graves acusações ali contidas contra o Presidente da OAB Rio Wadih Damous - não sou da classe e não me interessa apurar a veracidade das "denúncias" - aquele panfleto sim é um exemplo de como não se deve se portar em campanha para qualquer instituição.
Ah, sobre a história e as propostas de Dr. Lauro, nem uma linha...
Cenas cariocas
Os gladiadores do choque da guarda pretoriana de César Maia, treinados pelo Cel Amêndola continuam na ativa, agora "sob nova direção", a serviço do ex-pupilo renegado que responde pelo Executivo da Cidade Maravilhosa e de seu soldado Betlhem.
No fim da manhã de sexta-feira, com o auxílio da polícia civil, promoveram operação na Rodoviária Novo Rio que deteve de forma truculenta e vexaminosa grande contingente de envolvidos em "bandalhas" e transporte irregular, vulgo "alternativo", naquele terminal.
Pra baixo todo santo ajuda
A propósito, a rodoviária do Rio está mesmo um brinco após a reforma. Mas, como nada é perfeito, no primeiro piso, à esquerda dos sanitários, há uma pilha de degraus da escada rolante que encontra-se desativada - não é uma instalação de sucata. Parece que o reparo desta escada ficou pra próxima reforma! Quando será? Pensando bem, para o acesso ao segundo piso há uma escada rolante funcionando. Quem quiser descer vai de escada comum mesmo. Pra baixo todo santo ajuda!
A importância da higiene
Não deixa de ser divertido o cartaz realçando a importância da higiene afixado na parede de um excelente restaurante de peixes no centro de Niterói. É que, a despeito da maravilhosa cozinha, a casa costuma demandar frequentadores ilustres com pedidos de auxílio frente a pendências com a vigilância sanitária daquele município.
Mais ficção
Pois agora sua curiosidade pendia para a histórica edição que findava uma coleção – a mais antiga – que, à parte a tradição, lhe parecia especialmente interessante no período estudado: o início do ocaso do esplendor daquela “civilização”. A data: 15 de novembro de 2009. Uma data simbólica, histórica para a Federação e para aquele triste ente, no epílogo dos dias da glória que poucos puderam desfrutar.
A coleção em questão, que subitamente – uma consulta aos arquivos virtuais da Google revelaria que não tão subitamente assim – se encerrava era diferente das outras no olhar sobre a realidade local no início do século XXI. Ele não sabia bem classificar esta diferença, às vezes mais ou menos sutil. Mas havia mais, digamos, equilíbrio no registro dos fatos. É bem verdade que nos últimos meses, em função do iminente risco revelado pela pesquisa virtual nos blogs do emirado no mesmo período, esta objetividade eventualmente fraquejava – como observado por um atento e cáustico cronista virtual que naquele momento também já anunciava o próprio fim. Contudo, não havia ali o pendor militante e as diferenças surreais identificadas na comparação entre o registro dos mesmos fatos nas publicações às quais eram atribuídas maiores tiragens no período.
Achara uma nova questão, quem sabe uma nova hipótese? Perderia mais tempo no trabalho, mas sua curiosidade não teria como ser negligenciada. O que teria motivado a denúncia da subvenção historicamente destinada ao periódico às instituições de salvaguarda do direito difuso num ano eleitoral? Seria essa uma questão de direito difuso? Por que a soberana da dinastia local recém restaurada no poder teria sido tão célere na substituição do periódico por uma burocrática publicação de atos oficiais de seu reinado? A quem interessava calar vozes inteligentes e independentes naquela planície?
Crônica publicada na edição de hoje da Folha da Manhã.
As Teses de Lula
domingo, 15 de novembro de 2009
Da Crítica das Armas às Armas da Crítica
"1. O capitalismo brasileiro é um experimento bem sucedido. (...)
2. A crise de 2008 serviu-lhe como duro teste, quando ficou comprovada a sua solidez. Do êxito da sua estratégia de defesa face à crise, resultaram tanto sua consolidação no plano interno quanto oportunidades para se projetar no mundo exterior. (...)
4. Não se pode, entretanto, ignorar que a crescente mobilização de recursos e fins da política para a condução da economia já indicam uma via de capitalismo politicamente orientado, velha conhecida da tradição republicana brasileira, a partir da qual, em conjunturas diversas _ a de Vargas, a de JK, e a do regime militar _ realizou-se o processo de modernização do país.
5. Se já havia elementos embrionários desse processo, aparentes em particular no segundo mandato do governo Lula, a crise, que denunciou a incapacidade do mercado de se autoregular, ao trazer de volta o tema do Estado e do seu papel como agência organizadora da economia, atualizou, imprevistamente, o repertório da tradição republicana brasileira. (...) A mobilização de tal repertório tem ignorado a crítica que lhe foi feita pelos movimentos democráticos e populares, no curso de suas lutas contra o regime autoritário, consagrada institucionalmente na Carta de 1988, que, ao preservar a instância do público como dimensão estratégica, submeteu-a ao controle democrático da sociedade.
6. A apropriação repentina desse repertório pela esquerda que se encontra na chefia do governo, que, antes, com a teoria do populismo e com a denúncia da natureza patrimonial do Estado, foi uma das suas principais críticas (...) parece significar, por ora, mais uma mudança provocada por motivos contingentes do que fundamentada em razões programáticas. Contudo, devem-se ter presentes os riscos e que tais práticas alcancem o enunciado e um discurso coerente. (...)
12. Por toda parte: centralização, verticalização. (...) Não é bom presságio para a democracia brasileira se apresentar sob a retórica de significar uma comunidade fraterna quando se encontra envolvida em uma política de vocação grã-burguesa. Como também não é o fato da sociedade, em sua diversidade, se deixar subsumir ao Estado, conferindo à liderança de um chefe de governo carismático a tarefa de cimentar a unidade dos seus contrários. Estamos conscientes dos riscos aí envolvidos? A pergunta deve incluir como destinatários os principais atores políticos que estão a dirigir esse processo.
13. É falso e anacrônico conceber a próxima sucessão eleitoral como a reedição dos embates entre a UDN e o PTB. Estado forte, sim, mas sob o controle da sociedade, e não sobreposto assimetricamente a ela."
Crônica de uma morte anunciada
Não há como não deixar de parafrasear o escritor e jornalista colombiano - Gabriel Garcia Márquez – e utilizar como título de minha crônica a obra consagrada deste brilhante autor.
Nem há, como também, ficar indiferente e usar o velho chavão : “ A única certeza desta vida é a morte”.E eis que o “paciente” sabia que iriam adoecê-lo e ,quem sabe, até levá-lo a fenecer .Apesar da idade avançada gozava de uma saúde de ferro de causar inveja aos mais novos.
Viril, pontual, atualizado, culto ,simples, popular, sempre foi figura querida e estimada por onde passava. Tinha assunto para um dedo de prosa ou verso com qualquer classe social: do operário ao intelectual. Mesmo vestido em trajes sóbrios , sua elegância ímpar o fazia circular por salões suntuosos e nos mais simples ambientes de festa.
Esteve sempre presente ao que se passava a sua volta: quer seja no seu quintal, no seu município, no seu país e até no mundo a tudo estava atento .Observador contumaz ,analisava os fatos e com firmeza e lisura deixando patenteada a sua opinião.
Versátil, sabia dialogar sobre política, meio ambiente, educação, cultura, arte, saúde, esportes, economia,lazer, gastronomia, tecnologia, viagem, acontecimentos policiais ou sociais .
Amigo, recebia em sua “casa” a todos com o mesmo carinho e hospitalidade: quer os seus membros efetivos como os visitantes. A “mesa” sempre posta com um cafezinho tirado na hora complementado de saborosos pães representava o verdadeiro alimento da alma.
Vivia assim: firme em seus propósitos, consciente do seus deveres, trabalhando com honradez na missão a ele outorgada.
E foi, que possuindo tantos predicados começou a incomodar. Como herói da resistência começou a ter que administrar adversidades. Passaram a lhe dar doses homeopáticas de desânimo, tristeza, desamor, incompreensão, fraqueza, disputa de poder e com as forças por um fio adoeceu... e morreu.
Com o coração enlutado despeço de você – MONITOR CAMPISTA - neste domingo, relembrando os tantos domingos que abrigou meus textos literários.
Artigo publicado na edição histórica de hoje do Monitor Campista..
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Sindicalistas solidários com a Chapa 1 do SINPRO
Agradeço em nome da chapa a todos que subscrevem o texto, em especial ao Francílio Paes Leme e ao Fabiano Ferreira Rangel, principais articuladores da nota.
"Nós, dirigentes sindicais dos Sindicatos de Professores do Estado do Rio de Janeiro e de outras categorias profissionais em Campos, manifestamos publicamente o reconhecimento à atuação profissional e sindical do professor Fabio Siqueira, cuja candidatura à presidência do SINPRO-Campos está sendo arbitrariamente questionada pela Comissão Eleitoral responsável pelo pleito na entidade.
É público que Fábio, ex-diretor daquela entidade no triênio 1997-2000, atua como docente em estabelecimento privado de ensino em Campos, estando em dia com suas contribuições sindicais.
Pela sua história de atuação firme e combativa no próprio SINPRO e no SEPE, em defesa da classe trabalhadora e da categoria dos professores, manifestamos nossa solidariedade e repudiamos a violência cometida contra a Chapa 1 - Oposição: Reconstrução do Sinpro Campos e São João da Barra e defendemos sua candidatura em prol da retomada desse importante sindicato para a luta da categoria de professores e da classe trabalhadora."
Ana Paula Couto – Oposição Cutista SINDJUSTIÇA - RJ
Antonio Rodrigues – Tesoureiro FETEERJ
Aurélio Lorenz – Oposição Cutista SINDJUSTIÇA - RJ
Carlos Antônio Rodrigues – Sindicato dos Químicos de Campos
Darby Igayara Lemos – Presidente CUT/RJ
Eder Reis – Vice-Presidente Sindicato dos Bancários de Campos
Fabiana Gomes Salles – Coordenadora Geral do SINDPEFAETEC
Fabiano Ferreira Rangel – Diretor STAECNON
Francilio Paes Leme – Coordenador da CONTEE (Regional Sudeste)
Francisco Perez Levy – Sinpro Nova Friburgo
Gustavo Mendes Duriez – Presidente Sinpro Petrópolis
Hélio Anomal – Diretor STAECNON
Hugo Diniz – Diretor Sindicato dos Bancários de Campos
Jocemir Monteiro – Sindicato dos Químicos de Campos
José Maria Rangel – Coordenador Geral SINDIPETRO-NF
Ligia Carreteiro – Coordenadora de Administração e Finanças Sinpro Niterói
Luiz Alberto W. Grossi – Coordenador geral FETEERJ
Luciana Ruis – Oposição Cutista SINDJUSTIÇA - RJ
Marcela Pizzol – Oposição Cutista SINDJUSTIÇA - RJ
Rafanele Alves – Presidente Sindicato dos Bancários de Campos
Renato Gonçalves – Diretor do SEPE Campos
Robson Terra – Sinpro Norte/Noroeste Fluminense
Ronald Ferreira dos Santos – Secretário de Administração e Finanças Sinpro Lagos
Silvano Pereira Alexandre – Coordenador de Administração Sinpro Costa Verde
Tadeu Coimbra Bessa – Presidente do STAECNON
Vitor de Carvalho – Diretor do SINDIPETRO-NF
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Brasil decola

O Muro e seu Fim 2
- Pergunta: Existe a crença generalizada de que o colapso do bloco socialista desencadeou a globalização. Mas o senhor e outros estudiosos separam os dois processos.
- Sennett: É tentador tomar a queda do muro com metáfora perfeita para a gobalização, mas ela não procede.
São dois desdobramentos distintos. Não se deve enfocar a queda e a dissolução do império comunista como consequências do ímpeto capitalista. (...)
Quando a União Soviética foi disolvida, muitas dessa economias soberanas imaginavam que poderiam se beneficiar do sistema mundial. Mas não demoraram a compreender que por muito tempo seriam apenas os parceiros pobres.
-Pergunta: De que data o sr. identifica o atual ciclo de globalização?
- Sennett: De muito antes, de 1971, com a ruptura do acordo de Bretton Woods (1944), que regulava o fluxo comercial e financeiro no mundo ocidental. Aconteceu quando os EUA abandonaram unilateralmente a conversibilidade de sua moeda e o padrão-ouro. (...)
- Pergunta: O sr. não crê, portanto, que os EUA tenham vencido a Guerra Fria?
- Sennett: Isso é uma estupidez. Nos anos 80, o presidente Ronald Reagan havia aumentado imensamente os gastos com armamentos, e costumava-se a dizer que esses gastos militares induziram a bancarrota soviética: bobagem.
Muitos países do leste não tinhama capacidade de gerenciar a própria transformação. O interessante é determinar por que os chineses, que também tinham um comunismo estatal rígido, não desabaram.
E isso dependia de qualidades que a China possuía antes da era comunista.
A China sempre teve uma estrutura estatal disciplinada e um sistema educativo magistral, bem como uma base popular muito entusiástica. (...)
Culturalmente, tinham todo o necessário para decolar.